Política

Lula diz que país não pode ficar “refém” de vazamentos seletivos e defende código de ética para o Judiciário

Redação Online

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 23:15 | Atualizado há 1 hora

Presidente Lula defende código de ética para o Judiciário em meio à crise do STF | Foto: Reprodução
Presidente Lula defende código de ética para o Judiciário em meio à crise do STF | Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (03/09) que o país “não pode ficar refém de vazamentos seletivos” e defendeu a adoção de um código de ética para o Judiciário. “O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios. O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado. Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos. Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, disse Lula.

A declaração foi feita em meio à crise provocada pelas revelações dos últimos dias sobre a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes e sobre o encontro que Vorcaro teve com André Mendonça em março de 2025. Lula disse ainda que é “fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”. O presidente não citou diretamente as recentes revelações, mas seguiu a mesma linha do vídeo publicado pelo presidente do PT, Edinho Silva.

Nesta terça-feira (01/09), o ministro Gilmar Mendes esteve com Lula para uma conversa sobre a “crise Master” no STF. Segundo apurou o blog do Valdo Cruz, Gilmar considerou que o governo demorou a agir para evitar que a crise se agravasse. Lula também conversou com o presidente do STF, Edson Fachin, na terça-feira, para sentir a temperatura da crise dentro do Supremo.

Minutos antes do presidente publicar o vídeo, Alexandre de Moraes encaminhou a Fachin pedido de investigação contra André Mendonça, citando indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Fachin determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República e o diretor-geral da PF se manifestem em até 5 dias úteis sobre os acontecimentos.


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