Política

‘Nenhum ministro do Supremo está acima da lei’, afirma Gracinha Caiado

Redação Online

Publicado em 23 de setembro de 2026 às 21:20 | Atualizado há 17 horas

Gracinha Caiado durante sabatina ao Mais Goiás
Gracinha Caiado durante sabatina ao Mais Goiás

A candidata ao Senado Federal Gracinha Caiado (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (23/9) que nenhuma autoridade pode estar acima da lei. Durante sabatina ao Mais Goiás, a candidata afirmou que “não é aceitável que um ministro do Supremo ache que ele está acima da lei. Ninguém está acima da lei, nem ministro, nem governador, nem presidente e principalmente o ministro do Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o guardião da Constituição”.

Gracinha resumiu seu posicionamento ao defender um país orientado pela verdade, pelo trabalho e pela aplicação igualitária da lei. “Eu acredito no Brasil da verdade, no Brasil de quem trabalha e produz, no Brasil onde o social constrói pontes para que as pessoas possam melhorar a renda de suas famílias. Trabalho por um Brasil seguro, onde as pessoas tenham dignidade e possam voltar a ter esperança em uma vida melhor. E todos aqueles que cometerem qualquer crime, seja quem for, devem ser punidos, porque a lei é igual para todos”, declarou.

Gracinha defendeu que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) citados no contexto do caso Banco Master sejam investigados. “Não se pode ter um ministro de preferência. Ele tem que ter notório saber jurídico e estar ali para julgar os processos dignamente. Que sejam investigados, seja de que lado forem ou por qual presidente tenham sido indicados”, afirmou.

A candidata também voltou a defender uma atuação incisiva do Senado Federal na fiscalização do judiciário e afirmou que, para levar o pedido de impeachment de um ministro para frente, é preciso “ter a coragem para que se ponha para a votação, porque não é aceitável que o ministro do Supremo ache que ele está acima da lei. Ninguém está acima da lei”, cravou.

Durante a entrevista, Gracinha também reiterou seu compromisso com a erradicação do feminicídio, relembrando o trabalho que realizou em Goiás, enquanto primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, e reconheceu os desafios ainda existentes.

Gracinha afirmou que o fim dos casos de feminicídio e agressão é o seu “sonho” e citou os desafios a serem enfrentados. “A cada 10 crimes cometidos, 8 são pelos parceiros da mulher. E o que me deixa mais triste é que 76% desses crimes acontecem dentro da própria casa”, pontuou.

Como proposta para ampliar a punição aos agressores, ela defendeu o confisco e a transferência dos bens do criminoso para a mulher vítima de violência ou, nos casos de feminicídio, para seus familiares. “Sendo uma pena pecuniária, de valores e de patrimônio, você consegue inibir esses homens violentos que, infelizmente, ainda existem”, concluiu.

Gracinha relembrou ainda as medidas implementadas em Goiás para proteger e garantir autonomia às mulheres, como o Goiás por Elas, as Salas Lilás, o aplicativo Mulher Mais Segura e a Patrulha Maria da Penha.

Ao abordar as políticas sociais, Gracinha destacou que mais de 600 mil pessoas deixaram a pobreza em Goiás entre 2019 e 2024. Ela também ressaltou o papel do Goiás Social na geração de autonomia e renda. “As pessoas não querem favor, elas querem oportunidade para trabalhar. Foi isso que fizemos com o Goiás Social: construímos pontes para que as famílias transformassem suas próprias vidas”, concluiu.


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