Política

Marconi avança em parceria com municípios

Redação DM

Publicado em 17 de março de 2017 às 02:27 | Atualizado há 1 ano

Alinhar esforços do Estado e municípios para elevar a eficiência dos gastos, num cenário de escassez de recursos. Esta é a base do acordo assinado ontem pelo governador Marconi Perillo com prefeitos e representantes dos 24 maiores municípios de Goiás, onde estão concentrados dois terços das demandas sociais em Educação, Segurança Pública e Habitação. Denominado Aliança Municipal pela Competitividade, o acordo baseia-se num estudo realizado pela consultoria Macroplan e que revelou a necessidade de um alinhamento e de governança estratégica entre o Estado e os municípios de Goiás, para melhorar os indicadores sociais e econômicos.

O objetivo geral, segundo o governador, é elevar a eficiência e a efetividade das políticas públicas, visando acelerar a evolução do desempenho em áreas de atuação conjunta do governo estadual e das administrações municipais. “A ideia é fazer o que precisa ser feito, mas com menos recursos”, revela Marconi, para quem é fundamental eleger prioridades, apostar na inovação tecnológica e na disciplina fiscal.

O estudo, que serviu de base para a assinatura dos convênios da Aliança Municipal pela Competitividade, parte de dois pressupostos: escassez estrutural de recursos financeiros e uma sociedade cada vez mais exigente. O objetivo específico é alinhar os esforços do Estado e dos municípios na superação dos principais desafios de Goiás. Na reunião, realizada no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, na presença do presidente da Fundação Abrinq, Carlos Alberto Tilkian, o governador assinou carta, na qual conclama os prefeitos goianos a assinar termo de cooperação com a entidade, para fortalecimento das políticas de apoio às crianças e aos adolescentes, garantindo o selo de Prefeito Amigo da Criança, marca da Abrinq. O vice-governador José Eliton destacou a importância do convênio com os municípios, porque visa qualificar o gasto público, num momento de escassez de recursos.

Ao todo, o projeto contempla 24 municípios prioritários, outros 56  focais e o restante, 166, serão atendidos nos gargalos levantados pela consultoria da Macroplan, que constatou: o cenário de bonança dificilmente se repetirá; é preciso repensar o tamanho do Estado e seu papel; os gestores municipais terão que se acostumar a gerir a escassez. E mais: os prefeitos enfrentarão uma situação fiscal desafiadora, com menos espaços para investimentos, custeio em elevação e pressão das corporações por garantia de benefícios. Dessa forma, conforme avaliou o governador Marconi, esta é uma oportunidade para aumentar a eficiência, reduzir os desperdícios e reinventar a prestação dos serviços púbicos. “Se não juntarmos as nossas forças, a gente não vai chegar lá”, disse Marconi aos gestores municipais.

Compareceram à reunião os prefeitos de diferentes agremiações partidárias: Jânio Darrot (Trindade), Paulo do Vale (Rio Verde), Cristóvam Tormin (Luziânia), Zé Antônio (Itumbiara), Agenor Rezende (Mineiros), Vinícius Luz (Jataí), Divino Lemes (Senador Canedo), Sônia Chaves (Novo Gama), Renato de Castro (Goianésia), Wilton Barbosa (Posse), Roberto Silva (Itaberaí), Major Elcrírio da Silva (São Luis de Montes Belos) e Pábio Mossoró (Valparaíso), Haroldo Naves (Campos Verdes), além de representantes dos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Águas Lindas, Nerópolis e Caldas Novas. Também os secretários estaduais Fernando Navarrete (Fazenda), Joaquim Mesquita (Gestão e Planejamento),  Raquel Teixeira (Educação),  Sérgio Cardoso (Articulação Política), Ricardo Balestreri (Segurança Pública e Administração Penitenciária), Luiz Maronezi (Desenvolvimento Econômico),  Leonardo Vilela (Saúde) e Luiz Stival (Agehab).

