Política

Marconi Perillo sofre pior derrota eleitoral em disputa pelo governo de Goiás

Léo Carvalho

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 20:19 | Atualizado há 47 minutos

Marconi terminou em quarto lugar na disputa pelo governo de Goiás em 2026, com 8,79% dos votos válidos na parcial de 91,23% das seções totalizadas | Foto: Divulgação/PSDB
Marconi terminou em quarto lugar na disputa pelo governo de Goiás em 2026, com 8,79% dos votos válidos na parcial de 91,23% das seções totalizadas | Foto: Divulgação/PSDB

Marconi Perillo (PSDB) encerra a eleição de 2026 com o pior resultado de sua trajetória em disputas pelo governo de Goiás. Com 93,29% das seções totalizadas, o ex-governador aparecia em quarto lugar, com 297.175 votos e 8,75% dos votos válidos.

O desempenho contrasta com a trajetória construída por Marconi ao longo de quase três décadas na política goiana. Ele foi eleito governador pela primeira vez em 1998 e voltou a vencer as eleições para o cargo em 2002, 2010 e 2014. Também exerceu mandato de senador e passou pela Câmara dos Deputados.

Nas quatro eleições em que venceu o governo estadual, Marconi sempre esteve na disputa pelo comando de Goiás em condições de chegar ao Palácio das Esmeraldas. Em 1998, venceu Iris Rezende no segundo turno. Em 2002, foi eleito no primeiro turno com 51,21% dos votos. Em 2010 e 2014, precisou do segundo turno para confirmar as vitórias.

A diferença para 2026 é expressiva. Na atual disputa, Marconi ficou atrás de Daniel Vilela (MDB), reeleito no primeiro turno, Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (PT). Daniel alcançou 58,88% dos votos válidos na parcial de 91,23%, enquanto Wilder tinha 22,21% e Luis Cesar, 9,75%.

A votação de 2026 também fica abaixo dos desempenhos obtidos por Marconi nas duas eleições anteriores das quais participou. Em 2018, quando disputou uma vaga ao Senado, recebeu 416.613 votos e terminou em quinto lugar. Em 2022, novamente candidato ao Senado, chegou a 626.662 votos e ficou em segundo, mas não conquistou a cadeira porque apenas uma vaga estava em disputa.

Em 2026, ao retornar à disputa pelo governo, Marconi teve 290.796 votos na parcial de 91,23%. O número representa menos da metade dos votos obtidos quatro anos antes na eleição para o Senado.

A comparação de números absolutos entre cargos diferentes precisa ser feita com cautela, já que as disputas para governador e senador têm regras, número de vagas e cenários eleitorais distintos. Ainda assim, o percentual alcançado agora estabelece um marco negativo específico: nunca, desde sua primeira candidatura ao governo em 1998, Marconi havia terminado uma eleição estadual para governador com uma votação proporcional tão baixa.

Marconi Perillo construiu uma das trajetórias eleitorais mais longas da política de Goiás. Foi deputado estadual, deputado federal, senador e governador por quatro mandatos. As quatro vitórias para o governo ocorreram em 1998, 2002, 2010 e 2014.

Em 2018, deixou o governo para disputar o Senado e não conseguiu se eleger. Quatro anos depois, voltou a concorrer ao Senado e terminou em segundo lugar, novamente sem conquistar a vaga. Em 2026, decidiu retornar à disputa pelo governo, cargo que já havia ocupado por 16 anos em quatro mandatos.

O resultado deste domingo, portanto, representa uma mudança significativa em relação ao período em que Marconi esteve no centro das principais disputas pelo comando de Goiás.

A eleição também consolida uma nova configuração no Estado. Daniel Vilela foi reeleito governador no primeiro turno, enquanto Wilder Morais terminou na segunda posição. Luis Cesar Bueno ficou à frente de Marconi por uma margem estreita na parcial de 91,23% das seções.

O resultado ocorre em uma disputa na qual Marconi tentou retornar ao cargo que marcou sua carreira política. A votação, porém, deixou o ex-governador distante da disputa pelo segundo turno e atrás de três adversários.

A derrota não representa o fim da trajetória política de Marconi, mas marca uma mudança importante nos números eleitorais de um político que, durante anos, esteve entre os protagonistas das eleições majoritárias em Goiás.


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