“Há uma possibilidade muito grande de eu disputar a eleição em 2022”
Redação DM
Publicado em 5 de julho de 2021 às 18:26 | Atualizado há 5 anos
O vice-prefeito de Anápolis, Márcio Cândido (DEM),
pode ser candidato a deputado federal em 2022. Em entrevista ao programa Arena
da Rádio Manchester no último sábado (3), concedida aos jornalistas Marcos
Vieira e Henrique Morgantini, Márcio deu detalhes do que pensa sobre o processo
eleitoral e deixou claro que se articula dentro da sua igreja e do seu grupo
político para ser um dos nomes a pleitear uma vaga na Câmara Federal. Segundo o
vice-prefeito, há uma lacuna muito grande de representantes de Anápolis no
Congresso Nacional, portanto é preciso que a representatividade de Anápolis
seja ampliada em Brasília. Leia os principais pontos da entrevista.
O senhor é
candidato em 2022?
Essa pergunta tem sido feita a mim constantemente.
É uma discussão e um debate que tem acontecido na cidade de Anápolis, até
porque eu entendo que a política goiana passa pela nossa cidade. Não é possível
discutir também a política nacional sem falar de Anápolis. Você percebe e vê
que no pleito de 2018 tivemos anapolinos disputando todas as esferas de poder.
Tínhamos um anapolino disputando a presidência da República, disputando o
governo do Estado – temos três governadores eleitos no Brasil que são da cidade
de Anápolis – tivemos anapolinos disputando vaga no Senado e na Câmara Federal
e Assembleia. É uma cidade que já teve dois cidadãos que disputaram a
presidência da República. Raramente isso é encontrado fora do eixo Rio-São
Paulo e Belo Horizonte. Tivemos o Ronaldo Caiado disputando a presidência lá
atrás e o Henrique Meirelles mais recentemente. Ou seja, a cidade de Anápolis
participa ativamente de todo o cenário, de toda a política estadual e nacional.
O nosso povo é muito político e se interessa muito pelo desenvolvimento do
Brasil.
Dito isso, nesse momento agora, a nossa preocupação
é trabalhar junto com o prefeito Roberto Naves na retomada do desenvolvimento
econômico da nossa cidade, na retomada da vida normal da população, avançarmos
na vacinação, avançarmos no combate da Covid-19 e, claro, sem tirar os olhos de
2022. Existe hoje uma possibilidade muito grande de eu disputar a eleição em
2022. Nós só estamos avaliando a questão, se será deputado estadual ou federal.
Anápolis hoje possui uma boa representação na Assembleia Legislativa,
precisamos de aumentar isso, mas temos bons deputados. Então o que a gente
avalia e vê: precisamos hoje suprir onde está a lacuna, onde está a necessidade
de existência de uma representação ampla e de verdade que realmente movimente a
cidade, que no meu entendimento é na Câmara Federal. Então hoje não tenho a
decisão tomada, mas vejo e entendo que precisamos urgentemente pensar nomes de
pessoas que venham defender a cidade no Congresso Nacional.
Uma defesa que venha trazer benefícios reais para a
nossa cidade. Você percebe as circunstâncias do posicionamento geográfico de
Anápolis depende muito da União. Somos cortados por rodovias federais que
influenciam diretamente na vida do anapolino, a BR-153, a BR-060, a BR-414, que
cercam a cidade e precisam de solucionarmos problemas. Temos o problema na
BR-414 que é o trevo do Recanto do Sol até a Base Aérea, uma região
superpopulosa e que precisa de ações como sinalização e outras intervenções
para melhorar o dia a dia da população. Temos a BR-153, que sonhamos com a
duplicação que foi anunciada e falada, mas que realmente não aconteceu. Você
tem um problema histórico do trevo do Recanto do Sol, que é algo mais do que
logística, mas de segurança nacional…
A resposta
foi além, vice-prefeito, o senhor tem até um plano de trabalho para as questões
voltadas para um deputado federal. Mas tem outro ponto: o senhor é pastor da
Assembleia de Deus, congregação muito importante no Brasil. Esse debate eleitoral
passa pelo diálogo com esse grupo. Como tem sido o diálogo, o grupo está
fechado com o senhor?
