Política

Lúcia Vânia: “PSB não indicou cargo no governo”

Redação DM

Publicado em 28 de fevereiro de 2018 às 01:52 | Atualizado há 8 anos

A base aliada do governo do Es­tado emite sinais de estresse às vés­peras de datas importantes para o governo e para a política. No dia 1º de abril, o vice-governador Jose Eli­ton toma posse como governador, com a desincompatibilização do governador Marconi Perillo (PSDB), virtual candidato ao Senado. No dia 7 de abril encerra-se o prazo para troca de partido para aqueles que pretendem mudar de legenda com vistas às eleições. E finalmente no dia 5 de agosto, é a data final para os partidos ou coligações apresen­tarem à Justiça Eleitoral a chapa ma­joritária (candidatos a governador, vice e senadores).

Nesta semana vários dirigentes de partidos governistas emitiram si­nais de descontentamento com os rumos do governo e da possível coli­gação que irá sustentar a campanha de Eliton. Presidente do PP, o sena­dor Wilder Morais, que é candida­to à reeleição, disse que vai buscar novo mandato seja pela situação ou pela oposição.

O DM também registrou a fala do deputado estadual Henrique Aran­tes, em entrevista ao Tribuna do Pla­nalto, de que o PTB quer indicar o candidato a vice-governador – seja pela base governista, seja por uma candidatura de oposição. Soma­-se agora as declaraões da senado­ra Lúcia Vânia, que preside o PSB. Ela manifestou ao jornal O Popu­lar insatisfação com espaço de seu partido na administração estadual. “Dizem que estou distante da base porque não fui atendida com car­gos. Fico indignada, porque isso não existe. Quem indicou lá (na Cida­dã) foi o Marcos (Abrão, presidente do PPS), não eu. Tive uma conversa com José Eliton há dois meses. Me procurou, em minha casa, e disse que gostaria que eu participasse do governo, mas falei que não tinha in­tenção de indicar ninguém porque falta pouco tempo”, esclarece.

Na matéria, a senadora salien­ta que o vice-governador ficou de marcar uma segunda reunião. “Não foi marcada e estou no meu canto”, relata. Em relação a uma possível aliança, porém, ela relata que sua posição foi de que “estava aberta a continuar conversando”. “PSB está dialogando com todos”.

De acordo com o registro fei­to pelo O Popular, o deputado Marcos Abrão (PPS) não quis comentar a indicação feita na reforma administrativa visan­do a composição do governo de Eliton em abril. Nos bastidores, governistas chegaram a cogi­tar o nome do diretor de desen­volvimento da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Muri­lo Mendonça, para ocupar a Se­cretaria Cidadã. O parlamentar relata, porém, que não vê qual­quer movimentação de distan­ciamento com relação à base. “Estamos aguardando a reunião proposta pelo vice entre ele, o PPS, o PSB e o governador Mar­coni”.

A incerteza sobre os no­mes que irão compor a cha­pa majoritária aumenta o estresse e vai exigir muita ca­pacidade de diálogo daqueles que irão coordenar a campa­nha do “tempo novo” em 2018.

 

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