Iris perde vereadores e vê adversários crescerem
Redação DM
Publicado em 5 de abril de 2016 às 03:08 | Atualizado há 1 ano
Enquanto bancada do PMDB se desidrata e PT recebe mil novas filiações
A ausência do ex-prefeito Iris Rezende dos debates políticos fez o seu partido, o PMDB, desidratar na Câmara Municipal de Goiânia. O balanço final da PEC 91, lei aprovada em fevereiro que permitiu o troca-troca de partidos, foi muito ruim para Iris. O PMDB perdeu dois vereadores para o PR do Delegado Waldir, que ao final ganhou três vereadores, com a filiação de Jorge do Hugo do PSL para o PR. O ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso recebeu duas filiações ao seu partido, o PSB (Dr. Gian e Fábio Lima) e Cida Garcêz que se filiou ao aliado PPS, do deputado federal Marcos Abrão. Outro adversário de Iris, o deputado estadual Francisco Júnior engordou o seu PSD com as filiações de Fábio Caixeta, que deixou o PMN e Paulo Magalhães, que saiu do Solidariedade.
A aliança de Iris recebeu a adesão de Zander Fábio, que trocou o PSL pelo DEM, enquanto os peemedebistas Izídio Alves e Denício Trindade fizeram opção pelo Solidariedade (SD). O PSDB de Giuseppe Vecci, também deve ganhar mais um vereador, caso se confirme a filiação de Eudes Vigor na legenda, mas, por enquanto, a conta é negativa, uma vez que os tucanos perderam uma cadeira, com a saída do Dr. Gian.
O PT da delegada Adriana Accorsi não avançou na Câmara Municipal, mantendo o seu único representante, o vereador Carlos Soares. O partido, no entanto, comemorou no sábado a filiação de cerca de mil novos membros à legenda, e vive a expectativa de fechar alianças com outras quatro legendas, garantindo mais capilaridade e tempo de televisão à sua candidata.
Aposta
Na avaliação de iristas, se o ex-prefeito perde atuais vereadores, pode ganhar novos, na coligação que está sendo montada entre PMDB, Solidariedade (SD), DEM e PRP. A grande aposta da chapa é o radialista Jorge Kajuru, que nas eleições de 2014 teve mais de cem mil votos para deputado federal, não sendo eleito por falta de votos de seu partido para o coeficiente eleitoral. Estima-se que Kajuru tenha potencial para ser o mais votado na capital nestas eleições. Em razão disto, alguns vereadores já haviam se filiado ao PRP, como o veterano Milton Mercês e o ex-vereador Saulo Furtado. Ao final esta coligação terá entre seis a oito vereadores e projeta-se, a partir da votação de Kajuru, pelo menos onze vereadores eleitos.
Mas ainda existe um senão: Iris será mesmo candidato? A demora do líder peemedebista em declarar-se oficialmente candidato já trouxe prejuízos visíveis ao seu partido e pode vir mais prejudicial ainda, caso não confirme sua postulação.
Estratégia
Por enquanto a pré-campanha é benéfica aos partidos aliados ao Palácio Esmeraldas, uma vez que os aliados do governador Marconi Perillo (PSDB) incrementaram suas chapas no Legislativo. A Casa Verde respalda por motivos variados as candidaturas de Giuseppe Vecci (PSDB), Francisco Júnior (PSD), Vanderlan Cardoso (PSB), Luiz Bittencourt e Waldir Soares (PR). Primeiro, porque Marconi aposta que com muitos candidatos, força a eleição para o segundo turno, onde espera derrotar o peemedebista. Há também leituras de que cada candidato tem seu nicho eleitoral. Giuseppe Vecci tem ao seu favor a máquina de servidores públicos estaduais na capital; Francisco Júnior o respaldo do setor mais conservador da Igreja Católica; Vanderlan Cardoso é reconhecidamente bem votado nos bairros da região Leste da capital, que fazem divisa com Senador Canedo; Luiz Bittencourt é polêmico, experiente, e já provou que sabe tirar Iris do sério, enquanto o Delegado Waldir fez um estrago na base irista na Região Noroeste nas últimas eleições, inviabilizando a eleição da deputada Iris Araújo.
Se Iris não agir logo, corre o risco de disputar as eleições nas cordas e perder por pontos no segundo turno.
Deixaram o PMDB




