Rafael Lousa: “Waldir vira as costas a filiados e a eleitores”
Redação DM
Publicado em 19 de fevereiro de 2016 às 21:29 | Atualizado há 10 anos
“O deputado Waldir Soares optou por se isolar, por renunciar de forma unilateral aos referidos cargos que tinha no PSDB, por virar as costas aos filiados e boa parte de seus eleitores e para o partido que o acolheu a mais de seis anos e lhe deu legenda e espaço.” A reação é de Rafael Lousa, presidente do PSDB Metropolitano que, em nota, rebate os argumentos apresentados pelo pré-candidato a prefeito de Goiânia para desistir de concorrer às prévias tucanas.
Ao ressaltar que respeita a decisão do Delegado Waldir, Rafael Lousa deixa claro, entretanto, que discorda de 20 das 22 razões apresentadas pelo pré-candidato para não participar das prévias do PSDB, marcadas para o próximo domingo. “Assim o fazemos por entendermos que fica claro na própria exposição de motivos apresentada, que o então pré-candidato teve total acesso a todas as informações disponíveis ao longo do processo interno do partido e assim como todos os demais pretendentes, pôde opinar e usufruir ativamente da vida partidária, teve amplo espaço para participar, divergir, buscar convencer, tentar aglutinar e convergir com os colegas de partido e com nossos ilustres filiados O próprio então pré-candidato afirma que participou da formação de todos os órgãos partidários e das reuniões com os diversos segmentos partidários, das discussões e debates nas zonais e com os filiados, e afirma ter sido o primeiro a pedir para ser o representante do partido nas eleições para prefeito, o que demonstra que teve amplo tempo para se relacionar com os membros do PSDB e tentar convencê-los. Não lhe faltaram oportunidades, tempo e espaços para buscar viabilizar sua pré-candidatura dentro do PSDB.”
Na nota, o dirigente tucano sustenta que, apesar de toda “transparência e sinceridade” com que foi atendido, Waldir Soares preferiu dizer que “não precisava de ajuda do partido ou de seus membros e que seria candidato no PSDB ou em qualquer outro partido, demonstrando a todos sua total indiferença, seu desprezo e até descaso com nossos nobres filiados, que tanto nos orgulham e que ajudaram a construir um PSDB forte e representativo em Goiás e em Goiânia.”
Ao longo deste processo, cada um pôde colocar sua opinião individualmente, suas preferências e assim chegamos a ter oito pré-candidaturas.
Rafael Lousa argumenta que nunca tomou conhecimento de nenhuma tentativa do então pré-candidato Waldir de buscar “o apoio de quem quer que seja dentre os demais pré-candidatos e, hoje, o que se constata é que não recebeu de nenhum deles a confiança e nem o apoio que não cultivou.”
Prévias viciadas
O presidente do PSDB Metropolitano contesta a acusação do Delegado Waldir, de que há “vícios” nas regras para a realização das prévias: “Não podemos deixar de esclarecer ainda que os dados cadastrais que constam em nosso banco de dados são declarados pelos próprios filiados no momento de sua filiação e que todos os dados disponíveis foram ofertados publicamente, num mesmo momento e presencialmente a todos os pré-candidatos, sendo inclusive entregues em mãos; e que possíveis desatualizações ou ausência de dados não poderiam ser atribuídas ao partido e se prejudicam, prejudicam de igual forma a todos os pretendentes, o que demonstra a igualdade de condições e não nos parece configurar motivo para a desistência anunciada.”
Sobre a crítica do deputado dissidente de que servidores públicos maculam a “independência” das prévias tucanas, como filiados, Rafael Lousa destaca, na nota que “não procede a alegação de que um número superior a 2 mil filiados estariam trabalhando em órgãos governamentais em várias esferas e isso seria prejudicial à sua postulação, até porque pelos números publicados nos jornais a partir de informações fornecidas pelo próprio ex-candidato, quase 800 destes estariam na Prefeitura de Goiânia, local em que somos oposição e não temos nenhuma influência a pelo menos 16 anos.”
“Além do mais, ao fazer essa argumentação,”, diz o dirigente, “Waldir parece querer induzir a um raciocínio de que servidores públicos mesmo filiados ao mesmo partido que ele, teriam algo contra ele e por isso não votariam nele e em sua totalidade votariam nos demais pré-candidatos.”
Rafael Lousa nega que haja qualquer interferência externa no processo de prévias do PSDB: “Quanto às alegações de interferência externa no processo de escolha, temos que reconhecer que todos os filiados, independente da posição que estejam tem o direito de terem suas preferências e de trabalharem para seus candidatos e se eventuais abusos ocorrerem, devem ser levados a comissão eleitoral, órgão competente para apurar e decidir sobre as acusações, punindo se for o caso, os beneficiados com as alegadas interferências.”
É fundamental também reafirmar nosso total apoio e confiança no trabalho exercido pela comissão eleitoral e em especial, na conduta ilibada, honradez e isenção de seus membros. Todos eles merecem nossos aplausos não só pelo histórico de serviços prestados ao partido, mas principalmente pela forma imparcial e compromissada com que tem exercido suas funções na referida comissão.
Rafael Lousa sai em defesa do governador Marconi Perillo e do vice-governador José Eliton, acusados por Waldir Soares de agir com “parcialidade” nas prévias, em favor do deputado Giuseppe Vecci. “Temos que exaltar e enaltecer também a postura ética, isenta e democrática de nossos dois maiores líderes, que tem advogado sempre pelo aprofundamento da democracia interna e mantido com seus exemplos o fortalecimento e a garantia de que novas lideranças possam surgir, desde que forjadas no corpo a corpo direto com os filiados, no exercício convergente do convencimento e não através de pirotecnia midiática, de um circo acusatório em que processos inquisitórios apontam quem não concorda como suspeitos e culpados pelo fracasso daquele que sequer teve a coragem de enfrentar uma disputa aberta.”