“O MST não existe. Não tem transparência”
Redação DM
Publicado em 1 de junho de 2023 às 13:58 | Atualizado há 3 anos
Governador de Goiás e produtor rural, Ronaldo Caiado foi contundente durante a audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Ao tratar do movimento na Câmara dos Deputados, durante a audiência ocorrida ontem, Caiado foi enfático: “O MST não existe, não tem entidade, não tem estatuto. Não tem pessoa física que o represente, não tem CNPJ. Onde é que está rotulado de movimento? Não tem nenhum compromisso com a transparência”.
Caiado fez críticas à atuação do grupo, o que provocou as deputadas socialistas Sâmia Bomfim (PSol-SP) e Talíria Petrone (PSol-RJ).
Durante seu discurso no plenário, o governador acusou o movimento de ser ‘sem transparência’. Também lembrou de referências ao tráfico de drogas e ao trabalho análogo à escravidão.
O gestor disse ainda que não existem assentamentos do MST em Goiás e que a polícia do estado tem combatido invasões com a lei. Para Caiado, pessoas envolvidas no tráfico já se abrigaram nos assentamentos do MST, o que tiraria ainda mais credibilidade do movimento.
As interrupções por protestos de Sâmia Bomfim e Talíria Petrone ocorreram a partir deste apontamento. Após a fala de Caiado, as duas deputadas protestaram contra o discurso. A situação se intensificou quando o deputado Abílio Brunini (PL-MT) se posicionou à frente das parlamentares, bloqueando a visão delas.
O presidente da comissão, Coronel Zuccho (Republicanos-RS), pediu para que Brunini se sentasse e prosseguisse a sessão.
Repercussão
As falas contundentes do político de Goiás repercutiram na comissão e fora. Nas redes sociais, o discurso foi compartilhado por militantes da direita e grupos destinados ao debate do agronegócio. Os deputados afirmaram que Caiado falou com “experiência de quem governa”, mas com a clareza de quem “esteve por três décadas no parlamento”.
Caiado pede respeito aos mortos e enquadra deputado que atacou fazendeiro
Durante o encerramento da reunião da CPI do MST na Câmara dos Deputados, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi incisivo contra o deputado federal e sindicalista Paulão (PT-AL).
O deputado petista afirmou que Caiado havia sido “infeliz” ao generalizar que o MST é uma organização criminosa. Caiado então chamou o parlamentar de “mentiroso” e exigiu respeito.
Sem provas, o deputado insinuou que o governador tinha conexões com Alexandre Negrão, fundador da Medley, além do ex-senador Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira. Ele mencionou a deputada Sâmia Bomfim, que citou um grande empresário da indústria química, Alexandre Negrão, como doador de sua campanha e citado em uma CPI.
Em resposta, Ronaldo Caiado primeiro defendeu Negrão, que havia falecido poucos dias antes, e classificou o debate do deputado como “muito perigoso”, já que difamava uma pessoa que não mais estava aqui para se defender.
Em seguida, ele criticou o discurso do deputado, que é formado em Direito e deveria conhecer a lei. O governador – que é médico – mencionou que acusar alguém de envolvimento em narcotráfico sem nenhuma condenação judicial é deprimente – e crime contra a honra. Caiado ressaltou que Negrão era um empresário bem-sucedido em seu estado e pediu respeito à sua honra, destacando que ele não tinha o direito de se defender, já que havia falecido.
Cortado pelo petista, Caiado exigiu respeito do deputado que tentava interromper sua fala. Aí pediu que ele ficasse calado.
Ato contínuo, o governador afirmou que o sindicalista que estava fazendo insinuações não sabia, mas Carlinhos Cachoeira ‘teria’ financiado o PT de Goiás.
Caiado negou qualquer ligação com criminosos e chamou o deputado de mentiroso, argumentando que ele não tinha moral para se dirigir a ele.
Ele enfatizou que não compartilhava das práticas questionáveis do deputado e que havia combatido facções criminosas e a bandalheira em seu estado.
Ao fim, o governador declarou que se mantinha protegido, enquanto aqueles que andavam livremente no município e no estado eram coniventes com a desordem.