Eu ainda não defini se serei candidato a deputado
federal, apenas estou avaliando essa possibilidade de uma forma muito intensa
considerando que nós temos uma lacuna, temos a ausência de anapolinos
defendendo a nossa região no Congresso Nacional.
Em relação ao grupo que faço parte, que é o
segmento evangélico em Goiás, liderado nesse caso pela Assembleia de Deus
Madureira, nós temos lá hoje alguns políticos. Nós temos os senadores Luiz do
Carmo e Vanderlan Cardoso. O Luiz trabalha para sua reeleição, então ele não
vai estar preocupado com a questão de deputado federal. O Vanderlan está com
mandato e não disputará eleição. Os outros dois deputados, que é o Glaustin da
Fokus, que trabalha uma reeleição, mas o eixo Goiânia-Aparecida, não tem esse
foco como temos, e o João Campos, que pleiteia uma vaga no Senado, não deve
tentar deputado federal e essa é a conversa que temos ouvido nos bastidores. Os
outros dois, Henrique César e Rafael Gouveia, são candidatos à reeleição de
deputado estadual. O senador Luiz do Carmo lançou meu nome no evento de
assinatura do decreto da Unievangélica, fez uma declaração dizendo da
necessidade de se ter mais uma pessoa de Anápolis no Congresso Nacional. Aquela
fala do senador repercutiu de forma muito positiva dentro do segmento, teve uma
força muito grande porque além de ser o maior expoente na política por ser
senador, é irmão do bispo Oídes, que é o presidente da Assembleia de Deus no
Estado de Goiás. Ou seja, a fala dele de certa forma traz um valor
institucional. Vamos ter uma convenção agora, na segunda semana do mês de julho
em Goiânia, quando esses assuntos serão mais detalhados. E a partir daí teremos
uma decisão mais clara.
Há ainda o
grupo local…
Sim, eu dependo ainda para um projeto dessa
envergadura de ouvir a opinião de algumas pessoas, que estão comigo sempre. Não
é possível você caminhar com um projeto desse tamanho sem o apoio do prefeito
Roberto Naves, que me deu a oportunidade de ser o seu vice. Preciso ouvir o
pastor Bertiê Magalhães, que é o nosso presidente aqui em Anápolis. Ouvir o
pastor José Clarimundo César, o pastor Washington e outras lideranças do
Conselho de Pastores de Anápolis. Claro que não me prendo com a questão do segmento
evangélico, hoje vou me encontrar com o padre Genésio, pois estou abrindo um
relacionamento muito bom com a Igreja Católica. Até porque temos divergências
teológicas, mas na questão social caminhamos juntos.
E o grupo
político que dá sustentação à administração. Como se articula para ser o nome
dessas pessoas?
O nosso grupo é muito unido, muito preparado e
pensa o bem-estar da nossa cidade, não é egoísta e pensa apenas em seus
projetos pessoais. Nós pensamos a cidade, avaliamos e trabalhamos para o progresso
dela. O nosso grupo hoje não tem nenhuma pessoa que esteja buscando esse cargo,
embora tenha nomes excelentes para isso, como o presidente da Câmara Municipal,
vereador Leandro Ribeiro, que é uma pessoa extraordinária e mente brilhante.
Temos o Amilton Filho, hoje deputado estadual. Temos ainda o nome da nossa
primeira-dama, a Vivian Naves, que tem uma relação muito próxima com a nossa
população e que faz um grande trabalho no social. Mas essas pessoas que compõem
esse grupo acham e entendem que o nome de Márcio Cândido para disputar uma
eleição para deputado federal seja a melhor opção nesse momento, até mesmo em
função de todo o trabalho e o que representamos para a cidade. Agora, volto a
repetir, é uma decisão muito séria que tem que ser tomada com pé no chão e
tendo a consciência e certeza absoluta que temos condições de somar para o
progresso de nossa cidade e de nossa região.