Política
Greve da saúde segue até que as reivindicações sejam atendidas
Redação DM
Publicado em 7 de outubro de 2016 às 17:32 | Atualizado há 10 anosCom um acúmulo de perdas salarias que já ultrapassa mil reais mensais, os trabalhadores estaduais da Saúde – que estão há 18 dias de greve – realizaram na última quinta-feira, dia 06, uma Assembleia Geral para discutir o direcionamento e a continuidade do movimento.
O ato aconteceu no hall de entrada da Assembleia Legislativa de Goiás, local de concentração dos grevistas.
Na ocasião, centenas de servidores votaram e aprovaram por unanimidade pela continuidade da greve. Os grevistas prometem intensificar o processo de conscientização dos trabalhadores que estão nas unidades, visando aumentar o número de adesão à greve. Eles pretendem também dialogar permanentemente com a sociedade, explicando a falta de condições de trabalho e, consequentemente, de assistência à população.
A presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves, evidenciou em sua fala que 85% dos servidores da Saúde possuem algum tipo de empréstimo como método de complementação de renda. “A ampla maioria dos nossos trabalhadores estão endividados, resultado de um acúmulo de perda salarial que já ultrapassa mil reais mensais. São seis anos sem a reposição da inflação. Eles não aguentam mais verem seus salários serem diminuídos mês a mês”, lamentou.
Deliberações
O movimento deliberou pela realização de uma nova assembleia geral, após a nova rodada de negociação com o deputado Helio de Sousa e o secretário da Saúde, Leonardo Vilela, que ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 10, às 15 horas na sede da secretária. Já a assembleia geral está programada para acontecer no dia 13 de outubro às 14 horas na Assembleia Legislativa.
Durante a assembleia, o movimento repudiou qualquer tentativa do Governo de transferir a futura administração do Hospital do Servidor Público para uma Organização Social. Os grevistas reivindicaram também que a gestão do IPASGO fique a cargo, exclusivamente, do funcionalismo público.
Reivindicações
Os servidores reivindicam o pagamento da reposição salarial de 2007, 2008, 2009, 2010, 2015 e 2016; cumprimento do Plano de Carreiras da categoria que continua congelado; a garantia da manutenção dos 100% da gratificação de produtividade e melhores condições de trabalho e assistência à população.