Política

Marcelo Lira compensa falta de recursos com diálogo direto

Redação DM

Publicado em 29 de agosto de 2018 às 03:12 | Atualizado há 8 anos

Sem recursos dos fundos parti­dário e eleitoral e sem muito tempo no horário eleitoral gratuito, o can­didato Marcelo Lira (PCB) diz que faz campanha por meio do diálogo com movimentos sociais e com os trabalhadores. Último candidato a governador a participar da sabatina da Sagres 730, ele diz que seu par­tido tem vários coletivos, além da estrutura partidária, e que eles são importantes neste trabalho.

O governadoriável cita os co­letivos da mulher, trabalhadora e negra, da união da juventude co­munista, nas escolas secundários e superior, o coletivo LGBT Comunis­ta, que debate lgbtfobia, de unida­de classista, que defende sindicato autônomo, desatrelado do Estado. Lira diz que o PCB não tem rela­ção com empresas, que preserva sua autonomia frente ao setor pri­vado, que foca seu trabalho na Re­gião Metropolitana e constrói diálo­gos em todas as regiões no Estado.

Candidato comunista critica o agronegócio e o candidato Ro­naldo Caiado (DEM), represen­tante do setor. “Ele renegociou o perdão de R$ 17 bilhões de dívi­da para seus pares agora se apre­senta como o candidato da mu­dança em Goiás”, disse, referindo a Caiado como o “Vaqueiro da Odebrecht”, por conta de codino­me que os políticos receberam em planilhas da Odebrecht, de acor­do com informações revela­das por delatores da emprei­teira em abril de 2017.

Marcelo Lira defende que o Estado deve fugir da “lógica do agronegócio”, por uma série de motivos: “é um modelo nocivo, pois concentra e centraliza po­der político; é nocivo do pon­to de vista cultural, pois avança fronteiras em áreas de quilom­bolas, nocivo de ponto de vista ambiental”, disse. Ele defende a transição para o modelo da agroecologia, de incentivo ao pequeno e médio produtor, e a agricultura familiar e susten­tável para aumentar produção.



É um modelo nocivo, pois concentra e centraliza poder político; é nocivo do ponto de vista cultural, pois avança fronteiras em áreas de quilombolas, nocivo de ponto de vista ambiental”

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