Política

PMDB e aliados ainda à espera da volta de Iris

Redação DM

Publicado em 4 de agosto de 2016 às 03:06 | Atualizado há 1 ano

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Dirigentes e parlamentares do PMDB, DEM, PRP e Solidariedade ainda alimentam a expectativa de uma reviravolta no processo político-eleitoral de Goiânia: o retorno da candidatura de Iris Rezende. A dificuldade em encontrar um nome competitivo para lançar à Prefeitura de Goiânia estimulou os cardeais dos quatro partidos a procurarem Iris Rezende, na tentativa de demovê-lo da decisão de afastar-se da vida pública em Goiás.

Satisfeito com a aliança DEM/PMDB, que lhe proporcionou a vitória para o Senado, em 2014, Ronaldo Caiado procurou Iris Rezende, por várias vezes, para mostrar a conveniência da candidatura do líder peemedebista ao Paço Municipal, tendo como principal argumento manter os partidos unidos, visando a sucessão estadual de 2018.

O ex-governador e atual prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, também foi ao escritório de Iris Rezende, para sondar o ex-prefeito sobre um possível recuo de sua posição de ficar fora da disputa eleitoral deste ano.

O deputado federal Daniel Vilela, o vice-prefeito Agenor Mariano e os deputados estaduais Bruno Peixoto e José Nelto também argumentam que a volta de Iris ao processo eleitoral preserva a “unidade” da oposição na Capital. “A decisão é pessoal e devemos respeitá-la, mas ainda há tempo para Iris Rezende fazer uma reflexão e, quem sabe, retomar o projeto de disputar a prefeitura”, sustenta o vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano.

Para o líder da bancada estadual do PMDB, José Nelto, o seu partido está dividido entre lançar candidato próprio e apoiar a candidatura de Vanderlan Cardoso (PSB). “Iris Rezende não deu sinais de que poderá mudar de posição. O PMDB não tem um nome competitivo para a disputa a prefeitura. O partido está, portanto, dividido e sem rumo, desde que Iris se afastou”.

O presidente estadual do PRP, Jorcelino Braga, e o deputado estadual Major Araújo (pré-candidato a prefeito) também atuam para que Iris Rezende mude de posição e retome sua candidatura.

O ex-deputado federal Armando Vergílio, presidente estadual do Solidariedade, diz que Iris Rezende une a oposição na Capital e provoca consequências “positivas” ao processo eleitoral de 2018. Vergílio foi candidato a vice-governador na chapa de Iris, em 2014. Da mesma forma pensa o deputado federal Lucas Vergílio, seu filho.

Caiado com Iris

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, afirmou, em entrevista à rádio 7330/AM, que a definição do partido sobre a candidatura a prefeito de Goiânia vai seguir o nome escolhido pelo peemedebista Iris Rezende. “É preciso deixar bem claro para não pairar nenhuma dúvida em relação ao Democratas. O partido vai marchar ao lado de Iris Rezende. Essa é a decisão do Democratas. Vamos esperar até dia 5, à meia-noite, pela decisão do ex-prefeito. Por um fato simples. A minha característica é ser grato e leal às pessoas que estiveram comigo na minha trajetória política”, disse.

Caiado negou que fizesse negociações com qualquer outro partido e garantiu que não tem um plano B. “Eu respeito o Delegado Waldir, que é meu colega de Parlamento. Mas em hora nenhuma partiu da liderança do Democratas a iniciativa de procurá-lo. Nunca botei pé em duas canoas. Minha posição será de acompanhar Iris Rezende. O Democratas não tem articulação com nenhum outro partido, não tem plano B”, garantiu.

A explicação para esta postura é que, além de sua lealdade, nunca surgiu um nome na oposição capaz de unir a oposição como ocorreu em 2014. “O momento em que ele abriu mão de uma candidatura não teve nenhum nome que aglutinasse o que construímos em 2014”.

“Precisamos transmitir às cidades do interior que este grupo ­­- composto pelo PMDB, Democratas, PRP e Solidariedade – está unido. Temos de dar o sinal principalmente na Capital. E depois que o ex-governador Iris Rezende abriu mão nenhum nome emergiu com capacidade e liderança para aglutinar. Mas não podemos agora dar sinal de dispersão. Temos de alicerçar Goiânia e sinalizar que esta unidade está mantida também para 2018”, resumiu.

Plano B de Maguito

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, seu filho, deputado federal Daniel Vilela, e outros seguidores respeitam a decisão de Iris Rezende de afastamento da vida pública, embora vejam no líder peemedebista o preferido das bases partidárias e da população para concorrer à Prefeitura de Goiânia. Maguito chegou a enviar uma carta a Iris ressaltando a trajetória do ex-prefeito e vinculando sua carreira política à do peemedebista.

Com Iris fora e sem um candidato competitivo, o PMDB, na opinião de Maguito Vilela, deveria apoiar a candidatura do empresário Vanderlan Cardoso (PSB), com a indicação do candidato a vice. “O PMDB tem valorosos companheiros que poderiam disputar a prefeitura, mas não há um nome competitivo, forte, à altura de Iris. Por isso, acho que o partido poderia fazer uma aliança com Vanderlan Cardoso, que tem boas relações com o PMDB”.

O deputado federal Daniel Vilela, presidente estadual do PMDB, acompanha o posicionamento do pai, Maguito, ao defender apoio do partido à candidatura de Vanderlan Cardoso. “Sem um nome forte e com chances reais de obter êxito nas eleições, o PMDB precisa avaliar uma coligação majoritária, quem sabe em apoio a Vanderlan Cardoso”.

 

 

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