Marconi prega unidade nacional para que País vire a página da crise
Redação DM
Publicado em 1 de setembro de 2016 às 02:17 | Atualizado há 10 anosO governador Marconi Perillo afirmou ontem, em Brasília, que o afastamento definitivo de Dilma Rousseff e a efetivação de Michel Temer na Presidência da República requerem uma união nacional de esforços para que o País supere a crise econômica, retome os investimentos federais e volte a gerar empregos. Marconi disse que a aprovação do afastamento da presidente foi regido conforme a Constituição e que o desfecho “mostra o amadurecimento de nossa democracia”.
“A votação de hoje no Senado encerrou um capítulo histórico da vida democrática do Brasil. Todo processo foi regido conforme a Constituição e mostrou o amadurecimento de nossa democracia”, disse Marconi. “Agora é um momento de união nacional e esperamos que o País fortaleça as relações de suas instituições e viabilize as medidas necessárias para a retomada do crescimento”, afirmou o governador.
Marconi fez a postagem em Brasília, onde cumpre agenda de reuniões de trabalho com ministros. Indagado por jornalistas, o governador já havia comentado, mais cedo, o julgamento no Senado, àquele momento ainda em andamento. “Estamos experimentando mais um momento muito importante da vida democrática do País. Esse é um momento de afirmação da democracia”, disse, após reunião com o ministro da Cultura, Marcelo Calero.
Marconi lembrou que o impeachment, previsto na Constituição, “é uma saída constituciuonal e legal para uma crise que se arrastou ao longo dos últimos dois anos. E esta crise está saindo pela via democrática e institucional”. “É um governo que perdeu apoio congressual, da sociedade, e é natural que haja um remédio constitucional e legal para se resolver uma crise como está”, afirmou.
“É um governo que perdeu apoio congressual, da sociedade, e é natural que haja um remédio constitucional e legal para se resolver uma crise como esta”, disse o governador. Marconi observou que todos os ritos do julgamento foram seguidos, o que deu legitimidade ao processo e ao julgamento. “O que está acontecendo hoje é algo absolutamente democrático, um julgamento de seis dias, onde todas as partes puderam se manifestar exaustivamente e ao final disso tudo haverá o veredicto, que será a decisão dos senadores em relação ao processo”, disse o governador.
“Daqui para frente, seja qual for o destino da votação no Congresso, que a gente tenha mais normalidade entre as instituições para que o Brasil ande para frente”, afirmou Marconi. “Temos hoje cerca de 12 milhões de desempregados, problemas em várias áreas e o que nós mais esperamos é que as medidas necessárias à retomada do desenvolvimento possam ser viabilizadas”, disse o governador de Goiás.
Na audiência com o ministro da Cultura, o ele discutiu parcerias e recursos para obras no setor em Goiás. Segundo Marconi, a conclusão da requalificação da Praça Cívica, em Goiânia, e a construção de um Centro de Cultura e Artes em Alto Paraíso são as prioridades do Governo de Goiás junto à gestão do presidente Michel Temer. O projeto para a Praça Cívica prevê a recuperação do conjunto arquitetônico, com a implantação de museus e a construção de espaços de convivência e lazer. O centro cultural para Alto Paraíso se insere no Programa Cidade Sustentável.
Íntegra das declarações do governador Marconi Perillo sobre o julgamento do impeachment
A votação de hoje no Senado encerrou um capítulo histórico da vida democrática do Brasil. Todo processo foi regido conforme a Constituição e mostrou o amadurecimento de nossa democracia. Agora é um momento de união nacional e esperamos que o País fortaleça as relações de suas instituições e viabilize as medidas necessárias para a retomada do crescimento.
Estamos experimentando mais um momento muito importante da vida democrática do País. Esse é um momento de afirmação da democracia. Se estivéssemos em um País parlamentarista, se tivéssemos numa crise muito menor do que a crise vivida no Brasil – crise política, de relação entre Executivo e Parlamento, crise moral e crise econômica – o regime já tinha caído há muito tempo.
Nos sistemas parlamentaristas, um governo que perde o apoio do Congresso Nacional cai imediatamente. No regime presidencialista, há um trauma maior, mas o que está acontecendo é à luz da Constituição.
É um governo que perdeu apoio congressual, da sociedade, e é natural que haja um remédio constitucional e legal para se resolver uma crise como está. É uma saída constitucional e legal para uma crise que se arrastou ao longo dos últimos dois anos. E esta crise está saindo pela via democrática e institucional.
Quem preside o julgamento é o presidente do Supremo Tribunal Federal, coadjuvado pelo presidente do Congresso Nacional e com a participação dos senadores, que são os juízes. Não vejo qualquer motivação para se imaginar outro aspecto que não seja esse.
Daqui para frente, seja qual for o destino da votação no Congresso, que a gente tenha mais normalidade entre as instituições para que o Brasil ande para frente. Temos hoje mais de 12 milhões de desempregados, problemas em várias áreas e o que nós mais esperamos é que as medidas necessárias à retomada do desenvolvimento possam ser viabilizadas.
Portanto, o que está acontecendo hoje é algo absolutamente democrático, um julgamento de seis dias, onde todas as partes puderam se manifestar exaustivamente e ao final disso tudo haverá o veredicto, que será a decisão dos senadores em relação ao processo.