Justiça

Golpe dentro da cadeia: identificado falso policial

A velha história se repete mais uma vez. De dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, um condenado continuava aplicando golpes, pelo celular

diario da manha

A velha história se repete mais uma vez. De dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, um condenado continuava aplicando golpes, pelo celular. Um comparsa dele também foi preso. Os agentes do Grupo de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes (GREEF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), chegaram até o condenado depois de prender em flagrante, no último dia sete de maio, um comparsa dele que emprestou a conta para o depósito de uma vultuosa quantia oriunda de um golpe. O dinheiro tinha sido transferido por uma idosa que, pelo telefone, foi procurada pelo condenado, que se passava por policial civil. Após falar o nome de um parente dela, o criminoso afirmou que o jovem estava preso, e exigiu uma transferência em dinheiro para que pudesse libertá-lo. A polícia suspeita que o condenado, que tem 31 anos, mas não teve o nome divulgado, tenha feito várias outras vítimas não só em Goiás, mas em outros estados do Brasil.

Rota 190

Novo número

Em outra investigação, também conduzida por agentes do GREEF, da Deic, um homem de 21 anos, que enganou uma idosa, e um irmão de um delegado da Polícia Civil de Goiás com o chamado “golpe do novo número”, também foi identificado e preso. Três comparsas dele, que emprestaram a conta para a transferência dos valores, já haviam sido presas na época em que o golpe foi aplicado. Ao apresentar o caso à imprensa, o delegado Paulo Ludovico, do GREEF, da Deic, voltou a alertar a população para quem, em hipótese nenhuma, faça transferência bancária, ou pagamentos para supostos parentes ou amigos sem antes contacta-los por chamada de vídeo, ou de voz. A pena para o crime de estelionato eletrônico, segundo o delegado, pode chegar a até 11 anos de prisão, caso a vítima seja idosa.

Homem que assassinou a ex morre em confronto
Um homem de 21 anos que no sábado passado teria estuprado e assassinado sua ex namorada de apenas 15 anos em Aparecida de Goiânia morreu ontem após confronto com militares do 8º BPM. Adão Rodrigues da Silva Filho, vinha sendo procurado desde sábado, e foi localizado na casa de uma irmã, no Setor Grande Goiânia, em Hidrolândia. De acordo com a PM, o procurado foi baleado após tentar fugir pelos fundos da casa atirando com um revólver calibre 38 contra militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE).

Mais um drone é apreendido perto da CPP
Na quarta apreensão registrada em menos de uma semana, um drone que levaria ilícitos para detentos que estão na Casa de Prisão Provisória (CPP) foi interceptado na manhã de ontem por policiais penais. O aparelho estava com dois celulares, um smartwatch, fones de ouvido, um carregador, oitos chips, e duas porções de cocaína. Dois homens que operavam a aeronave não tripulada foram presos na área externa da penitenciária. Só este ano, 17 drones já foram apreendidos quando tentavam arremessar drogas e outros ilícitos para presos que cumprem pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Capturados criminosos que ameaçavam policiais
Policiais civis e militares cumpriram sete mandados de prisão contra criminosos que estariam traficando drogas, praticando homicídios, e ameaçando matar agentes de segurança em Jaraguá, cidade distante 119 quilômetros de Goiânia. Os mandados de prisão foram cumpridos em Jaraguá, Goianésia, Trindade, e em Minas Gerais. Dos sete alvos, três já estavam presos, e, segundo as investigações, que duraram sete meses, continuavam comandando crimes, mesmo de dentro da cadeia de Trindade. Nomes e idades dos presos não foram divulgados.

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