Política

“Michel Temer é um desastre e Dilma Rousseff é honrada!”

Redação DM

Publicado em 26 de junho de 2016 às 02:43 | Atualizado há 1 ano

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  • ciro

– Mi­chel Te­mer é um de­sas­tre com­ple­to!

 

As­sim o ex-mi­nis­tro da Fa­zen­da à era Ita­mar Fran­co [1992-1994] e da In­te­gra­ção Na­ci­o­nal, nos tem­pos de Lu­iz Iná­cio Lu­la da Sil­va [PT-SP], ex-go­ver­na­dor do Es­ta­do do Ce­a­rá, ad­vo­ga­do e eco­no­mis­ta Ci­ro Go­mes, ‘ex’ da be­la atriz da Re­de Glo­bo de te­le­vi­são Pa­trí­cia Pi­lar,  de­fi­ne os 35 pri­mei­ros di­as de in­te­ri­ni­da­de do ‘gol­pis­ta’ Mi­chel Te­mer na Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca.

– A cri­se irá se apro­fun­dar se não in­ter­rom­per­mos es­se pro­ces­so.

O lí­der do PDT [Par­ti­do De­mo­crá­ti­co Tra­ba­lhis­ta], le­gen­da pre­si­di­da, ho­je, por Car­los Lu­pi [RJ] e fun­da­da pe­lo ‘ve­lho cau­di­lho’ Le­o­nel de Mou­ra Bri­zo­la, que co­man­dou a ‘Ca­deia da Le­ga­li­da­de’, em 1961, ao la­do de Mau­ro Bor­ges Tei­xei­ra, pa­ra ga­ran­tir a pos­se do vi­ce Jo­ão Bel­chi­or Gou­lart, o Jan­go, com a re­nún­cia de Jâ­nio Qua­dros, ata­ca a Es­pla­na­da dos Mi­nis­té­ri­os.

– Um iti­ne­rá­rio de san­di­ces, de ir­ra­ci­o­na­li­da­des, que fe­re, de mor­te, a jo­vem de­mo­cra­cia do Bra­sil!

 

En­tre­ga do Pré-Sal

O di­ri­gen­te tra­ba­lhis­ta clas­si­fi­ca co­mo gra­ve a me­di­da de aca­bar com a des­ti­na­ção obri­ga­tó­ria de um por­cen­tu­al pa­ra as áre­as de Sa­ú­de e Edu­ca­ção. Mais: con­de­na a apli­ca­ção de gor­dos re­cur­sos pú­bli­cos pa­ra o pa­ga­men­to dos ju­ros da dí­vi­da. Gas­tos que ser­vem pa­ra ali­men­tar o sis­te­ma de agio­ta­gem, o mais an­tis­so­ci­al dos gas­tos, dis­pa­ra o ‘en­fant ter­ri­ble’ de Pin­da­mo­nhan­ga­ba [SP], ra­di­ca­do no Ce­a­rá.

– A en­tre­ga do Pré-Sal é um cri­me con­tra as no­vas ge­ra­ções do Bra­sil.

Le­ga­lis­ta, Ci­ro Go­mes afir­ma ao Di­á­rio da Ma­nhã que im­pe­achment, sem cri­me de res­pon­sa­bi­li­da­de, é gol­pe. Um gol­pe par­la­men­tar, dis­pa­ra. A re­fe­rên­cia é ao im­pe­di­men­to da pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca re­e­lei­ta em ou­tu­bro de 2014 com mais de 54 mi­lhões de vo­tos vá­li­dos, a eco­no­mis­ta Dil­ma Rous­seff, ex-guer­ri­lhei­ra da VAR-Pal­ma­res, en­tre 1969 e 1970.

– Im­pe­achment, sem cri­me de res­pon­sa­bi­li­da­de, é gol­pe, sim!

