Prefeito de Goiatuba suspende repasse ao Azulão usando denúncia já arquivada pelo próprio Ministério Público
Redação Online
Publicado em 12 de junho de 2026 às 20:38 | Atualizado há 29 minutos
Mais uma vez, o prefeito Alberto Ribeiro (PP) encontra um novo argumento para tentar suspender os repasses ao Goiatuba Esporte Clube. Desta vez, a justificativa utilizada foi ainda mais polêmica: atribuir a decisão a uma suposta recomendação do Ministério Público.
Mas os documentos mostram outra realidade. A denúncia “anônima” que questionava os repasses ao Azulão foi analisada pelo Ministério Público de Goiás e ARQUIVADA por falta de indícios de irregularidades. Na decisão, a Promotoria reconheceu a existência de previsão legal, plano de trabalho, fiscalização e projetos sociais desenvolvidos pelo clube.
Mais do que isso: foi a própria Prefeitura de Goiatuba que informou ao Ministério Público que os repasses eram legais, que havia fiscalização e que os projetos sociais estavam sendo executados, chegando a pedir o arquivamento da denúncia.
Agora, meses depois, a mesma gestão utiliza esse procedimento já encerrado para justificar a suspensão da parcela de junho.

Os documentos revelam ainda que os prazos concedidos ao clube para apresentação de informações complementares sequer haviam vencido quando o repasse foi bloqueado.

A pergunta que fica é: se o Ministério Público arquivou a denúncia e reconheceu a ausência de irregularidades, por que insistir em usar o nome do MP como justificativa para interromper recursos que mantêm o futebol profissional e projetos sociais que beneficiam crianças, adolescentes e famílias goiatubenses?
Em nota oficial encaminhada à Prefeitura, o Goiatuba Esporte Clube apresentou documentos, esclarecimentos e contestou a suspensão da parcela de junho, sustentando que todas as exigências legais vêm sendo cumpridas e que a justificativa utilizada pelo Município não encontra respaldo na decisão de arquivamento do Ministério Público.

Os fatos estão nos documentos. E contra documentos, não há narrativa.