Política

“Ficaria feliz se Ana Carla fosse candidata ao governo”

Redação DM

Publicado em 20 de dezembro de 2016 às 01:52 | Atualizado há 10 anos

A senadora e presidente estadual do PSB, Lúcia Vânia, afirmou, ontem, que não pretende se lançar candidata na disputa para o governo do Estado em 2018, mas que ficaria muito feliz caso sua filha, a secretária da Fazenda (Sefaz), Ana Carla Abrão, fosse o nome do partido. “Eu não posso definir meu futuro político ainda. Acho muito cedo, quero ver como as coisas vão se desdobrar para tomar uma decisão. Com relação a Ana Carla, ela tem capacidade. Se for da vontade dela e do povo goiano, ela terá todo o meu apoio. Eu ficaria muito feliz com isso”, ressaltou.

Em entrevistas à imprensa, Ana Carla Abrão, que é filha de Lúcia Vânia e do ex-governador Irapuan Costa Júnior, não descartou a possibilidade de ter seu nome lançado à disputa eleitoral em 2018. “A única coisa que digo é que eu realmente me encontrei muito na gestão pública, me sinto muito à vontade na posição que estou hoje. Agora, se isso vai determinar uma trajetória política, eu não saberia responder nesse momento”, disse a secretária ao Portal A Redação. Ana Carla deixa a Secretaria Estadual da Fazenda, em 6 de janeiro, para retornar a São Paulo, onde retomará as atividades como economista e presidirá o Conselho de Gestão Fiscal da prefeitura, a convite do prefeito João Dória (PSDB).

Ainda durante o encontro com a imprensa, que aconteceu na sede do diretório do PSB Goiás, em Goiânia, Lúcia Vânia afirmou que ainda é cedo para falar em alianças.  “Acredito que nós vamos disputar o governo com candidatura própria, pelo menos esse é o meu desejo. O partido está aberto para novas alianças, mas isso só será definido depois da reforma política que teremos no País”.

Sobre o cenário para a disputa pelo governo de Goiás, a senadora explicou que o quadro em 2018 deve ser atípico, já que os dois maiores nomes da política de Goiás deverão estar fora da disputa. “O governador Marconi deve se lançar para um pleito nacional e Iris Rezende está estabelecido na Prefeitura de Goiânia. Então essa será uma disputa de muitas possibilidades, já que os dois maiores nomes da política de Goiás não devem disputar”, disse a senadora.

Ainda é cedo

A senadora destacou que ainda é muito cedo para definir qualquer tipo de aliança, pois alguns partidos deverão desaparecer com mudanças que poderão ocorrer a partir de uma Reforma Política. “É muito difícil a gente dizer com quem iremos fazer alianças, porque vamos passar por uma reforma política neste período. Nós não sabemos quais os partidos que vão se alinhar politicamente, ideologicamente. Teremos uma cláusula de barreira. Muitos dos partidos que hoje existem deverão desaparecer com esta cláusula de barreira. Nós vamos ter novas alianças, que vão delinear o rumo futuro, sem a reforma política, fica difícil estabelecer com quem o partido vai se aliar ou se o partido terá condições de ter candidatura própria”, destacou.

Questionada se poderia ser o nome do PSB para a disputa, Lúcia Vânia destacou que iria para a disputa se houvesse uma necessidade, mas que este não é o desejo dela. “Eu não posso negar, se houver alguma necessidade eu disputaria, mas este não é meu desejo. Não acredito que tentaremos disputar o governo com candidatura própria. Esse é o meu desejo. O partido está muito aberto para as possíveis alianças futuras. Não posso definir meu futuro político ainda. Quero ver como as coisas vão se desdobrar para eu tomar uma posição.

 

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