A Van­guar­da Ar­ma­da Re­vo­lu­ci­o­ná­ria – Pal­ma­res, or­ga­ni­za­ção que ado­tou a es­tra­té­gia de lu­ta ar­ma­da pa­ra der­ru­bar a di­ta­du­ra ci­vil e mi­li­tar e cons­tru­ir o so­ci­a­lis­mo no Bra­sil e na Amé­ri­ca La­ti­na, sur­giu, em 1969, após a fu­são en­tre o Co­li­na [Co­man­dos de Li­ber­ta­ção Na­ci­o­nal] e a VPR [Van­guar­da Po­pu­lar Re­vo­lu­ci­o­ná­ria], de Ono­fre Pin­to e do ca­pi­tão Car­los La­mar­ca.

 

Vo­ta­ção no Se­na­do

Se­gun­do ele, a pos­si­bi­li­da­de po­lí­ti­ca de vi­tó­ria das es­quer­das no Se­na­do da Re­pú­bli­ca, na vo­ta­ção de agos­to, é uma pro­ba­bi­li­da­de pe­que­na. “Mas nós de­ve­mos lu­tar pa­ra que is­so ocor­ra”, ati­ra. O ex-mi­nis­tro faz cô­ro às ma­ni­fes­ta­ções de rua da ‘Fren­te Bra­sil Po­pu­lar’, in­te­gra­da pe­la CUT e CTB, por exem­plo, e a ‘Fren­te do Po­vo Sem Me­do’, do MTST.

– Dil­ma Rous­seff é uma pes­soa hon­ra­da e é a fi­a­do­ra da de­mo­cra­cia.

Quem du­vi­dar de que o im­pe­di­men­to de Dil­ma Rous­seff tra­ta-se de um gol­pe, ve­ja a his­tó­ria de 1964, ex­pli­ca o eco­no­mis­ta.  Em 1º de abril de 1964, o Re­nan Ca­lhei­ros, pre­si­den­te do Con­gres­so Na­ci­o­nal à épo­ca, Au­ro Mou­ra An­dra­de, de­cla­rou va­ga a pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca com Jo­ão Bel­chi­or Gou­lart ain­da no exer­cí­cio do man­da­to no Pa­ís, re­cor­da-se, in­dig­na­do.

– Au­ro de Mou­ra An­dra­de ale­gou que Jan­go ha­via se eva­di­do do ter­ri­tó­rio na­ci­o­nal, o que ser­viu de ba­se pa­ra no­vos des­do­bra­men­tos.

 

Gol­pe de Es­ta­do

O que ocor­reu?, per­gun­ta Ci­ro Go­mes. De­ram pos­se, en­tão, ao Eduar­do Cu­nha da­que­les tem­pos, Ta­ni­é­re Maz­zil­li, pre­si­den­te da Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos, que con­vo­cou elei­ção in­di­re­ta, pa­ra re­fe­ren­dar o no­me de Hum­ber­to Cas­tel­lo Bran­co, ge­ne­ral, co­mo o pri­mei­ro pre­si­den­te da di­ta­du­ra ci­vil e mi­li­tar, ob­ser­va ele. Hou­ve um gol­pe, em 1964, fu­zi­la. Em 2016, tam­bém!, me­tra­lha.

– Exis­tem iden­ti­da­des, sim, en­tre Hon­du­ras, 2009, Pa­ra­gu­ai, 2012,  e Bra­sil, 2016.

Não cus­ta lem­brar: na­ci­o­na­lis­ta, Ma­nu­el Ze­laya, em Hon­du­ras, no tur­bu­len­to ano de 2009, foi de­pos­to em um gol­pe su­pos­ta­men­te cons­ti­tu­ci­o­nal. Já o pre­si­den­te le­gí­ti­mo do Pa­ra­gu­ai, em 2012, cris­tão pro­gres­sis­ta, Fer­nan­do Lu­go, que ha­via aca­ba­do com a he­ge­mo­nia de dé­ca­das & dé­ca­das de uma oli­gar­quia cor­rup­ta, foi afas­ta­do do po­der em ape­nas 48 ho­ras. Sem di­rei­to à de­fe­sa.

