Flávio Bolsonaro vota pelo fim da 6×1 por videoconferência durante agenda em Porto Alegre
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 09:20 | Atualizado há 17 minutos
Flávio Bolsonaro registrou presença no Senado por volta das 20h30 e votou a favor da PEC que prevê dois dias de descanso semanal | Foto: Charles Vieira/Campanha PL
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, votou a favor do fim da escala de trabalho 6×1 durante sessão do Senado nesta quarta-feira (14). Mesmo com a discussão em andamento em Brasília, o parlamentar estava em Porto Alegre (RS), onde cumpria compromissos de campanha, e participou da votação remotamente.
De acordo com os registros do Senado, o candidato só registrou presença às 20h30, cerca de quatro horas após o início das discussões, por volta das 16h30. Durante a agenda na capital gaúcha, Flávio não mencionou publicamente a proposta.
O voto favorável ocorreu após meses de críticas à redução da jornada de trabalho e poucos dias depois de o senador anunciar que apoiaria a medida. Apesar da mudança de posicionamento, integrantes de seu entorno político já discutem a possibilidade de alterar as regras caso ele seja eleito presidente.
Aliados defendem mudanças na proposta
Aliados de Flávio Bolsonaro defendem mudanças nas regras do fim da escala 6×1 caso o senador seja eleito presidente. A intenção é adequar a redução da jornada às propostas econômicas de um eventual governo do PL, mesmo que o Congresso aprove o texto atual.
Uma das alternativas é a proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio. O candidato também assinou o texto, que amplia as possibilidades de negociação entre empregadores e trabalhadores e permite a contratação com pagamento por hora trabalhada.
Marinho não registrou presença nem votou na sessão de quarta-feira (14). Diferentemente da PEC aprovada em primeiro turno, sua proposta mantém o limite de 44 horas semanais e não garante dois dias de descanso por semana.
O que prevê a proposta aprovada pelo Senado
A PEC aprovada em primeiro turno prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, além de garantir dois dias de descanso por semana. Como a sessão foi semipresencial, Flávio pôde votar de Porto Alegre, onde cumpria agenda de campanha.
Apesar do voto favorável, aliados do senador defendem uma alternativa que mantém o limite de 44 horas semanais e permite a negociação da jornada e do pagamento por hora trabalhada. O modelo não garante dois dias de folga por semana. A proposta, assinada por Flávio, representa uma abordagem diferente da PEC apoiada por ele na votação.
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