Política

Flávia Calil: “Sou irista, não partidária”

Redação DM

Publicado em 1 de outubro de 2016 às 02:30 | Atualizado há 10 anos

Bacharel em Direito e candidata pela primeira vez a vereadora por Goiânia, Flávia Calil (PMDB) destaca que será o nome de renovação na Câmara Municipal. Irista assumida, Flávia ainda acredita na vitória de Iris Rezende (PMDB) para Prefeitura de Goiânia. “Vamos ganhar no primeiro turno”, ressalta. Em entrevista ao Diário da Manhã, a candidata conta como tem sido o ritmo de sua campanha, além das propostas que pretende apresentar no Legislativo goianiense. Flávia, que até 2014 era assessora no governo de Marconi Perillo (PSDB), é uma das maiores entusiastas da candidatura de Iris e ressalta que o ex-prefeito reúne as principais qualidades para um político, com condições de liderar a retomada do poder na Capital. “Sou irista, não sou partidária”, afirma.

Novata como política, a candidata a vereadora tem projetos de cunho social para a Capital, como o combate à pedofilia e a criação do Instituto Municipal do Câncer. “Nós que moramos em Goiânia e temos 17% de chances a mais de ter câncer, por causa do acidente radioativo com o Césio-137. O Instituto virá para auxiliar o tratamento, com um Centro de Pesquisa e Combate ao Câncer, o que também amenizará o sofrimento do paciente e seus familiares. Moramos na Capital onde aconteceu o segundo maior acidente radioativo do mundo, então temos que nos preocupar”, enfatiza.

Outra bandeira da candidata é o combate à pedofilia, cobrando da prefeitura e com a promoção de ações para combater a pedofilia. “Mães e pais de família estão preocupados, principalmente na internet, já que você não sabe quem pode estar conversando com seu filho. Vamos trabalhar na Câmara para amenizar a questão. Vamos cobrar do prefeito as praças públicas, que hoje são lotes baldios, iluminação pública nos bairros. Serei muito atuante e vamos trabalhar para a população”, garante.

Mulher na política

A participação da mulher na política ainda é muito pouca, seja por resistência dos partidos ou pela própria mulher não querer se envolver. Para Flávia, o fato de ser mulher não foi empecilho para sua candidatura pelo PMDB. “Meu nome foi muito bem aceito dentro do partido. E nós, mulheres, fazemos a diferença, temos algo a mais que é a sensibilidade. A gente consegue escutar, realmente, o cidadão de forma diferente do homem. Precisamos de mais mulheres, com M maiúsculo, na política”, acredita.

Com uma estratégia de campanha corpo a corpo, indo até o eleitor, Flávia se diz satisfeita e com uma boa expectativa para as eleições no domingo. “Tenho uma política irista, fazendo um trabalho corpo a corpo e procurando saber os anseios da população. Desenvolvi uma campanha honesta, sentindo as necessidades do povo, fiz uma política da verdade. Minha humildade tem feito a diferença”, afirma Flávia.

Sobre estar em um partido grande e precisar de muitos votos para ser eleita, a candidata diz não ter medo do desafio e acredita no trabalho desenvolvido ao longo de sua campanha. “É assustador o tanto de votos, mas estou segura. Posso perder ou ganhar, mas sei que desenvolvi um trabalho muito honesto, desprovido de recursos financeiros, mas que foi rico no corpo a corpo. Ao bater de porta em porta, visitei vários bairros de Goiânia onde a gente percebe o descaso dos políticos atuais com a população. Todos estão cansados das promessas de políticos”, ressalta.

 

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia