PF faz busca na casa de Bolsonaro e informa que não encontrou armas durante operação
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 8 de julho de 2026 às 13:45 | Atualizado há 1 hora
Mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar | Foto: Pedro Ladeira
A Polícia Federal (PF) concluiu, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Ao final da diligência, a corporação informou que nenhum dos materiais previstos no mandado judicial foi localizado durante as vistorias realizadas no imóvel.
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A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e tinha como objetivo localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro de armamentos. De acordo com o relatório da PF, os agentes permaneceram na residência entre 7h e 8h59 e realizaram buscas em todos os ambientes do imóvel, acompanhados por duas testemunhas. Ao término da operação, nenhum armamento foi encontrado.
Defesa afirma que operação terminou sem apreensões
Em publicação na rede social X, o advogado João Henrique Freitas, que representa Jair Bolsonaro, confirmou a realização da operação e afirmou que a diligência foi determinada por Alexandre de Moraes.
Segundo o defensor, o mandado previa a busca por armas, munições, acessórios e documentos referentes a armamentos registrados em nome do ex-presidente. Ele acrescentou que a operação durou aproximadamente uma hora e foi encerrada sem a apreensão de qualquer item.
A nova diligência ocorre após Moraes manter Bolsonaro em prisão domiciliar e determinar que todas as armas registradas em nome do ex-presidente fossem entregues à Polícia Federal.
Relembre o caso
A decisão do ministro foi tomada depois que uma arma registrada em nome de Jair Bolsonaro foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, realizada na noite de segunda-feira (15), em Taguatinga.
Na ocasião, o armamento estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável por conduzir o veículo abordado. Segundo informações confirmadas pela Jovem Pan, o agente apresentou porte funcional e informou aos policiais que a arma estava com defeito e seria encaminhada para manutenção.
Após prestar depoimento, o militar foi liberado. A arma, por sua vez, permaneceu apreendida e o caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul. A unidade é responsável por apurar as circunstâncias da ocorrência, verificar a documentação do armamento e analisar a legalidade do transporte realizado.