Política

Paulo Garcia aponta queda na despesa com pessoal

Redação DM

Publicado em 28 de junho de 2016 às 02:54 | Atualizado há 10 anos

O pre­fei­to Pau­lo Gar­cia e di­ver­sos se­cre­tá­rios mu­ni­ci­pa­is com­pa­re­ce­ram on­tem à re­u­ni­ão da Co­mis­são Mis­ta da Câ­ma­ra de Go­i­â­nia pa­ra pres­ta­ção das con­tas do 1º quadrimestre de 2016 da Pre­fei­tu­ra de Goiânia. Gar­cia co­me­mo­rou a re­du­ção das des­pe­sas em 8,8%, o que pa­ra ele se de­ve ao fa­to da re­du­ção de 10,27% dos gas­tos com pes­so­al e en­car­gos so­ci­ais, re­pre­sen­tan­do R$596 mi­lhões, em com­pa­ra­ção ao mes­mo pe­rí­o­do de 2015.

“De maio de 2015 a abril de 2016, a re­cei­ta lí­qui­da evo­lu­iu 10,76%, en­quan­to nos­sas des­pe­sas no mes­mo pe­rí­o­do cres­ce­ram ape­nas 5,4%, o que é es­sen­cial pa­ra equa­cio­nar as con­tas pú­bli­cas do mu­ni­cí­pio”, afir­mou o se­cre­tá­rio mu­ni­ci­pal de Fi­nan­ças, Je­o­val­ter Cor­reia.

No qua­dri­mes­tre, o com­pro­me­ti­men­to da Re­cei­ta Cor­ren­te Lí­qui­da com gas­tos de pes­so­al che­gou a 47,99%, abai­xo do li­mi­te pru­den­ci­al de 51,30% exi­gi­do pe­la Lei de Res­pon­sa­bi­li­da­de Fis­cal, ín­di­ce tam­bém res­sal­ta­do co­mo po­si­ti­vo pe­lo pre­fei­to. “Nos­sa Ca­pi­tal é a me­nos en­di­vi­da­da do Pa­ís e a ca­pa­ci­da­de de en­di­vi­da­men­to é gran­de, ou se­ja, po­de­mos con­tra­tar obras”, res­sal­tou Gar­cia.

As re­cei­tas, se­gun­do os da­dos in­for­ma­dos pe­la Se­cre­ta­ria de Fi­nan­ças, ti­ve­ram um cres­ci­men­to efe­ti­vo de 5,64% de ja­nei­ro a abril, já des­con­ta­da a in­fla­ção, e fi­ca­ram em R$1 bi­lhão 498 mi­lhões. O in­cre­men­to se de­veu à ele­va­ção de ar­re­ca­da­ção no Im­pos­to so­bre a Pro­pri­e­da­de Pre­di­al e Ter­ri­to­ri­al Ur­ba­na (IP­TU) na or­dem de 14,93%  e Im­pos­to So­bre Ser­vi­ços de Qual­quer Na­tu­re­za (ISS) em 4,03%, o que cor­res­pon­de a R$ 603 mi­lhões 797 mil.  Hou­ve, no en­tan­to, que­da na re­cei­ta tri­bu­tá­ria e na ar­re­ca­da­ção do Im­pos­to So­bre Trans­mis­são de Imó­veis (IS­TI), me­nos 7,17%, e Im­pos­to de Ren­da Re­ti­do na Fon­te (IRRF), que­da de 43,47%.

De acor­do com o pre­fei­to, os in­ves­ti­men­tos em Sa­ú­de e Edu­ca­ção con­ti­nuam aci­ma dos li­mi­tes cons­ti­tu­ci­o­nais mínimos. Na Sa­ú­de, fo­ram apli­ca­dos 18,24%, ín­di­ce aci­ma dos 15% es­ta­be­le­ci­dos pe­la Cons­ti­tu­i­ção Fe­de­ral. Com Edu­ca­ção, fo­ram in­ves­ti­dos 26,01%, tam­bém su­pe­ri­or ao ín­di­ce es­ta­be­le­ci­do de 25%.

 

“IP­TU é le­gal”

Na au­diên­cia so­bre pres­ta­ção de con­tas do pri­mei­ro qua­dri­mes­tre do ano (ja­nei­ro a abril), na Co­mis­são Mis­ta da Câ­ma­ra, o pre­fei­to Pau­lo Gar­cia dis­se que o adi­cio­nal do IP­TU so­bre imó­veis edi­fi­ca­dos em Go­i­â­nia “é per­fei­ta­men­te le­gal, ou se­ja, es­tá co­ber­to pe­la le­ga­li­da­de. Se hou­ver al­gum ti­po de er­ro, a equi­pe tri­bu­tá­ria da pre­fei­tu­ra fa­rá a de­vi­da cor­re­ção. Creio que não fi­ze­mos na­da er­ra­do. Por­tan­to, a chan­ce de er­ro é pe­que­na”, re­a­fir­mou.

O se­cre­tá­rio de Fi­nan­ças, Je­o­val­ter Cor­reia, por sua vez, re­a­fir­mou a pos­tu­ra do pre­fei­to, ao di­zer que o adi­cio­nal cons­ta do ar­ti­go 12 do Có­di­go Tri­bu­tá­rio Mu­ni­ci­pal (CTM), que re­gu­la­men­ta, en­tre ou­tras coi­sas, a co­bran­ça so­bre acrés­ci­mo na área edi­fi­ca­da. “Ou se­ja, es­tá cor­re­ta a co­bran­ça. Não tem er­ro. In­clu­si­ve, es­sa co­bran­ça po­de­ria es­tar sen­do fei­ta há mais de cin­co anos”, frisou.

O pre­si­den­te da Câ­ma­ra, An­sel­mo Pe­rei­ra, dis­se que o de­cre­to se­rá vo­ta­do em ple­ná­rio, não ha­ven­do “ne­nhum mo­ti­vo pa­ra in­ter­rom­per sua tra­mi­ta­ção”. (Com in­for­ma­ções do Por­tal da Câ­ma­ra)

 

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