Flávio Bolsonaro admite a aliados que mentiu sobre apoio ao fim da 6×1
Redação Online
Publicado em 14 de outubro de 2026 às 20:12 | Atualizado há 40 minutos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante pronunciamento sobre a escala 6x1 | Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, admitiu a aliados que pretende atuar para alterar ou até revogar o fim da escala 6×1 após uma eventual aprovação da proposta pelo Congresso. A informação foi publicada pelo SBT News nesta quarta-feira (14/10). A sinalização ocorre após seu posicionamento público favorável ao texto em votação no Senado.
Na terça-feira (13/10), Flávio afirmou que votaria pelo fim da jornada de seis dias de trabalho para um de descanso. Em conversas reservadas, porém, indicou que o apoio à proposta não representa compromisso com a manutenção definitiva das regras previstas na emenda constitucional.
A intenção relatada a integrantes de seu entorno político atende a preocupações de setores empresariais sobre o efeito da redução da jornada nos custos das empresas. Flávio defende que trabalhadores e empregadores tenham mais liberdade para negociar as condições de trabalho. O senador também alegou que o governo deve arcar com custos adicionais que a mudança possa impor às empresas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para esta quarta-feira (14/10) a votação da proposta de emenda à Constituição que encerra a escala 6×1. A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta concluir os dois turnos de análise no mesmo dia, antes do segundo turno presidencial, previsto para 25 de outubro. O texto reduz gradualmente a jornada semanal de 44 para 40 horas, estabelece dois dias de descanso por semana e mantém os salários.
A matéria já passou pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A PEC precisa reunir pelo menos 49 votos entre os 81 senadores em cada turno. Se o Senado aprovar o texto sem mudanças nas duas votações, o Congresso poderá promulgar a alteração constitucional. Uma futura tentativa de modificar ou derrubar a regra exigiria outra emenda à Constituição, com apoio de três quintos dos parlamentares da Câmara e do Senado em dois turnos em cada Casa.