Pacto da unidade das oposições
Redação DM
Publicado em 8 de abril de 2017 às 02:24 | Atualizado há 9 anos
Dirigentes do PMDB e do DEM decidiram que melhor que uma boa briga é um bom acordo. E foi neste entendimento que decidiram fazer um pacto pela unidade política da oposição. O primeiro a defender esta ideia foi o ex-governador e ex-prefeito Maguito Vilela. Em entrevista ao DM, no dia 30 de março, Maguito disse que há espaço para o PMDB, para o DEM e para outros partidos na chapa das oposições em 2018.
As palavras do ex-governador devem ter sensibilizado o senador Ronaldo Caiado. O presidente estadual do DEM promoveu encontro com líderes do PMDB na noite de quinta-feira, concordando com a tese de Maguito, de que é melhor que todos os partidos de oposição caminhem juntos na sucessão estadual.
Participaram da reunião o deputado federal Daniel Vilela, que também é presidente estadual do PMDB, o seu colega de bancada Pedro Chaves, o ex-governador Maguito Vilela, a primeira-dama do Município de Goiânia e presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Iris Araújo, e os cinco deputados estaduais do PMDB: José Nelto, Bruno Peixoto, Paulo Cezar Martins, Livio Luciano e Wagner Siqueira, o Waguinho.
O registro da reunião foi feito pelo jornalista Jarbas Rodrigues, da coluna Giro, de O Popular. De acordo com o colunista, Daniel Vilela teria concordado com a decisão de que o candidato do grupo só seria escolhido em 2018.
Entrevistado pelo DM, o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual José Nelto, resumiu o espírito da reunião: “Nosso adversário não está na oposição, ele está no Palácio das Esmeraldas. Não faz sentido os partidos de oposição brigarem entre sí, facilitando as coisas para o governo”, frisa.
Para José Nelto, o marconismo está em crise, com demonstrações de insatisfações dos partidos da base governista. Na sua avaliação isto torna cada vez mais necessário o diálogo entre todos os partidos que fazem oposição ao marconismo e para além dele. “Temos que estimular a construção de um projeto de unidade da oposição, e, ao mesmo tempo, abrir canais com lideranças que estão em partidos da base governista, porém expressam insatisfação com os rumos do governo”, justifica.
Nas últimas semanas uma série de insatisfações foram expressadas por líderes que podem ser considerados fiadores do projeto que levou o governador Marconi Perillo (PSDB) ao poder partir de sua vitória em 1998. Decanos da política como o deputado federal Roberto Balestra (PP) e a senadora Lúcia Vânia (PSB) mostraram desconforto com os rumos da sucessão estadual na base governista. O mesmo pode ser dito do secretário do Meio Ambiente, Vilmar Rocha (PSD) e da deputada federal Magda Mofato (PR).
Auto-entitulado conselheiro do PMDB o ex-prefeito de Aparecida Maguito Vilela defende que o PMDB converse com todos os líderes de todos os partidos. José Nelto segue à risca este “mantra” do dirigente peemedebista. “Temos que estar com as portas abertas para ouvir o que pensam Lúcia Vânia, Magda Moffato, Jovair Arantes, Vilmar Rocha, Antônio Gomide e tantos outros deputados e presidentes de partidos políticos”, resume.
De acordo com Zé Nelto o ex-prefeito Maguito Vilela voltou a frisar que não pretende ser candidato em 2018, enfatizando a sua condição de conselheiro político do PMDB. O lua-preta peemedebista reiterou que é preciso dar espaço a novas lideranças, numa referência direta ao filho, Daniel Vilela, mas, ao mesmo tempo, avalia que não deve haver pré-condições para a aliança em 2018. “Tempos que continuar trabalhando, construindo a unidade e no momento certo, que é o período das convenções, serão criados os critérios para construir a chapa, onde cada liderança terá um papel a desempenhar”, conclui.