Política

Elias Vaz é favorável à federação PSB, PDT e SD

Redação DM

Publicado em 16 de março de 2023 às 15:19 | Atualizado há 3 anos

O presidente do PSB Goiás, Elias Vaz, avalia de forma positiva a decisão da executiva nacional do partido de compor federação com outras siglas. Membro da executiva, Elias Vaz reforça que votou favorável e destaca que a discussão com o PDT está mais avançada. Já as conversas com o Solidariedade ainda estão em fase inicial.

“Em Goiás, tenho relação fraterna tanto com a deputada federal Flávia Morais quanto com o deputado estadual George Morais. São lideranças do PDT que têm o nosso respeito e acredito que vamos construir a federação com muita tranquilidade. No caso do Solidariedade, tenho certeza também que é possível construir essa relação em nível estadual e federal”, afirma Elias Vaz.

O presidente do PSB Goiás ressalta ainda que a federação vai facilitar a formação de chapas para vereadores e a construção de projetos para concorrer a prefeituras no estado. “A Federação fortalece não só o PSB, mas todos os partidos envolvidos e abre portas para os nossos filiados na disputa das eleições”, finaliza.

Influência no Congresso

A união das legendas pretende criar uma “nova força de centro-esquerda”, como exaltou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. “A realidade do sistema político exige uma racionalização do número de partidos no País, que apresentem programas mais claros à sociedade e, com isso, acredito que podemos ampliar a base de apoio ao campo progressista nas eleições de 2024 e 2026”, apontou.

Os socialistas avaliam que uma federação com o PDT e SD, que possuem tamanhos equivalentes ao PSB, permitiria ainda um equilíbrio necessário à tomada de decisões e à autonomia das legendas que, após as eleições de 2022, perderam espaço na Câmara dos Deputados. O PSB caiu de 23 para 14 parlamentares, enquanto o PDT de 19 para 17 e o Solidariedade de oito para quatro. Caso não haja pedidos de desfiliação, entrará nesse bloco a bancada do Pros, com mais três, que teve sua fusão aprovada com o Solidariedade no último mês de fevereiro.

A federação passaria, assim, a contar com 38 deputados, a oitava maior bancada da Câmara, próxima do Republicanos (41), PSD (42) e MDB (42), e distanciando-se da Federação PSDB-Cidadania (18) e Federação Psol-Rede (14), além do Podemos (12), Avante (7), PSC (6), Patriota (4), Novo (3) e PTB (1).


PP e União Brasil

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), avaliou que a federação em negociação entre seu partido e o União Brasil é um passo para a fusão das duas legendas. Este seria o caminho natural, segundo o deputado, após a reforma política de 2017, que dificultou o acesso ao Fundo Partidário e ao Fundo Eleitoral.

“Se deve pensar bastante antes de fazer, mas se o meu partido e o União Brasil chegarem a um acordo de governança de que a federação será compatível para os dois partidos, depois de duas eleições ou quatro anos, sair dela vai se tornando cada vez menos provável”, afirmou Lira. “Se houver federação entre Progressistas e União Brasil, é uma etapa para a fusão. É um noivado, um namoro.”

A se concretizar a federação, ela terá pelo menos 106 deputados e 15 senadores e poderá fazer frente ao PL, que conta com 99 representantes na Câmara e 12 no Senado.

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