PT e PCdoB discutem aliança
Redação DM
Publicado em 19 de maio de 2018 às 02:25 | Atualizado há 8 anos
As direções do PT e do PCdoB estão conversando a formação de uma aliança paras as eleições de outubro em Goiás. Os partidos são tradicionais aliados no Estado, tendo disputados juntos as eleições de 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, garantindo na maioria destas disputas a eleição de deputados federais e estaduais para ambas legendas. Pré-candidata ao governo pelo PT, a professora Kátia Maria dos Santos revela que estão sendo feitas tratativas para composição das duas legendas nas chapas majoritária e proporcional.
HISTÓRIA
Ao longo das últimas eleições, PT e PCdoB promoveram alianças que garantiram representação para estas legendas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Em 1998, PT , PCdoB e PDT formalizaram coligação tendo como candidato ao governo o professor Osmar Magalhães (PT), que ao final somou ,3,15% . Foram eleitas para Assembleia Legislativa Denise Carvalho (PC do B), Isaura Lemos (PDT) e o deputado Rubens Otoni (PT). Para Câmara Federal, Pedro Wilson (PT). Em 2002, nova aliança tendo Marina Sant’Anna (PT) como candidata ao governo a chapa recebeu 15,16% dos votos e levou à eleição de dois federais- Rubens Otoni e Pedro Wilson, do PT–e seis estaduais, dos quais três do PT (Luis Cesar Bueno, Paulo Garcia, Ivan Ornelas e Mauro Rubens), um do PCdoB, Fábio Garcia e Isaura Lemos pelo PDT. Nas eleições de 2006, PT e PC do B apoiaram a candidatura do deputado federal Barbosa Neto (PSB) que teve 6,56% dos votos, garantindo a eleição de dois federais (Neide Aparecida e Rubens Otoni, do PT) e seis estaduais: Humberto Aidar, Mauro Rubem e Luis Cesar (PT), Betinha Tejota (PSB), Misael Oliveira e Isaura Lemos (PDT). Em 2010, em aliança com o PMDB de Iris Rezende a aliança PT e PCdoB colocou um representante na Câmara Federal (Rubens Otoni, PT), e fez quatro estaduais: Humberto Aidar, Luis Cesar e Karlos Cabral, pelo PT e Isaura Lemos, pelo PC do B.Em 2014 não houve coligação, o PT lançou Antônio Gomide governador que somou 10,09% dos votos e levou quatro deputados à Alego (Adriana Accorsi, Humberto Aidar, Luis Cesar, Renato de Castro) e um federal (Rubens Otoni). A expectativa das duas legendas é manter o histórico de eleição de representantes na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.
Para Kátia Maria o Estado de Goiás vive um momento de transição. Ela considera que a aliança que há 20 anos governa o Estado esgotou-se no imaginário popular. Em entrevita concedida ao jornalista Altair Tavares, no site Diário de Goiás, a dirigente petista afirma que “existe um esgotamento desse governo que já vem há 20 anos fazendo a ocupação dos espaços de poder do governo estadual, a população clamando por mais saúde, por segurança pública, por geração de trabalho e renda e o que nós sentimos, e a própria pesquisa mostra, o governador saiu do governo estadual com uma desaprovação de 68%”, observa.