Impeachment aumenta rejeição a Cunha, Temer, Aécio e diminui a de Dilma
Redação DM
Publicado em 3 de setembro de 2016 às 02:34 | Atualizado há 10 anosPolíticos que apoiaram ou foram beneficiários do impeachment receberam desaprovação da população. Aliado do presidente Michel Temer (PMDB-RJ), o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atingiu 77% de rejeição. Temer aumentou sua desaprovação para 68%, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) subiu sua rejeição de 59% para 64%. Já a ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG) foi beneficiada e viu sua desaprovação cair e sua aprovação aumentar.
O Barômetro Político da Ipsos é parte do estudo Pulso Brasil. A edição mais recente da pesquisa foi realizada entre 30 de julho e 9 de agosto, com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades brasileiras.
Marina
A ex-candidata à presidência da república Marina Silva foi quem viu a maior deterioração em seus níveis de aprovação. Entre abril, mês em que o processo de impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado pela Câmara dos Deputados, e agosto, mês em que o Senado decidiu sobre o afastamento definitivo da presidente, o índice de aprovação de Marina recuou 19 pontos percentuais, de 48% para 29% no período. Já sua desaprovação subiu de 44% para 58%, também a maior alta entre os nomes monitorados. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Aécio
O senador Aécio Neves viu sua aprovação cair 11 pontos percentuais no período, de 31% para 20%. Sua desaprovação, contudo, não subiu na mesma proporção: saiu de 59% para 64%. Também houve alta no índice dos que afirmam desconhecer o senador, de 10% para 16%.
Cunha
Atrás de Marina, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e o deputado federal Jair Bolsonaro viram a maior elevação em seus índices de desaprovação. A avaliação negativa de Cunha saltou de 65% para 77%, enquanto a de Bolsonaro subiu de 41% para 53% no período.
Dilma
A maior beneficiada do processo foi Dilma Rousseff, que viu sua aprovação subir 11 pontos percentuais e sua desaprovação cair 13 pontos percentuais. Ainda assim, Dilma possui um dos mais altos índices de desaprovação entre os nomes monitorados, com 71%, atrás apenas de Cunha. Já sua aprovação em agosto ficou em 23%.
Temer
Michel Temer, que presidiu interinamente o País entre maio e agosto, também sofreu com o processo. Sua desaprovação saltou seis pontos percentuais desde abril e ficou em 68% em agosto, enquanto sua aprovação recuou de 24% para 21%. A taxa dos que afirmam desconhecer Temer ficou em 11% no mês.
Lula
O ex-presidente Lula, que em julho virou réu na Lava Jato, viu pouca variação em seus índices de aprovação e de desaprovação no período, embora a avaliação negativa do presidente em agosto seja a maior nos últimos 12 meses. A desaprovação ao petista ficou em 67% no mês, bem próximo do patamar registrado em abril, enquanto a aprovação recuou um ponto percentual e ficou em 28%.