Prefeitos apoiam novo Brasil em Goiás
Redação DM
Publicado em 26 de março de 2017 às 01:00 | Atualizado há 1 ano
Os prefeitos que comandam as duas entidades que reúnem os chefes de Executivo Municipal de Goiás, apesar de suas posições partidárias distintas em relação à administração estadual, concordam em um ponto: reconhecem o caráter municipalista do governador Marconi Perillo (PSDB) e apoiam a proposta de um novo Brasil em Goiás, ancorada em uma gestão integrada com os municípios.
O prefeito de Hidrolândia, Paulo Sérgio Rezende (PSDB), o Paulinho, que preside a Associação Goiana de Municípios (AGM), e o prefeito de Campos Verdes, Haroldo Naves (PMDB), que preside a Federação Goiana de Municípios (FGM), afirmam que Marconi é um governador municipalista, voltada para o desenvolvimento dos municípios, independentemente dos partidos pelos quais são governados.
Durante a solenidade de posse à frente da AGM, na semana passada, Paulinho disse reconhecer o apoio que Marconi sempre deu aos gestores municipais ao longo dos quatro mandatos. Ressaltou que o governador jamais fez distinção de partidos ou grupos políticos e que sempre esteve com as mãos estendidas para os prefeitos. “Marconi tem feito grandes parcerias, tanto com a AGM, quanto com os municípios”, declarou.
Já o prefeito de Campos Verdes, Haroldo Naves (PMDB), é um dos líderes de partido de oposição a elogiar o governador. Haroldo disse que dará ao governador o título de “Municipalista do Século”. Ele pediu ajuda do Estado para recuperação de pavimentação urbana, cheque construção, aumento do efetivo policial, pavimentação da rodovia que liga a sede do município à BR-080 passando por Alto Horizonte, trecho de 40 quilômetros, apoio para a instalação de uma feira municipal.
O governador Marconi Perillo incluiu os prefeitos dos municípios goianos nas discussões que definiram as prioridades do governo de Goiás nas áreas de Infraestrutura, Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovação, Habitação e Saneamento. O governador recebeu os gestores dos 246 municípios goianos no Palácio das Esmeraldas de novembro de 2016 a fevereiro de 2017. Para ele, o programa pode ser considerado a primeira grande reação à crise econômica vivida pelo Brasil.
Marconi recebeu todos os prefeitos do Estado em audiências individuais para definir as demandas e programar os convênios com os municípios. Nas audiências, os gestores municipais apresentaram ao chefe do Executivo Estadual as principais demandas, com destaque para obras de infraestrutura, construção de moradias populares, ampliação do número de colégios militares e manutenção de hospitais. Nas reuniões estiveram presentes auxiliares administrativos e deputados estaduais e federais.

Todos os pedidos foram encaminhados pelo governador aos secretários estaduais que elaboraram o impacto financeiro dos investimentos. Com a conclusão do estudo, foi decidido que serão destinados R$ 500 milhões para convênios e parcerias com as prefeituras; sendo R$ 250 milhões neste ano e R$ 250 milhões em 2018.
Os R$ 500 milhões que serão aplicados nos municípios não são parte dos recursos adquiridos com a venda da Celg, mas apenas do Tesouro Estadual. O dinheiro repassado pela Enel ao Estado possui destinação carimbada e só pode ser aplicado diretamente pelo governo de Goiás, e não transferido às prefeituras.
O capital é fruto do amplo ajuste fiscal implementado pelo governo de Goiás, a partir do final de 2014 e que prosseguiu em 2015 e 2016, para enfrentar a crise econômica nacional e garantir o equilíbrio das contas públicas. Os intercâmbios comerciais também foram decisivos com vistas à atração de investimentos e à geração de riqueza para a população de Goiás. Também com esse propósito, nos últimos dois mandatos o governador recebeu 50 embaixadores no Palácio das Esmeraldas.
Os prefeitos recebidos por Marconi elogiaram a atitude republicana do governador, que abriu as portas do Palácio das Esmeraldas pensando no desenvolvimento econômico e social do Brasil, independente da posição partidária do gestor. Eles ressaltaram também que sem o apoio do Governo do Estado seria impossível atender aos anseios da sociedade. Deputados estaduais e federais destacaram que a atitude de Marconi Perillo, inédita, deveria ser copiada por todos os governadores do País.
Goiás na Frente: investimentos aplacam todo o Estado

Levantamento feito pela reportagem do DM na lista de obras que receberão recursos da privatização da Celg Distribuição, arrematada pela gigante italiana Enel por R$ 1,1 bilhão, mostra que ao menos 64 municípios serão beneficiados pelo governo Marconi Perillo. O critério de aplicação das receitas provenientes da venda da companhia é técnico, segundo as necessidades de cada região, mas a distribuição das intervenções mostra que cidades governadas pela situação e pela oposição receberão os investimentos, que integram o Programa Goiás na Frente 2017-2018.
O levantamento mostra que, apesar de serem minoria no universo do Estado, os prefeitos de oposição ficam com proporção maior de recursos que os aliados: 36,4% das obras estão em cidades governadas por partidos que não estão alinhados com o governo do Estado, apesar de represetarem 21,8% da relação de cidades beneficiadas.
Na relação estão cidades de todos os portes econômicos e populacionais, de Goiânia, governada pelo oposicionista Iris Rezende, do PMDB, a Jaupaci, governada por Laerte Dourado, do aliado PSD, passando por Goiás (Selma Bastos, PT), Formosa (Ernesto Roller, PMDB), Morrinhos (Rogério Troncoso, PTB) e Caldas Novas (Evandro Magal, PSDB). Em Goiânia, a relação de obras que receberão do governo de Goiás recursos da privatização tem sete obras, com destaque para saúde e infraestrutura. Ao todo, serão aplicados, na primeira etapa, R$ 840 milhões, valor que inclui receitas de outras fontes além da receita da venda da Celg (veja a lista).
