Política

Lula diz que Lulinha deve provar inocência e ninguém está acima da lei

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 23 de agosto de 2026 às 16:57 | Atualizado há 59 minutos

Presidente Lula afirmou que o filho, Lulinha, deve ser investigado e provar sua inocência | Foto: Reprodução
Presidente Lula afirmou que o filho, Lulinha, deve ser investigado e provar sua inocência | Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) afirmou que ninguém está acima da lei e que seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, precisa se defender. O petista concedeu entrevista neste domingo (23) à Record.

“Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está acima da lei se cometer erro”, afirmou Lula.

Lula defende independência da PF

O presidente ainda ressaltou a independência da PF (Polícia Federal) para investigar Lulinha. O filho do presidente foi apontado como beneficiário indireto da ação da lobista Roberta Luchsinger. Ela atuou na busca de contatos políticos para facilitar a venda de um medicamento junto ao governo federal.

“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados”, disse Lula.

Um dos pilares da estratégia do PT sobre o caso Lulinha é ressaltar que a PF, no atual governo, tem liberdade para investigar. A ideia é fazer uma contraposição ao governo Bolsonaro, que acumulou denúncias de interferência para proteger seus filhos, inclusive o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que agora concorre à Presidência.

“Se alguém cometeu erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar. Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, disse Lula.

Investigações também atingem o Planalto

Além de Lulinha, que atinge Lula na esfera familiar, o escândalo também bate à porta do Planalto. Ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, também foi alvo da PF. A suspeita é que ele tenha recebido vantagens indevidas, inclusive financeiras, para auxiliar Luchsinger.

O chefe de gabinete tinha a confiança de Lula, por vezes intermediando ligações, uma vez que o presidente não tem celular.

Marcola recebeu R$ 249 mil de Luchsinger numa operação descrita pelo ex-chefe de gabinete do presidente como um empréstimo pessoal já quitado. Ele deixou o Planalto em junho para integrar a campanha de Lula, mas saiu da função após as investigações da PF virem à tona.

Nesta semana, a Folha revelou que a lobista Roberta Luchsinger pagou R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito, financiamento de um veículo e outras despesas para Marcola. O ex-chefe de gabinete nega ter recebido pagamento e diz que não levou adiante a minuta de um contrato, enviada por Luchsinger.


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