Política

Estratégia para a base aliada chegar unida à sucessão estadual

Redação DM

Publicado em 28 de março de 2017 às 02:03 | Atualizado há 1 ano

Com o candidato a governador praticamente definido – o atual vice-governador José Eliton (PSDB) –, o Palácio das Esmeraldas deflagra uma série de ações para manter unida a base aliada às eleições de 2018.

Providências políticas refletem a determinação do governo Marconi de fortalecer o grupo que está no poder em Goiás desde 1999: alterações no secretariado para abrigar o PTB, de Jovair Arantes, e o Solidariedade, de Lucas Vergílio; lançamento do plano Goiás na Frente, com a liberação de R$ 3 bilhões para investimentos em obras nos 246 municípios e aproveitamento de aliados nos diversos escalões da administração.

A nomeação de Francisco Pontes para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico reaproxima o PTB, de Jovair Arantes, da base aliada, prestigia o prefeito de Anápolis, Roberto Naves, e atende a reivindicação do empresariado de Anápolis.

Os petebistas estão presentes em cargos de segundo e terceiro escalões da administração estadual desde o início do mandato de Marconi Perillo, em janeiro de 2015. Reivindicavam espaço no primeiro escalão, agora com a confirmação para a pasta de Desenvolvimento Econômico.

O Solidariedade, presidido em Goiás pelo ex-deputado federal Armando Vergílio e que conta com o deputado federal Lucas Vergílio, retorna ao governo Marconi. Depois do afastamento de Armando Vergílio do Palácio das Esmeraldas, quando o ex-deputado aproximou-se do PMDB de Iris Rezende para disputar mandato de vice-governador em 2014, o Solidariedade participa da administração tucana, pois ocupa a presidência da Ceasa e, em breve, deverá indicar um diretor para o Detran.

Ocupando cargos no primeiro escalão do governo, o PTB e o Solidariedade estarão, seguramente, integrando a base aliada às eleições de 2018, com apoio à candidatura de José Eliton ao governo de Goiás.

Em entrevistas à imprensa, Jovair Arantes e Lucas Vergílio não economizam elogios ao vice-governador José Eliton pelo desempenho administrativo – foi presidente da Celg e secretário de Desenvolvimento Econômico e de Segurança Pública – e pela posição política junto aos diversos partidos e prefeitos da base aliada.

O deputado Jovair Arantes almeja candidatura ao Senado Federal, mas não coloca seu projeto pessoal como uma “questão irremovível” na base aliada. Ele mesmo tem dito que a decisão sobre as candidaturas majoritárias – governador, vice e dois senadores – deve ocorrer após amplo debate junto aos partidos e às lideranças políticas.

Nesta quarta-feira, o governador Marconi Perillo vai lançar o Goiás na Frente, plano que prevê liberação de R$ 3 bilhões de reais para investimentos em obras, nos anos de 2017 e 2018, nos 246 municípios goianos. A ação administrativa do governo terá forte repercussão político-eleitoral, fortalecendo as aspirações da base aliada para o pleito do ano que vem.

O Palácio das Esmeraldas tem aproveitado, nos segundo e terceiro escalões da administração, ex-prefeitos que deixaram os cargos em 31 de dezembro, também de olho nas eleições de 2018. Muitos desses ex-prefeitos serão candidatos a deputado estadual no próximo pleito.

Os governistas buscam enfraquecer a oposição: prefeitos do PMDB e do DEM, por exemplo, trocando de legenda, com opção para o PSDB. Os tucanos, que elegeram, ano passado, 77 prefeitos, já contam hoje com 80 chefes de Executivo municipal e a meta é atingir 110 até dezembro próximo.

PSD, PSB e PR

O PSD, que apresenta a intenção de lançar Vilmar Rocha como candidato a governador e a senador, integra a base aliada. O próprio Vilmar, presidente estadual do PSD, ocupa a Secretaria de Cidades e mantém relacionamento “saudável” com o governador Marconi Perillo. “Em qualquer projeto que Marconi estiver, estarei ao seu lado”, diz Vilmar em todas as reuniões do PSD.

Existe, também, a possibilidade de o PSD indicar o deputado federal Thiago Peixoto para uma candidatura a vice-governador, na chapa a ser encabeçada por José Eliton (PSDB), preservando a unidade da base governista.

O PSB dá prioridade ao projeto de Lúcia Vânia de disputar novo mandato ao Senado Federal, de preferência pela base aliada, aliás, da mesma forma que ocorreu das vezes anteriores, ao lado do governador Marconi Perillo. O anúncio de Marconi de preferência pelo nome do senador Wilder Morais (PP) trouxe preocupações ao PSB, já que a segunda vaga de senador da base governista está reservada ao próprio governador.

O PR cogita o lançamento da candidatura de Magda Mofatto ao Senado, mas isso não é fator de “vida ou morte”, pois a empresária tem estrutura para concorrer, com êxito, a novo mandato à Câmara Federal.

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