Iris: “PMDB terá nome próprio ao governo”
Redação DM
Publicado em 8 de março de 2017 às 02:50 | Atualizado há 9 anos
O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, afirmou que o PMDB terá candidato próprio a governador nas eleições de 2018. “Vamos ter um nome do PMDB na chapa majoritária”, afirmou Iris ao ressaltar que a sigla em Goiás está unida. A revelação foi feita aos deputados estaduais do PMDB, durante encontro realizado, na última segunda-feira, no Paço Municipal.
No encontro, ficou definido que o grupo se reunirá com o prefeito, a cada 15 dias. De acordo com o líder do PMDB na Assembleia, José Nelto, foram discutidos assuntos importantes, como a municipalização da Saneago e o projeto do governo que modifica a Região Metropolitana. “A Saneago é o maior agente poluidor de Goiás. A Estatal não está preocupada com os fornecedores de água e nem em tratá-la, apenas em comercializá-la. É preciso municipalizar o tratamento e distribuição de água em nosso estado”, disse o parlamentar.
Já sobre o projeto que pretende reordenar a Região Metropolitana, José Nelto o considera incabível. Sancionado em janeiro de 2015, o estatuto busca promover a integração de ações entre os municípios que formam uma metrópole, em parceria com os governos estadual e federal. Essas ações teriam funções públicas de interesse comum, como, por exemplo, o transporte público, saneamento básico, habitação e destinação final de lixo. “Ou seja, os prefeitos vão virar subsecretários do governo estadual. Eles vão perder autonomia. A região metropolitana vai ficar à mercê do governador Marconi Perillo”, destaca o peemedebista.
Além de Nelto, participaram da audiência com o prefeito todos os deputados do partido, Bruno Peixoto e, Lívio Luciano, Wagner Siqueira e o secretário Samuel Almeida. Paulo Cezar Martins estava em viagem. O ex-vice-prefeito e secretário de Planejamento, Agenor Mariano, também participou do encontro.
PMDB e PT
Questionado sobre como vê a iniciativa do deputado federal e presidente estadual do PMDB, Daniel Vilela, de buscar reaproximação com o PT, o líder José Nelto disse que a oposição não pode ser “excludente”, ou seja, “isolar-se”. Para ele, o PMDB terá que buscar alianças com o PT, DEM e os partidos que se desligarem da base aliada do governo Marconi Perillo. “Teremos em 2018 uma eleição totalmente atípica, já que vai ocorrer a fadiga de vinte anos do grupo do governador Marconi Perillo no poder em Goiás”.
José Nelto rebateu as críticas do ex-presidente do PMDB goiano e ex-prefeito de Bom Jardim de Goiás, Nailton de Oliveira, de que “vaidades e falta de projetos” podem comprometer o desempenho da legenda nas eleições de 2018. “Respeito muito o Nailton de Oliveira, um grande líder do PMDB na região do mato grosso goiano, mas ele precisa saber que a oposição enfrenta maiores dificuldades do que o partido que está no poder. Vamos juntar forças, lançar candidatos e preparar para a alternância de poder em Goiás, um anseio já manifestado da sociedade”.
José Nelto afirmou que os encontros regionais programados para 2017 – os primeiros foram realizados em Porangatu e São Luiz do Norte – servirão para “despertar as bases oposicionistas” e apontar sugestões para o futuro plano de governo do PMDB. “As lideranças do interior estão se sentindo isoladas e querem estar presentes neste debate sobre qual o papel que a oposição vai desempenhar nas próximas eleições”.
O líder do PMDB diz que Daniel Vilela tem o “perfil” do candidato que a oposição vai lançar ao Palácio das Esmeraldas, em 2018. “Daniel representa a renovação, tem a energia da juventude e vai assumir um discurso crítico aos governos do PSDB, em perfeita sintonia com o que pensa o conjunto da sociedade goiana”.