Justiça

Médico ginecologista mandava mensagens indecentes para pacientes

Para uma das pacientes, o médico chegou a falar que poderia ter relações sexuais com ela, para testar o procedimento a qual ela teria feito

diario da manha
Foto/Reprodução

O médico ginecologista e obstetra de Goiás, Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos, é suspeito de violação sexual mediante fraude, por abusar sexualmente de pacientes dentro do próprio consultório. Além dos crimes sexuais, ele, ainda, teria enviado mensagens indecentes e depreciativas para uma pacientes falado a uma delas: “Bora fortalecer a amizade gata? Transar com amigas fortalece a amizade”.

O sujeito chegou a ficar cinco dias preso preventivamente. Mas após pagar a fiança ele ficou em liberdade, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, além de ser impedido judicialmente de sair de Anápolis ou exercer a profissão

O médico já chegou a ser condenado em 2018, por importunação sexual contra uma paciente de 18 anos, durante um exame em uma clínica no Samambaia (DF), além de outra vítima denunciar a conduta do médico ao ser atendida pelo réu, e ele ter perguntado se ela ‘dava o rabo’ e ‘para quantos ela havia dado’”. Antes dele ser preso preventivamente, ele já era acusado de mandar mensagens de cunho sexual para pacientes.

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Médico pede para paciente mostrar bronzeado para ele.

Em nota a defesa do médico ressaltou: “O médico em nenhum momento realizou qualquer tipo de procedimento médico com cunho sexual”. O ginecologista reconheceu, para uma emissora de TV, que foi errado em fazer comentários de “forma inadequada”. Porém ele nega que tenha tocado em pacientes com objetivo de ter prazer sexual.

Ao menos 50 vítimas já foram ouvidas na Delegacia da Mulher de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que está apurando a conduta do suspeito e que a apuração ocorre em sigilo.

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