Política

Issy Quinan desponta na disputa pela presidência da Alego

Léo Carvalho

Publicado em 9 de outubro de 2026 às 14:38 | Atualizado há 46 minutos

Issy Quinan aparece entre nomes cotados para suceder Bruno Peixoto na presidência da Alego, mas defende chapa única para próxima Mesa Diretora | Foto: Alego
Issy Quinan aparece entre nomes cotados para suceder Bruno Peixoto na presidência da Alego, mas defende chapa única para próxima Mesa Diretora | Foto: Alego

A sucessão do deputado Bruno Peixoto (União Brasil) na presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) começou a ganhar forma após as eleições de 4 de outubro. A disputa para o biênio 2027-2028 envolve parlamentares que permanecerão na Casa, deputados que assumirão o primeiro mandato estadual e o ex-presidente Lissauer Vieira (PL), que busca espaço para voltar ao comando do Legislativo.

Um dos principais movimentos ocorreu na quarta-feira (7), quando deputados reeleitos se reuniram na residência de Jamil Calife (PP). O encontro reuniu parlamentares interessados em articular uma candidatura dentro do próprio grupo. A intenção atribuída aos participantes é defender que a presidência fique com um deputado que conquistou novo mandato.

A posição pode dificultar os planos de Lissauer, que presidiu a Assembleia entre 2019 e 2023 e retorna ao Legislativo estadual na próxima legislatura. O deputado já admitiu a possibilidade de disputar o cargo, condicionando o movimento ao apoio dos colegas. A articulação dos reeleitos, por sua vez, abre uma frente de negociação entre os dois grupos.

Entre os parlamentares reeleitos, Issy Quinan (MDB) é apontado como um dos nomes mais fortes nas conversas sobre a sucessão. Atual primeiro vice-presidente da Alego, ele recebeu 73.433 votos e foi reconduzido ao mandato.

Apesar de aparecer entre os cotados, Issy afirmou publicamente que o cargo não o seduz e que ainda não iniciou tratativas para disputar a presidência. O deputado defende a formação de uma chapa única para a Mesa Diretora, sinalizando preferência por um entendimento entre os parlamentares.

Também aparecem nas articulações Virmondes Cruvinel (União Brasil), Wilde Cambão (União Brasil) e Jamil Calife (PP). A movimentação em torno desses nomes ainda não resultou em uma candidatura de consenso.

Issy Quinan desponta na disputa pela presidência da Alego
Lissauer Vieira, Virmondes Cruvinel, Wilde Cambão e Jamil Calife são nomes citados nos bastidores da política goiana para assumir a presidência da Alego | Foto: Reprodução/Agência Alego/Divulgação

No MDB, Cairo Salim e Paulo Cezar Martins já colocaram seus nomes à disposição para disputar a presidência. Cairo defendeu diálogo com os demais deputados e com o governador Daniel Vilela (MDB) para construir uma composição de consenso. Paulo Cezar também sinalizou interesse em participar das negociações.

A disputa não se restringe aos parlamentares que conseguiram a reeleição. Paulo do Vale (PSD), eleito para seu primeiro mandato estadual, também é citado nas conversas. O cenário inclui, ainda, outros nomes mencionados nos bastidores, sem anúncio formal de candidatura.

Eleito deputado estadual pelo Cidadania, Romário Policarpo também passou a ser citado nas conversas sobre a sucessão de Bruno Peixoto. Atual presidente da Câmara Municipal de Goiânia, ele chega à Assembleia após quatro mandatos consecutivos no comando do Legislativo da capital.

O nome de Policarpo foi mencionado pelo vereador Fabrício Rosa (PT) ao comentar as articulações em torno da presidência da Alego. Até o momento, porém, Policarpo não anunciou oficialmente que pretende disputar o cargo. Sua eventual entrada na disputa ampliaria o grupo de nomes considerados para a eleição da Mesa Diretora em fevereiro de 2027.

A sucessão também será marcada pela relação entre a Assembleia e o governo estadual. Daniel Vilela, eleito governador no primeiro turno, deverá ter participação nas articulações para a formação da nova Mesa Diretora, embora a escolha dependa dos votos dos próprios deputados.

A composição da próxima legislatura terá 41 parlamentares, com renovação significativa em relação à atual Assembleia. A disputa pelo comando da Casa, portanto, envolve tanto a busca por unidade entre os reeleitos quanto a negociação de espaço para os novos integrantes.

A eleição da Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura. Até lá, os nomes colocados na disputa precisarão transformar articulações em apoio efetivo para conquistar a presidência.

Issy Quinan desponta na disputa pela presidência da Alego
Issy Quinan, Cairo Salim, Paulo Cezar Martins, Romário Policarpo estão entre os nomes citados nas articulações para a presidência da Alego em 2027 | Foto: Reprodução/Sérgio Rocha/Y. Maeda/Divulgação


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