Jovair age com equilíbrio, dizem cientistas políticos
Redação DM
Publicado em 5 de abril de 2016 às 03:09 | Atualizado há 10 anosQue examina o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff por estar aberto a todos os segmentos da sociedade
O deputado federal Jovair Arantes age com “equilíbrio, responsabilidade e bom senso” ao ouvir todos os segmentos da sociedade brasileira na condição de relator da comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rouseff, instalada pela Câmara Federal. A opinião é dos cientistas políticos Luis Signates, Wilson Ferreira da Cunha e Itami Campos, ouvidos pela reportagem do Diário da Manhã.
Jovair Arantes tem comparecido a entidades representativas do empresariado, dos trabalhadores, de servidores públicos e de profissionais liberais, parlamentares, dirigentes partidários e outros setores da população – contrários e favoráveis ao impeachment – para ouvir as manifestações e o pensamento sobre a realidade política brasileira.
Semana passada, o deputado Jovair Arantes ouviu as posições dos autores da denúncia contra Dilma Rousseff – jurista Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal – e também os defensores da presidente – ministro da Fazenda, Nelson Barbosa e o professor de Direito da Uerj, Ricardo Lodi Ribeiro – durante audiência pública da comissão especial do impeachment, instalada pela Câmara Federal.
Aberto e democrático
Luiz Signates, professor de Ciência Política e de Pesquisa da UFG, diz que o relator Jovair Arantes age corretamente quando se propõe a ouvir todos os segmentos da sociedade sobre o momento político vivido pelo país e as questões relacionadas ao processo da presidente Dilma Rousseff instalado pela Câmara Federal, independente da posição de ser a favor ou contrário de impedimento. “O que se observa é que se trata mais de uma questão política do que técnica, porque não há, no processo, provas de crime de responsabilidade contra a presidente.”
Luiz Signate sustenta mais importante do que se manter ou afastar a presidente da República, o País precisa de um “governo de transição”, pois, sem agir assim, dificilmente sairá da crise política e econômica, estando Dilma Rousseff ou Michel Temer no Palácio do Planalto. “A essa altura dos acontecimentos, o País precisa discutir o dia de amanhã, com ou sem impeachment.”
Wilson Ferreira da Cunha, professor de Ciência Social e de Antropologia da PUC Goiás, afirma que o deputado Jovair Arantes tem conduta “correta, equilibrada, responsável e digna” desde que foi eleito pela comissão especial da Câmara Federal para relatar o processo de impeachment da presidente da República. “Jovair Arantes está tendo um comportamento elogiável, sério, independente, pois não manifesta paixão ou preferência por essa ou aquela posição política ou ideológica, pois, como relator, tem que ser imparcial e decidir de acordo com os documentos apresentados no processo.”
Wilson Ferreira da Cunha lembra que o relator do impeachment segue o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal, o que, segundo ele, aumenta a credibilidade do trabalho que será apresentado pelo deputado Jovair Arantes. “O que se percebe é que Jovair tem agido de forma correta, paciente, ouvindo e avaliando as explicações dos favoráveis e dos não favoráveis ao impedimento da presidente. Além do mais, trata-se de uma matéria prevista na Constituição do País, o que afasta a ideia de golpe defendida pelos membros do governo federal, pelo PT e pelas esquerdas.”
Itami Campos, professor de Ciência Política da UFG e da UniEvangélica, ressalta que o deputado Jovair Arantes tem atuado de “forma correta”, de acordo com a dimensão nacional que o processo instalado pela Câmara Federal exige. “Vejo com naturalidade o comportamento do relator Jovair Arantes, que tem ouvido a todos os setores da sociedade brasileira, sem fazer pré-julgamentos ou emitir opinião antecipada sobre os fatos.”
Itami Campos pondera que, neste momento, a sociedade brasileira exige dos integrantes do Congresso Nacional “maturidade e espírito público” para não “cometer injustiça e não contrariar o que estabelece a Constituição”.