Política

Meu candidato a governador é Ronaldo Caiado

Redação DM

Publicado em 29 de março de 2018 às 03:11 | Atualizado há 8 anos

A polêmica que tomou conta da oposição após a declara­ção do prefeito Iris Rezende (MDB) em apoio à pré-candidatu­ra ao governo do deputado fede­ral Daniel Vilela (MDB) não tirou a convicção do prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (MDB), de que haverá um consenso entre o MDB e o De­mocrata até a data das convenções partidárias. Em entrevista exclusiva ao Diário da Manhã, o emedebista fez questão de frisar a todo momen­to que irá trabalhar para isso.

Paulo do Vale reconheceu que o apoio do senador foi decisivo em sua eleição para prefeito em Rio Ver­de e afirmou que ele tem hoje o per­fil que os goianos esperam do pró­ximo governante. “Ronaldo Caiado é um nome de projeção nacional. Um dos poucos que se mantém na linha de frente da política nacional sem até hoje ter se envolvido em um único escândalo sequer. A coerên­cia, a ética e a produtividade dele como parlamentar, primeiro como deputado federal, é que o levaram a esse reconhecimento popular. O goiano diferencia o Caiado dos de­mais políticos goianos e sabe que ele não representa a continuidade do atual governo”, afirmou.

Ao falar sobre a expectativa de ainda unir a oposição no segundo turno, Paulo do Vale explicou que tem se empenhado nesta tarefa. “Não só acredito como estou tra­balhando para isso. Estamos bus­cando o consenso e o equilíbrio de forças. Radicalizar é fácil. O mais desafiador na política é o conven­cimento. É a união. Este é o nosso foco”, destacou o emedebista.

APOIO DOS PREFEITOS

Paulo do Vale foi um dos prefei­tos que participaram na terça-feira da semana passada (20/03) do ato na Assembleia Legislativa em favor da candidatura de Ronaldo Caiado. Além dele estiveram ainda os prefei­tos emedebistas Adib Elias (Cata­lão), Renato de Castro (Goianésia), Ernesto Roller (Formosa) e Fausto Mariano (Turvânia) e o deputado estadual José Nelto (MDB).

Ao discursar, Paulo do Vale fez questão de lembrar que o adversá­rio não está nas trincheiras da opo­sição. “Não estamos aqui para dividir, porque nosso único adversário mora no Palácio do Planalto. Nós vamos trazer todo o MDB. O nosso traba­lho de agora para frente é união, sem­pre foi. Estamos há um ano que esta­mos trabalhando pela união”, contou.

Paulo do Vale garantiu ao demo­crata que tinha nos prefeitos um gru­po forte para levar adiante o projeto. “O senhor tem hoje um grupo políti­co. O senhor não é órfão, nem caitu­tu fora de bando. O senhor tem aqui companheiros com a mesma visão, que é beneficiar Goiás, que é trazer honra e desenvolvimento. Goiás quer pessoas de bem direcionando os destinos da população”, afirmou.

O apoio ao democrata, segundo Paulo do Vale, Rio Verde já tem de­monstrado. “Trago o apoio de mais de 80% da cidade e de mais de 90% do diretório do MDB. Não temos de agredir quem não veio, temos de mostrar a vantagem da candidatura de Ronaldo Caiado. Tenho certeza que Daniel Vilela virá marchar co­nosco e que Ronaldo Caiado será grande comandante”, completou.

 

VEJA A ENTREVISTA

 

O prefeito Iris Rezende anunciou apoio à pré-candidatura do deputado federal Daniel Vilela ao governo de Goiás. Como o senhor avalia este posicionamento? O que acredita que motivou esta fala do Iris?

O prefeito Iris Rezende é um grande político. Um grande ges­tor e um grande emedebista. Sua vida é o partido. Questionado, da forma como foi, ele não daria ou­tra resposta senão a favor de seu partido. Na mesma entrevista, ele prega a união das oposições.

Muito se falou de que este posicionamento de Iris pode ter sido motivado por questão de liberação de recursos federais. Isso realmente existe?

O Iris tem uma grande histó­ria no partido e também muita vi­vência administrativa, seja como prefeito, governador ou ministro. Hoje todos os prefeitos do Brasil compartilham dessa mesma preo­cupação. Mais de 70% dos recur­sos estão em Brasília e os gestores municipais precisam ter criativi­dade para conduzir as cidades ba­sicamente com recursos próprios.