 

Prefeitos elogiam disposição de Marconi em ajudar municípios  

Prefeitos elogiam disposição do governador Marconi Perillo de firmar, com os municípios, uma Aliança Municipal pela Competitividade.  A reunião contou com a participação de doze gestores municipais e ainda representantes dos municípios de Goiânia,  Aparecida de Goiânia, Águas Lindas, Nerópolis e Caldas Novas. Dois dos prefeitos, Paulo Valle (PMDB), de Rio Verde, e Agenor Rezende (PMDB), de Mineiros, ressaltaram a importância do convênio, proposto pelo governador, que promove efetivamente a interação entre Estado e municípios, especialmente nesse momento de crise.

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Goiás gerou quase 7 mil empregos com carteira assinada em fevereiro  

Um dia após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontar crescimento na produção industrial, ontem foi a vez do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) constatar sinais de recuperação da economia goiana. Pesquisa divulgada pelo Caged na tarde desta quinta-feira, constata a criação de 6.849 vagas de trabalho com carteira assinada no mês de fevereiro em Goiás. No primeiro bimestre, o saldo chega a 12.202 vagas formais de trabalho, o que coloca o Estado no 6º lugar no ranking nacional de geração de emprego.

O destaque em fevereiro ficou com o setor de serviços, com 3.118 vagas criadas. Em segundo lugar ficou a agropecuária, com 2.763 vagas, seguido da indústria de transformação (1.057). O setor de extração mineral e a administração pública ficaram estáveis, enquanto a construção civil teve saldo negativo de 336 postos de trabalho.

O setor de serviços chegou a 5.916 empregos de saldo no bimestre. A agropecuária teve 4.282 vagas de saldo e a indústria de transformação, 2.612. O único setor que teve saldo negativo no período foi a construção civil, que apesar de ter 7.458 admissões em janeiro e fevereiro, fechou o bimestre com – 150 empregados formais. Já os setores extrativos minerais e a administração pública permaneceram praticamente estáveis.

Os números são particularmente significativos quando comparados aos primeiros meses do ano passado. No primeiro semestre de 2016, quando Goiás foi o Estado que mais gerou empregos no Brasil, o saldo positivo foi de 16.614 postos de trabalho formais. Portanto, em apenas dois meses de 2017, o saldo de vagas já corresponde a 73%.

Municípios 

De acordo com a superintendente do Instituto Mauro Borges (IMB), Lilian Prado, no grupo dos municípios com mais de 30 mil habitantes, os maiores geradores de emprego, em fevereiro, foram Goiânia (578), Rio Verde (577), Catalão (480), Aparecida de Goiânia (467) e Goiatuba (407). “Esses municípios ilustram muito bem os setores que mais geraram emprego me Goiás: serviços, agropecuária e indústria de transformação”, explica.

Nacional 

Goiás obteve o melhor desempenho do Centro-Oeste em fevereiro e, em âmbito nacional, ficou atrás somente dos Estados do Sudoeste. A variação de 0,57% positiva de Goiás ficou bem acima da média nacional, que foi de 0,09%.

Segundo o Caged, 14 unidades da federação tiveram saldo positivo na geração de emprego, em fevereiro, e 13 unidades apresentaram saldo negativo. Foi a primeira vez em 22 meses que o Brasil voltou a criar vagas com carteira assinada, com 35.612 postos de trabalho formais de saldo.

Retomada 

Os dados do Caged reforçam a tendência de retomada da economia goiana, impulsionada pela política fiscal, segurança jurídica e manutenção de investimentos pelo Governo do Estado, além dos resultados das missões comerciais lideradas pelo governador Marconi Perillo no exterior.

Conforme divulgado ontem (15/3) pelo IBGE, a produção industrial de Goiás registrou o segundo maior crescimento do País em janeiro, no comparativo com dezembro de 2016. O índice apontou uma expansão de 2,4% na indústria goiana, enquanto a média nacional registrou queda de 0,1%, na comparação com o mesmo período. A maior alta foi registrada no Espírito Santo (4,1%).

A taxa de produção industrial de Goiás também subiu no comparativo entre janeiro de 2017 com o mesmo mês de 2016. Nesse caso, o salto foi de 8,5%. De acordo com a pesquisa do IBGE, os setores que impulsionaram o crescimento foram os de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (91%) e de produtos alimentícios (9,1%).

 

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