Política

Otoni: “A oposição perdeu a guerra do impeachment”

Redação DM

Publicado em 15 de fevereiro de 2016 às 21:57 | Atualizado há 10 anos

Único deputado federal pelo PT de Goiás, Rubens Otoni afirmou que a oposição perdeu a guerra do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no Congresso Nacional. “Não haverá afastamento da presidente. Esse assunto está sepultado. A oposição perdeu a guerra.”

Para o petista, o principal mentor do impeachment, o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, está desgastado e fragilizado. “A derrota dos defensores do impeachment é certa. Isso zerou. A oposição perdeu essa guerra porque colocou toda a força no líder do impeachment no presidente da Câmara, Eduardo Cunha. E neste momento, ele tem que se preocupar muito mais em se defender do que criar alguma dificuldade para a presidenta Dilma e o governo federal,” avalia o petista.

Em entrevista à rádio 730/AM, Rubens Otoni disse acreditar que, em 2016, o governo federal vai conseguir implantar suas propostas administrativas, “com recuperação da economia.” Segundo ele, em 2015 a oposição conseguiu travar as matérias governistas graças às manobras regimentares do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Segundo o petista, a oposição lançou a ideia do impeachment  de Dilma Rousseff sem ter elementos. “Agora tenta correr atrás de alguma irregularidade cometida por Dilma para sustentar o objetivo traçado. Como a presidente é correta, honesta, honrada, a oposição não sabe qual caminho trilhar até 2018”.

Rubens Otoni afirmou que a presidente Dilma Rousseff começa 2016 com o “pé direito”, ou seja, adotando medidas administrativas que irão recuperar a economia e também busca maior aproximação com o Congresso Nacional. “Vejo a presidenta Dilma no caminho certo, buscando corrigir os erros e apontar novos rumos para o país”.

Eleições municipais

O deputado afirmou que o PT tem chances concretas alcançar resultados “expressivos” nas eleições municipais deste ano, especialmente em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia. “A política de alianças com o PMDB e outros partidos que integram a base do governo Dilma em Goiás vai ser adotada nas eleições deste ano.”

Otoni aponta que, em Anápolis, a meta do PT é assegurar a reeleição do prefeito João Gomes: “Estamos trabalhando para manter o projeto iniciado com a eleição de Antônio Gomide. O prefeito João Gomes tem dado sequência ao trabalho administrativo e alcança alta avaliação junto ao eleitorado anapolino.”

Em Goiânia, segundo o deputado, o PT terá candidato próprio à sucessão do prefeito Paulo Garcia, não descarta aliança com o PMDB. “O PT não fecha as portas, conversa com os partidos da aliança da presidente Dilma. O PMDB participa da atual administração e é natural que as conversas aconteçam”. O parlamentar disse que o prefeito Paulo Garcia está recuperando a imagem de ua gestão junto à população goianiense. “O prefeito tem adotado medidas administrativas que estão dando novo ritmo à cidade, além de concluir obras importantes anunciadas durante a campanha eleitoral de 2012.”

Em Aparecida de Goiânia, Otoni diz que o PT tem pré-candidato a prefeito – Adriano Montovani -, mas que as conversas prosseguem com o PMDB do prefeito Maguito Vilela. “Em Aparecida, o PT é aliado do PMDB, participa do governo Maguito. Estamos conversando e a tendência é a convergência naquela cidade.”

Rubens Otoni assegurou estar visitando os municípios goianos, em todas as regiões, para estimular o lançamento de candidatos a prefeito e vereador. “A eleição para prefeito discute mais os temas locais do que os estaduais e federais. O PT tem lançado candidatos competitivos em dezenas de municípios goianos.”

Celg

Mesmo sendo membro do PT, o deputado federal crítica a intenção do governo da presidente Dilma querer desestatizar a Celg. Segundo ele, o governo federal deveria investir recursos nas empresas elétricas, devido a função social no desenvolvimento que elas representam. Apear do processo encaminhado, Rubens Otoni acredita que ainda é possível sensibilizar o governo federal e evitar a venda da companhia goiana.

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