Política

Oito opções para o eleitor goianiense

Redação DM

Publicado em 7 de agosto de 2016 às 02:37 | Atualizado há 1 ano

 

prefeituraAs convenções foram feitas. As chapas apresentadas. As coligações ainda estão sendo definidas. Faltam os nomes dos vices de Iris Rezende (PMDB), Adriana Accorsi (PT) e Delegado Waldir (PR), e ainda há expectativa de que Iris e Vanderlan Cardoso (PSB) acrescentem mais um ou outro partido às suas coligações.  Detalhes que fazem a diferença, pois um partido a mais ou a menos significa tempo, o precioso tempo no horário eleitoral do TRE – Tribunal Regional Eleitoral.

Pela última pesquisa, a ordem dos candidatos em Goiânia começa por Iris Rezende (PMDB), Delegado Waldir (PR), Vanderlan Cardoso (PSB), Adriana Accorsi (PT), Francisco Júnior (PSD), Djalma Araújo (REDE), Flavio Sofiati (PSOL) e Alexandre Magalhães (PSDC).

Volume

Vanderlan tem a maior coligação (dez partidos) e quer chegar a quinze. Ele conta com apoio do governador Marconi Perillo (PSDB) e espera fazer a diferença, chegando ao segundo turno. A aliança que sustenta a sua campanha tem à frente o PSB seguido pelo PSDB, que indicou na vice o vereador Thiago Albernaz,PPS, PV, PMB, PHS, PSL, PP, PRB e PSC. Estão na mira do Palácio das Esmeraldas alianças com a Rede, o PMN, o Solidariedade, o PRTB e o PTN.

Prejuízo

As idas e vindas de Iris trouxeram prejuízos, sua coligação que era de seis partidos foi reduzida a cinco, com a saída do Solidariedade de Armando Vergílio. O ex-prefeito tem o apoio do DEM, do PDT, do PRP, do seu próprio partido, o PMDB. Ele está tenta retomar o acordo com o Solidariedade e esta em negociações para trazer para a sua aliança o PTN, do deputado federal Alexandre Baldy e o  PMN dos  vereadores Antônio Uchôa, Edson Automóveis e  Cida Garcez.

Acertos

A deputada estadual Adriana Accorsi  garantiu seis partidos à sua campanha, que sai às ruas com o PT, PC do B, PPL, PEN, PROS e PT do B.  O objetivo da articulação política da campanha é tentar fechar mais duas legendas, o PMN, que já havia negociado com o Paço Municipal e o PRTB, que pode indicar o vice. Até terça-feira, os capa-pretas petistas esperam fechar toda a chapa.

Estilingue

O Delegado Waldir Soares (PR), lembra o ator José Dumont, que interpretou em 1981 o filme “O homem que virou suco”. Waldir, que foi eleito com o “calibre” 45, agora porta um “22” (número de sua nova legenda, o PR). Com a desistência de Iris Rezende, o delegado era “a bola da vez”, e inúmeras legendas disputavam sua atenção. Pelo andar dos acontecimentos da última semana, corre perigo de ter que sair em chapa solteira, pois os seus possíveis aliados – PTN e PMN -, estão sendo disputados com voracidade pelas máquinas políticas do PSDB, do PMDB e do PT. Se não se apressar nas articulações políticas, ao invés de um revólver, que  simbolizou a sua eleição para deputado, Waldir Soares terá que se apresentar com um estilingue no horário eleitoral de televisão.

Assédio

O vereador Djalma Araújo está no sexto mandato e ao invés de tentar o sétimo , se lançou candidato a prefeito pela Rede, partido da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Até terça-feira ele irá sofrer muito assédio para desistir da postulação e engrossar uma das campanhas que disputam o segundo turno. O principal aceno vem do Palácio das Esmeraldas. Resta saber se Djalma segue em vôo solo ou aterrissa na campanha de Iris ou de Vanderlan.

Ideologia

O PSOL vai marcar posição nestas eleições com o professor Flávio Scioli. O partido espera crescer neste pleito em função do ambiente político de desgastes dos partidos tradicionais e,principalmente, diante do fogo cerrado contra o PT, principal partido da esquerda brasileira. O PSOL nasceu de uma costela do PT, mas espera ter neste pleito a oportunidade de crescer e disputar a hegemonia na esquerda.

