Política

Reportagem revela segredos de Flávio Bolsonaro: orgias, Rolex de R$ 300 mil e lobby no STF

Redação Online

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 23:56 | Atualizado há 2 horas

Flávio Bolsonaro durante agenda de campanha à Presidência | Foto: Reprodução
Flávio Bolsonaro durante agenda de campanha à Presidência | Foto: Reprodução

Uma reportagem do PlatôBR revelou uma série de segredos do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), incluindo orgias bancadas com dinheiro de origem suspeita, mimos de luxo recebidos de parceiros lobistas e uma operação para levar interesses de um cliente ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF. As informações foram obtidas a partir de um arsenal de mensagens, áudios, documentos e fotos guardados por Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio na loja de chocolates Kopenhagen. Há pouco mais de três anos, sentindo-se abandonado, Santini rompeu com Flávio e deflagrou uma cruzada para cobrar o que dizia ter a receber. O ápice da crise foi quando ele procurou Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, para contar detalhes das festas privês com garotas de programa que organizava para o amigo.

No arsenal de Santini havia elementos contundentes, como mensagens que ele enviara para uma agenciadora de garotas de programa no Rio de Janeiro combinando encontros com a presença de Flávio, a quem se referia sempre como “meu filho”. “Fala bb, tudo bem? Eu estava viajando de férias e voltei hj. Vamos marcar outra festinha igual a do grand hyatt. Com os mesmos amigos meus… meu filho + João Pedro. Vc arruma as meninas?”, escreveu Santini à agenciadora. O Grand Hyatt, hotel cinco estrelas na Barra da Tijuca, era um dos locais escolhidos para os encontros, com diárias de R$ 3 mil. As fotos mostradas por Santini a Fernanda foram tiradas lá.

Das contas dos “amigos de Flávio” saía dinheiro para custear agrados luxuosos. É o caso de um relógio Rolex em ouro branco, da linha Submariner Date, que Alan Belaciano comprou para Flávio em uma loja de Brasília. A aquisição foi feita em 10 de fevereiro de 2022. A nota fiscal, emitida em nome do advogado, mostra que o relógio custou R$ 305 mil. Registros guardados por Santini não deixam dúvidas: Belaciano pagou, mas o Rolex era para Flávio Bolsonaro. Belaciano também pagou os equipamentos de academia para a casa que Flávio havia comprado em Brasília, pelo valor declarado de R$ 5,9 milhões.

No final de 2023, Santini lançou uma cartada que deu certo. Mandou uma mensagem a Flávio lembrando de um segredo sensível envolvendo o gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do STF. Sem disfarçar a ameaça, Santini disse ter a informação de que Flávio havia tratado diretamente com Kassio sobre interesses de um cliente que tinha um processo no gabinete do ministro. O caso seria tocado por Alan Belaciano. “Vou te passar apenas uma única informação que considero importante para vc. Vc falou diretamente com o Kassio Nunes e intermediou um cliente em um processo para tratarem disso. Vc é maluco ou inconsequente!”, escreveu Santini. Na mesma tarde, Flávio respondeu: “Terça às 15:00 no meu gabinete ok”. Logo depois, Santini anunciou que o assunto estava encerrado. Hoje, o ex-sócio faz campanha para Flávio.


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