Humberto Aidar: “PT tem que ressurgir das cinzas”
Redação DM
Publicado em 7 de outubro de 2016 às 02:19 | Atualizado há 10 anosO deputado estadual Humberto Aidar (PT) afirmou que já esperava um desempenho ruim do PT nas eleições municipais deste ano, mas deixou transparecer que foi pior do que ele esperava. “Já era esperado (resultado). Eu nunca disse o contrário. Não dá para fugir da responsabilidade. O PT vem sendo bombardeado pela grande mídia, e esperar outra situação seria muita inocência da minha parte. Claro que foi pior do que eu imaginava, pois resultado em Goiás e no Brasil foi catastrófico.”
Em entrevista à rádio 730/AM, Aidar lamentou que, mesmo tendo o prefeito, o PT em Goiânia não conseguiu eleger nenhum vereador, reduziu o número de parlamentares no interior e conquistou apenas três prefeituras de um universo de 246. “Tem algo muito errado nisso. É algo inexplicável, estranho. Tenho vários mandatos de deputado estadual e participei de diversas eleições e nunca vi algo tão dramático para o PT. Temos que refletir sobre tudo isso e buscar alternativas para a recuperação da imagem do PT na capital e em Goiás. Do jeito que está não pode continuar”.
O deputado petista diz que o partido precisa fazer uma análise profunda e ressurgir das cinzas, pois não existe outra alternativa neste momento. Para Humberto, o PT cometeu muitos equívocos, especialmente praticados por pessoas denunciadas pela Operação Lava Jato. O parlamentar diz que defende punição aos “malandros” da legenda, mas afirma que também gostaria de ver políticos de outros partidos presos que cometeram atos de corrupção.
Humberto Aidar diz que, para ser preso, basta pertencer ao PT, referindo à Operação Lava Jato. “Por que só os petistas são presos? Há gente desonesta no PMDB, PSDB e nada acontece com esses políticos. Há uma caça à bruxa do PT. As siglas não podem ser penalizadas e sim os seus filiados que praticam corrupção. Eu espero que a Lava Jato prossiga, doa a quem doer, mas a gente vê pessoas do governo federal atuando para colocar a Lava Jato debaixo do tapete.”