Negócios

O PSDC do empresário Alexandre Magalhães sempre foi aliado fiel do PSDB do governador Marconi Perillo. Tão fiel que uma eleição sim, e outra também, o partido está aliado ao Palácio das Esmeraldas, ou lança candidato para fazer o papel de cabo de chicote contra os adversários do governo. Nestas eleições, Alexandre Magalhães foi oficializado candidato a prefeito, mas também sofre assédio para declinar da candidatura e assumir compromissos com o também empresário Vanderlan Cardoso. Ele também foi sondado pelo delegado Waldir, com a proposta de ser o candidato a vice. O fim desta e de outras negociações só acontece na terça-feira, último prazo da Justiça Eleitoral para modificações nas chapas majoritária e proporcional dos partidos e coligações.

Apenas três candidatos definiram os vices

A dobradinha Vanderlan Cardoso (PSB), prefeito e Thiago Albernaz (PSDB), vice,  foi acertada com as bênçãos do ex-prefeito Nion Albernaz (PSDB)  e do governador Marconi Perillo (PSDB). Nion é uma referência no ninho tucano, foi prefeito por três vezes, a primeira, nomeado por Iris Rezende (PMDB) em 1983, cumprindo mandato até 1985. Ele seria eleito em 1988 e mais uma vez em 1996, nesta última eleição, foi o principal articulador para unidade de partidos que levaria Marconi Perillo ao governo do Estado, pela primeira vez, em 1998. Talvez foi apostando neste simbolismo que Vanderlan apostou na indicação do jovem tucano para a sua chapa.

O vereador Djalma Araújo (REDE) terá como companheiro de chapa o empresárioo Valmir Batista. Ao longo de seus seis mandatos, conquistados com os votos da região Norte de Goiânia, Djalma Araújo construiu amigos e adversários nos bairros que representa na Câmara Municipal. Dialogar com esta base, e avançar noutras regiões será o seu principal desafio.

Dois professores estão juntos na chapa do PSOL, o doutor em sociologia Flávio Sofiati e o professor João Pulcinelli. Os socialistas têm apoio do PCB e do MAIS, grupo que rompeu com o PSTU e militantes do PCR. Ele informa que a coligação terá 20 candidatos a vereador, com representantes de lideranças das  regiões Noroeste, Vale dos Sonhos, Jardim do Cerrado e Madre Germana.

O ex-prefeito Iris Rezende tem como opções para vice o o deputado estadual Major Araújo (PRP) e o Joel Santana Braga, ex-secretário de Ciência e Tecnologia no governo Alcides Rodrigues (2007-2010). Joel é irmão do deputado Alexandre Baldy, e sua ida para a chapa de Iris possivelmente também traria o PTN, partido no qual Baldy é o presidente estadual. Outro nome cogitado para a vice de Iris é o ex-deputado federal Armando Vergílio, que preside o Solidariedade (SD) em Goiás. Armando foi vice na chapa de Iris que disputou o governo do Estado em 2014. Ele quer o SD na chapa proporcional junto com o PMDB, condição com a qual não concorda o deputado Bruno Peixoto, presidente do diretório metropolitano do PMDB. Se não houver acordo, Vergílio pode migrar para a candidatura de Vanderlan Cardoso (PSB).

O delegado Waldir Soares (PR) tinha um vice, que queria compor sua chapa, mas a direção do partido do médico Zacharias Calil, o PMB,  preferiu fechar com Vanderlan Cardoso. Há possibilidade de que o empresário Alexandre Magalhães (PSDC) tope a empreitada.

O PSD confirmou o deputado estadual Francisco Júnior como candidato a prefeito em coligação com o PTB que deve indicar o candidato a vice. Por enquanto o nome mais ventilado é o do deputado estadual Henrique Arantes, filho do deputado federal Jovair Arantes. Adriana Accorsi (PT), ainda não definiu o companheiro de chapa, mas há indicativos de que o PRTB e o PC do B teriam a preferência na indicação.

 

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