Política

Lula avalia apoiar CPI do caso Master em meio a pressão política

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 4 de maio de 2026 às 11:05 | Atualizado há 2 meses

Investigação da PF indica envolvimento de diferentes correntes políticas no escândalo | Foto: Ricardo Stucker/PR
Investigação da PF indica envolvimento de diferentes correntes políticas no escândalo | Foto: Ricardo Stucker/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido orientado por integrantes do PT a demonstrar apoio à criação de uma CPI destinada a apurar o caso envolvendo o Banco Master. A sugestão marca uma mudança de tom, já que até então ele vinha resistindo à ideia.

A estratégia defendida por aliados inclui aumentar a pressão sobre o Legislativo e reforçar a narrativa política em torno do escândalo. O gesto também serviria para associar o episódio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como já foi insinuado em campanhas partidárias recentes.

Outro fator citado por interlocutores do governo é o embate com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se posiciona contra a instalação da comissão e teria atuado para barrar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Lula e Davi Alcolumbre. Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil

Nos bastidores, a rejeição ao nome de Messias teria sido influenciada, entre outros pontos, por sua proximidade com o ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do caso na Corte.

As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o esquema não ficou restrito a um único grupo político, atingindo nomes de diferentes espectros ideológicos. O tema ganhou força no cenário eleitoral e deve ser explorado por lideranças como Lula e Flávio Bolsonaro, em meio ao discurso de combate à corrupção.

Dentro do governo, a avaliação é de que uma manifestação pública nas redes sociais, defendendo a CPI, poderia reforçar a imagem de apoio a uma apuração ampla das suspeitas.


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