A Veja divulgou uma nota em que afirma que Michel Temer estaria interferindo na disputa em Goiás para derrotar Ronaldo Caiado. O senhor acha desse tipo de interferência na política local?

Existe um enorme Fla x Flu na política brasileira nos tempos de hoje. O que propicia todo e qual­quer tipo de especulação. O povo goiano conhece Ronaldo Caiado. Sabe que ele tem posições firmes e não fica em cima do muro. No Senado, ele manteve sua indepen­dência do governo do presidente Temer. Vejo no Caiado hoje a figu­ra de um homem maduro e sensa­to, capaz de lidar da melhor for­ma com esses desafios políticos.

O senhor foi um dos prefeitos que declararam apoio ao senador na última semana. O que motivou sua decisão?

Eu, que sou do MDB, e o meu vice-prefeito, que é do DEM, de­vemos muito da nossa vitória ao apoio de Caiado em 2016. Pessoal­mente, eu acredito muito na con­tinuidade dessa união nas elei­ções deste ano. São duas forças que se somaram no último plei­to, construíram pontes e agora estão prontas para seguir juntas com muito mais força.

O senhor mantém esta posição de apoio apesar da fala do prefeito?

Eu respeito muito o prefeito Iris Rezende. Ele sabe que todos esta­mos do mesmo lado. A mi­nha posição é a mesma.

Hoje há uma preferência do eleitor pela candidatura de Ronaldo Caiado. Por que acredita que Ronaldo Caiado tem conquistado essa preferência?

Ronaldo Caiado é um nome de proje­ção nacional. Um dos poucos que se mantém na linha de frente da política nacional sem até hoje ter se envolvido em um único escândalo sequer. A coerência, a ética e a produtividade dele como parlamentar, primeiro como de­putado federal, é que o levaram a esse reconheci­mento popular. O goiano diferen­cia o Caiado dos demais políticos goianos e sabe que ele não representa a continuidade do atual go­verno. Meu candidato a governa­dor é Ronaldo Caiado.

Em relação às pesquisas, qual a relevância delas nesse processo? É um critério que precisa ser levado em consideração?

A pesquisa não deve ser o único, mas sem dúvida é um dos princi­pais parâmetros para se identifi­car a pergunta mais importan­te de uma eleição: quem o povo quer eleger? É preciso sabedoria para extrair delas o verdadeiro sentimento da população e cons­truir um plano de governo coeso e coerente.

O senhor ainda acredita na união da oposição?

Não só acredito como estou trabalhando para isso. Estamos buscando o consenso e o equilí­brio de forças. Radicalizar é fá­cil. O mais desafiador na políti­ca é o convencimento. É a união. Este é o nosso foco.

Como o senhor pretende ajudar nesta questão?

Dando o meu testemunho, fa­lando a verdade e defendendo a importância da união das oposi­ções. Não somos obrigados a pen­sar todos a mesma coisa, mas te­mos o dever de chegar a um entendimento.

O prefeito Maguito Vilela tem defendido a desfiliação dos prefeitos que declararam apoio a Caiado. O senhor pretende se desfiliar?

Não. Se comparado ao tempo que Maguito tem no MDB, minha vida no partido é curta, sim. Eu não sou um político de carreira. Se hoje estou no partido é porque acredito nos seus ideais, em nos­sa força política. E aqui preten­do ficar. Aqui em Rio Verde, 80% do partido estão comigo.

Muito se fala que uma boa parte da militância do MDB prefere Caiado, especialmente por causa das sucessivas derrotas do partido nos últimos anos. É o que o senhor tem visto?

É o que todos têm visto. Em Rio Verde, mais de 80% do diretório do MDB é Caiado. Muitos outros partidos também querem compor com Caiado. E assim em todas as regiões do Estado.



 

O povo goiano conhece Ronaldo Caiado. Sabe que ele tem posições firmes e não fica em cima do muro. No Senado, ele manteve sua independência do governo do presidente Temer. Vejo no Caiado hoje a figura de um homem maduro e sensato, capaz de lidar da melhor forma com esses desafios políticos”

 

A coerência, a ética e a produtividade dele como parlamentar, primeiro como deputado federal, é que o levaram a esse reconhecimento popular. O goiano diferencia o Caiado dos demais políticos goianos e sabe que ele não representa a continuidade do atual governo”

 

 

 

 

Se comparado ao tempo que Maguito tem no MDB, minha vida no partido é curta sim. Eu não sou um político de carreira. Se hoje estou no partido é porque acredito nos seus ideais, em nossa força política. E aqui pretendo ficar”

 

 

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