Política

Marconi reúne-se com presidente da Câmara dos Deputados por incentivos fiscais

Redação DM

Publicado em 10 de junho de 2015 às 21:25 | Atualizado há 11 anos

Comandando um grupo de lideranças políticas, empresariais e de trabalhadores, o governador Marconi Perillo, ao lado dos deputados federais, Alexandre Baldy, Heuler Cruvinel e Giuseppe Vecci, reuniu-se na tarde desta quarta-feira (10) com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a quem foi reiterar o pedido de empenho para aprovação da PLP 54/2015, em análise na Comissão de Tributação e Justiça, que trata da convalidação dos incentivos fiscais e da remissão das dívidas passadas dos Estados relativas a diferenças de alíquotas de ICMS.

O projeto, que tem resistência dos estados mais industrializados, deverá ser colocado em votação em agosto, após o recesso de julho. Ele é a extensão do PLS-130/2014 aprovado no Senado, com votos contrários de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Foi o primeiro passo. Agora precisamos ganhar na Câmara”, definiu o deputado Alexandre Baldy, a quem coube marcar e organizar o encontro de hoje com o presidente da Câmara.

O governador Marconi Perillo fez ver ao presidente Eduardo Cunha que o fim dos incentivos fiscais “é ruim para os empresários e péssimo para o Estado”. Até que o Congresso Nacional vote uma ampla reforma tributária na qual se inclua a uniformização das alíquotas de ICMS, o Projeto de Lei Complementar 54/2015 dará tranquilidade aos Estados para a condução de suas políticas de incentivo para a atração de empreendimentos industriais.

Se aprovado de acordo com o texto original que passou no Senado, o projeto permitirá a convalidação de todos os incentivos concedidos nos últimos cinco anos e permitirá que os incentivos permaneçam por um período de 15 anos. Além disso, anula as punições previstas em lei para estados que concederam incentivos sem autorização do Confaz. “Esta é a fórmula que nos interessa no momento. Precisamos que isso se torne lei. Não podemos deixar que essa decisão seja privilégio do Confaz, onde, em razão da necessidade de unanimidade, jamais teremos êxito”, argumentou o governador ao presidente da Câmara.

 

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