Pré-campanha não deslancha
Redação DM
Publicado em 28 de junho de 2016 às 02:34 | Atualizado há 1 anoA pré-campanha à prefeitura de Goiânia ainda não ganhou as ruas, principalmente em razão das atenções estarem voltadas para a crise política nacional, com o foco no debate sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
A incerteza do ex-governador Iris Rezende (PMDB) de concorrer, pela quarta vez, ao Paço Municipal, também tem contribuído para “esfriar” a movimentação dos pretendentes à sucessão municipal na Capital.
A proibição de doações de empresas às campanhas eleitorais é outro fator inibidor da agitação antecipada dos pretendentes à cadeira do prefeito Paulo Garcia (PT). Nestas eleições, os prefeitáveis contarão apenas com doações financeiras de pessoas físicas e do fundo partidário. Mas o fantasma do caixa dois não está afastado, o que aumentará a vigilância do Ministério Público Eleitoral.
Dos dez pré-candidatos à sucessão em Goiânia, apenas os deputados federais Giuseppe Vecci (PSDB) e Delegado Waldir Soares, empresário e ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso, deputada estadual Adriana Accorsi, deputado estadual Francisco Júnior (PSD) e o vereador Djalma Araújo cumprem agenda de visita aos bairros da cidade. Os demais preferem ocupar espaços oferecidos pelos veículos de comunicação social, principalmente as emissoras de rádio AM e FM para apresentar suas propostas aos eleitores.
Vecci, Delegado Waldir, Vanderlan, Adriana, Francisco e Djalma têm procurado visitar feiras livres, mercados centrais, igrejas e outros locais que possam permitir maior contato com a população. Aproveitam para apresentar propostas e tornarem-se conhecidos dos eleitores. Nesses encontros, os prefeitáveis são sempre acompanhados de pré-candidatos a vereador de seus respectivos partidos ou de legendas aliadas.
Enquanto a campanha eleitoral não começa, o que deverá ocorrer a partir de 16 de agosto, após as convenções partidárias, os pré-candidatos marcam presença também nas redes sociais, ferramenta que será amplamente utilizada nas eleições municipais deste ano.
Outra ferramenta político-eleitoral utilizada pelos pré-candidatos é a propaganda no rádio e televisão, conhecida como “pílula”, oferecida pelos partidos, através da qual se faça uma rápida comunicação aos eleitores e que tem como consequência dar maior visibilidade popular ao político.
São dez os pretendentes à prefeitura de Goiânia: ex-governador e ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), deputado federal Waldir Soares (PR), empresário e ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PSB), deputada estadual Adriana Accorsi (PT), deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB), ex-deputado federal Luiz Bittencourt (PTB), deputado estadual Francisco Júnior (PSD), vereador Djalma Araújo (Rede), professor universitário Flávio Sofiati (PSOL) e empresário Alexandre Magalhães (PSDC)).
Ao contrário de eleições anteriores, quando muitas começavam em janeiro do ano do pleito, agora a campanha eleitoral terá apenas 45 dias, com a propaganda política no rádio e televisão ocorrendo em 35 dias. Os partidos farão convenções para a escolha de candidatos a prefeito, vice e vereador, além de definir coligações e alianças, no prazo de 20 de julho a 5 de agosto.
Os pré-candidatos sustentam que o eleitor está desinteressado pelo debate sobre a campanha, já que estão “antenados” na questão do impeachment da presidente Dilmar Rousseff e nas atividades da Operação Lava Jato, que investiga atos de corrupção por parte de figurões da República, tanto no Executivo quanto no Legislativo.
Pretendentes ao cargo de prefeito de Goiânia revelaram à reportagem do Diário da Manhã não ser fácil realizar pré-campanha eleitoral sem recursos financeiros, principalmente agora que o Ministério Público está mais atento em relação a gastos que podem contrariar as regras eleitorais definidas para o pleito deste ano. Parte dos postulantes em Goiânia aproveita para dar visibilidade à pré-campanha utilizando-se das redes sociais, retardando o cumprimento de agenda pública, isto é, visita aos 870 bairros existentes na cidade.
Pressão do PMDB
A indefinição do ex-governador Iris Rezende gera preocupação na cúpula do PMDB de Goiânia, já que o partido não dispõe de outro nome capaz de disputar, com chances, as eleições para a prefeitura de Goiânia.
Dirigentes e deputados federais e estaduais, além de pré-candidatos a vereador, pressionam Iris Rezende a entrar na disputa à sucessão municipal. Os otimistas acreditam que o ex-prefeito deverá confirmar sua postulação até 15 de julho próximo.
Na conversa com correligionários do PMDB, Iris Rezende, que comparece, semanalmente, ao seu escritório no Setor Marista, em Goiânia, não descarta a candidatura, mas também não dá sinais de que poderá entrar na disputa eleitoral deste ano. A maioria das lideranças peemedebistas, ouvida pela reportagem do DM, não acredita que o deputado Bruno Peixoto e o vice-prefeito Agenor Mariano possam ser alternativas “viáveis e competitivas” para a sucessão na Capital.
Tom político
Giuseppe Vecci, Delegado Waldir Soares, Vanderlan Cardoso, Djalma Araújo, Francisco Júnior adotam, na pré-campanha, discurso mais crítico em relação à administração do prefeito Paulo Garcia nos eventos que participam, nos bairros de Goiânia. A defesa do prefeito é feita por Adriana Accorsi, aliada de Paulo Garcia.
CALENDÁRIO ELEITORAL PARA AS ELEIÇÕES DE 2016
O calendário das Eleições Municipais 2016, aprovado pelo Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro do ano passado, incorpora as modificações introduzidas pela Lei 13.165, aprovada pelo Congresso Nacional em 29 de setembro de 2015. O calendário contém as datas do processo eleitoral a serem respeitadas por partidos políticos, candidatos, eleitores e pela própria Justiça Eleitoral.
Conforme o previsto na Constituição Federal, a eleição será no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, nos municípios onde houver segundo turno. Os eleitores vão eleger os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros.
- Filiação partidária
Quem quiser concorrer aos cargos eletivos deste ano deve estar filiado a um partido político até o dia 2 de abril de 2016, ou seja, seis meses antes da data das eleições.
- Convenções partidárias
As convenções para a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações devem ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto de 2016.
- Registro de candidatos
Os pedidos de registro de candidatos devem ser apresentados pelos partidos políticos e coligações ao respectivo cartório eleitoral até às 19h do dia 15 de agosto de 2016.
- Propaganda eleitoral
A campanha eleitoral foi reduzida de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, tendo início em 26 de agosto, em primeiro turno.
- Programas de comunicação
A partir do dia 30 de junho fica vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição de multa e de cancelamento do registro da candidatura.
- Propaganda partidária
Já a partir do dia 1º de julho não será veiculada a propaganda partidária gratuita prevista na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/1995) nem será permitido nenhum tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão.
