Lula realiza procedimentos na cabeça e no punho no Hospital Sírio-Libanês
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 24 de abril de 2026 às 09:06 | Atualizado há 2 meses
Segundo especialistas, alguns tipos de queratose podem evoluir para câncer de pele e exigem acompanhamento médico | Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi internado nesta sexta-feira (24), em São Paulo, para realizar dois procedimentos médicos considerados simples: um na cabeça e outro no punho.
De acordo com a assessoria, ele passou por uma cauterização para remover uma queratose, um acúmulo de pele, e também por uma infiltração no punho direito, devido a uma tendinite no polegar. A previsão é de alta ainda hoje, sem necessidade de repouso ou preparação prévia.
Os procedimentos foram realizados pela manhã, com acompanhamento do médico Roberto Kalil Filho, e a agenda presidencial foi suspensa ao longo do dia.
Lula chegou à capital paulista na noite anterior, mas ainda não há confirmação sobre quando retornará a Brasília, se no domingo (26) ou na segunda-feira (27).
A queratose tratada pelo presidente é uma alteração na camada superficial da pele, que pode apresentar aspecto escamoso ou verrucoso. Existem diferentes tipos da condição, incluindo a actínica, a seborreica e a folicular.

Segundo a dermatologista Ana Carolina Sumam, a forma que mais preocupa é a actínica: “A queratose que mais nos preocupa é a queratose actínica, pois ela pode evoluir para câncer de pele. Trata-se de uma lesão diretamente relacionada à exposição solar acumulada ao longo da vida.”
Esse tipo costuma aparecer em áreas expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo e mãos, principalmente em pessoas com pele clara, olhos claros e cabelos loiros ou avermelhados.
Já a queratose seborreica é benigna e geralmente não exige tratamento, a não ser em casos de incômodo. Quando necessário, pode ser removida por métodos como crioterapia ou cauterização química.
A queratose folicular, por sua vez, aparece como pequenas elevações na pele, deixando uma textura áspera, comum em braços, pernas e bochechas, sendo mais frequente na infância.
Entre os sintomas mais comuns estão pequenas lesões indolores, pele seca e áspera e piora em períodos de clima seco, com sensação semelhante a uma “lixa” ao toque.
Os tratamentos variam conforme o tipo: podem incluir hidratação da pele, uso de ácidos específicos ou, em casos mais delicados, intervenções médicas para remoção das lesões.