Preso por desvio de R$ 6,32 bilhões participou da gestão de Marconi Perillo em Goiás
Redação Online
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 14:14 | Atualizado há 5 meses
Defesa de Antônio Carlos não se manifestou sobre a passagem dele pela Iquego até o fechamento desta edição
O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como um dos principais envolvidos em um esquema bilionário de fraudes no INSS, ocupou cargo na administração estadual durante o terceiro mandato de Marconi Perillo (PSDB). Ele foi nomeado, em fevereiro de 2012, para a diretoria Comercial da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego), função que exerceu até 2014.
Preso desde setembro de 2025, o empresário é investigado por liderar um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões, sem autorização dos beneficiários. De acordo com a Polícia Federal e a CGU, o esquema teria desviado cerca de R$ 6,32 bilhões, atingindo mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas.
A nomeação ocorreu no contexto do contrato firmado pelo governo estadual com a Cruz Vermelha Brasileira, que assumiu a gestão da Iquego com a justificativa de reestruturar financeiramente a estatal. À época, a empresa acumulava dívidas estimadas em R$ 58 milhões.
A Iquego voltou a aparecer nas investigações após surgir em documentos e depoimentos reunidos pela Polícia Federal. Reportagens indicam que, anos depois de deixar o cargo, Antônio Carlos teria buscado intermediar parcerias envolvendo contratos nas áreas de canabidiol e nutrição infantil.
A defesa de Antônio Carlos não se manifestou sobre a passagem dele pela Iquego até o fechamento desta edição. O empresário responde às investigações pelo suposto esquema de fraudes no INSS, considerado um dos maiores desvios da história da Previdência.
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