– Im­pe­achment, sem cri­me de res­pon­sa­bi­li­da­de, é gol­pe, sim!

 

De­mo­cra­cia em jo­go

Ele ad­mi­te que a ges­tão de Dil­ma Rous­seff pos­su­ía bai­xa apro­va­ção po­pu­lar. Mas, não se tra­ta dis­so, a ques­tão é a de­fe­sa da de­mo­cra­cia, ex­pli­ca. Qual­quer bra­si­lei­ro que te­nha quei­xas do Go­ver­no Dil­ma Rous­seff es­tá co­ber­to de ra­zões, ana­li­sa. Um go­ver­no, ge­ne­ra­li­za­da­men­te, in­de­fen­sá­vel, in­sis­te.  Ape­sar dis­so, ela é uma pes­soa hon­ra­da, com­ple­ta.

– É a fi­a­do­ra da de­mo­cra­cia.

Não é in­ter­rom­pen­do um go­ver­no elei­to de for­ma le­gí­ti­ma, de­vi­do a um de­sem­pe­nho ru­im, que se cons­tru­i­rá uma de­mo­cra­cia sa­u­dá­vel, pon­tua. Ci­ro Go­mes des­con­ver­sa so­bre a sua even­tual can­di­da­tu­ra à Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca nas elei­ções de 2018. É o par­ti­do [PDT] que irá de­ci­dir, su­bli­nha. Sob os olha­res de Car­los Lu­pi, pre­si­den­te na­ci­o­nal da si­gla tra­ba­lhis­ta.

– O par­ti­do é que irá de­ci­dir. O par­ti­do é que irá de­ci­dir…

PDT em Go­i­ás

Prag­má­ti­co, ele tam­bém não quer en­trar no con­fli­to in­ter­no do PDT em Go­i­ás. A de­pu­ta­da fe­de­ral Flá­via Mo­ra­is e o ex-pre­fei­to de Trin­da­de e ex-de­pu­ta­do es­ta­du­al Ge­or­ge Mo­ra­is, seu ma­ri­do, per­de­ram o con­tro­le da le­gen­da. Flá­via Mo­ra­is des­res­pei­tou a ori­en­ta­ção na­ci­o­nal e vo­tou a fa­vor do im­pe­achment de Dil­ma Rous­seff, na Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos, em Bra­sí­lia [DF].

– Car­los Lu­pi é quem fa­la so­bre es­se as­sun­to…

O eco­no­mis­ta e ad­vo­ga­do Ci­ro Go­mes faz ain­da uma aná­li­se so­ci­o­ló­gi­ca. Se­gun­do o pré-can­di­da­to do PDT ao Pa­lá­cio do Pla­nal­to, Go­i­ás é um Es­ta­do que in­te­gra a Re­gi­ão Cen­tro-Oes­te, mas car­re­ga o Bra­sil nas cos­tas, e que, ape­sar dis­so, é dis­cri­mi­na­do. Ele es­ta­va acom­pa­nha­do de Car­los Lu­pi, da de­pu­ta­da fe­de­ral Flá­via Mo­ra­is e do ve­re­a­dor do PDT em Go­i­â­nia, Pau­li­nho Graus.

PERFIL

Nome: Ciro Ferreira Gomes

DN: 6 de novembro de 1957

Partido: PDT

Formação: Direito e Economia

Linhagem: Social democrata de esquerda

Cargos: Ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional e ex-governador do Ceará

Curiosidade: É ex-marido da atriz global Patrícia Pillar

Registro: É irmão do ex-governador do Ceará Cid Gomes, ex-ministro de Dilma Rousseff

 



Um itinerário de sandices,de irracionalidades, que fere, de morte, a jovem democracia do Brasil!”

Ciro Gomes,Advogado e economista

 

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