O governador Marconi Perillo definiu na sexta-feira, por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado, a destinação de parte dos recursos do Programa de Investimentos e Entrega de Obras e Benefícios Goiás na Frente. No decreto, o governador apresenta a relação de obras que receberão os recursos da privatização da Celg Distribuição.
Marconi e sua equipe trabalham agora na definição das demais obras e montantes de recursos do Goiás na Frente. A relação completa será apresentada à população durante a apresentação do Programa Goiás na Frente, na próxima quinta-feira (30 de março), às 10h30, em ato público no Palácio da Música, Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON).
A relação das obras que receberão os investimentos provenientes da receita da privatização consta do Decreto Número 8.918, publicado no Suplemento da edição do Diário Oficial do Estado de sexta-feira (24). A lista traz investimentos em rodovias (obras de duplicação, construção, reconstrução e conclusão de trechos), saúde (hospitais, Credeqs e Ambulatório Médico de Especialidades) e obras civis (Aeroporto de Cargas, Centro de Convenções e Anel Viário, em Anápolis).
Os investimentos nos três setores serão de R$ 842.447.056,28 – R$ 500 milhões nas rodovias, R$ 240 milhões na área da Saúde, e R$ 102.447.056,28 na conclusão de obras civis. “Os recursos financeiros originários da alienação das ações integralizadas do capital social da CELG Distribuição S.A (Celg D) deverão ser aplicados nas obras prioritárias a seguir relacionadas”, afirma o texto do decreto, ressaltando o que o governador vinha afirmando, em entrevistas à imprensa, que os recursos seriam investidos em obras consideradas prioritárias.
São 53 obras de infraestrutura (rodovias), 20 obras na área da Saúde, e 10 obras civis. Dentre as obras na malha rodoviária, está a duplicação de quatro rodovias: GO-070, GO-213, GO-080 e GO-010. As obras rodoviárias estão divididas em três grupos. Em dois deles, há a especificação de que serão utilizados também recursos do Tesouro Estadual e do BNDES. Em meio às obras da Saúde, está a construção dos Centros de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeqs) em Caldas Novas, Morrinhos, Goianésia, e Quirinópolis. Constam, também, seis Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), e obras de expansão do Hugol e do HDT, dentre outros hospitais.
As obras civis serão realizadas nas cidades de Alto Paraíso, Anápolis, Goiás, Posse, Santo Antônio do Descoberto e São Luiz dos Montes Belos. Dentre elas estão a conclusão do aeroporto de cargas, Centro de Convenções de Anápolis, e anel viário. Abaixo estão as tabelas do Decreto Número 8.918, que dispõe sobre a aplicação dos recursos provenientes da privatização da Celg Distribuição, que foi arrematada pela italiana Enel.
Marconi define parte de recursos do Programa Goiás na Frente
O governador Marconi Perillo definiu, na sexta-feira, a destinação de parte dos recursos do Programa de Investimentos e Entrega de Obras e Benefícios Goiás na Frente. Em decreto publicado no Diário Oficial do Estado, Marconi apresenta a relação de obras que receberão os recursos da privatização da Celg Distribuição.
O governador e sua equipe trabalham agora na definição das demais obras e montantes de recursos do Goiás na Frente. A relação completa será apresentada à população durante a apresentação do Programa Goiás na Frente, na próxima quinta-feira (30 de março), às 10h30, em ato público no Palácio da Música, Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON).
A relação das obras que receberão os investimentos provenientes da receita da privatização consta do Decreto Número 8.918, publicado no Suplemento da edição do Diário Oficial do Estado de sexta-feira (24). A lista traz investimentos em rodovias (obras de duplicação, construção, reconstrução e conclusão de trechos), saúde (hospitais, Credeqs e Ambulatório Médico de Especialidades) e obras civis (Aeroporto de Cargas, Centro de Convenções e Anel Viário, em Anápolis).
Os investimentos nos três setores serão de R$ 842.447.056,28 – R$ 500 milhões nas rodovias, R$ 240 milhões na área da Saúde, e R$ 102.447.056,28 na conclusão de obras civis. “Os recursos financeiros originários da alienação das ações integralizadas do capital social da Celg Distribuição S.A (Celg D) deverão ser aplicados nas obras prioritárias a seguir relacionadas”, afirma o texto do decreto, ressaltando o que o governador vinha afirmando, em entrevistas à imprensa, que os recursos seriam investidos em obras consideradas prioritárias.
São 53 obras de infraestrutura (rodovias), 20 obras na área da Saúde e 10 obras civis. Dentre as obras na malha rodoviária está a duplicação de quatro rodovias: GO-070, GO-213, GO-080 e GO-010. As obras rodoviárias estão divididas em três grupos. Em dois deles, há a especificação de que serão utilizados também recursos do Tesouro Estadual e do BNDES. Em meio às obras da Saúde, está a construção dos Centros de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeqs) em Caldas Novas, Morrinhos, Goianésia, e Quirinópolis. Constam, também, seis Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), e obras de expansão do Hugol e do HDT, dentre outros hospitais.
As obras civis serão realizadas nas cidades de Alto Paraíso, Anápolis, Goiás, Posse, Santo Antônio do Descoberto e São Luiz dos Montes Belos. Dentre elas estão a conclusão do aeroporto de cargas, Centro de Convenções de Anápolis, e anel viário. Abaixo estão as tabelas do Decreto Número 8.918, que dispõe sobre a aplicação dos recursos provenientes da privatização da Celg Distribuição, que foi arrematada pela italiana Enel.