Projeto de Lúcia Vânia altera trabalho insalubre para grávidas
Redação DM
Publicado em 14 de agosto de 2018 às 02:09 | Atualizado há 8 anos
Já está tramitando no Senado um projeto de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO) que corrige pontos polêmicos da Reforma Trabalhista aprovada no ano passado. Em entrevista à rádio Bons Ventos, ontem, a parlamentar explicou que se absteve na votação do projeto depois que o texto foi alterado no Plenário e o governo federal prometeu apresentar uma medida provisória tratando do trabalho intermitente e do trabalho insalubre para grávidas. Todavia, o governo enviou o novo projeto com atraso e a MP perdeu a validade, como Lúcia Vânia já desconfiava que iria acontecer, lembrou ela.
Os dois temas ficaram sem regulamentação na reforma e o projeto de Lúcia Vânia vem justamente corrigir os dois pontos. “A maternidade é de responsabilidade da sociedade porque, além da questão humanitária, que é muito importante, tem sua função social e é dever do Estado protegê-la”, disse a senadora. Ela explicou que uma criança que tem uma gestação protegida vai se tornar um adulto bem formado e contribuir com a sociedade.
A senadora também fez um balanço do seu mandato no Senado Federal. “Sempre trabalhei pensando na população goiana e no resultado desse trabalho”, afirmou. A parlamentar defendeu ainda as reformas política e tributária e uma reforma da previdência que corte os privilégios do sistema, mas que não prejudique os trabalhadores.
“A reforma política é a principal de todas as reformas”, afirmou a senadora ao defender a redução do número de partidos e uma mudança no sistemaeleitoral.“Precisamosimplantaro voto distrital”, disse. Lúcia Vânia também defendeu uma reforma tributária. Segundo a senadora, a incidência detributossobreafolhadepagamento é muito elevada, o que acaba prejudicando a geração de emprego e incentivando a informalidade.
Na avaliação da senadora, a reforma tributária também vai possibilitar uma distribuição equilibrada de recursos para os municípios. “Quem frequenta as prefeituras sabe que não é possível continuar da forma que está. Os prefeitos acabam dependendo das emendas parlamentares e eles precisam ter mais autonomia”, afirmou a senadora, que sempre esteve presente nos municípios goianos buscando uma forma de resolver os gargalos das administrações municipais.
A senadora falou ainda sobre os trabalhos desenvolvidos por ela durante sua trajetória na vida pública, como a implementação do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), acriaçãodoProgramadeErradicação do Trabalho Infantil (Peti) e a autoria doprojetodeleiqueregularizouosincentivosfiscaispreservandoageração de 500 mil empregos em Goiás.