Rússia e Irã condenam ataque dos EUA à Venezuela e ampliam repercussão global
Redação Online
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 10:40 | Atualizado há 6 meses
O governo venezuelano denunciou agressão militar
Rússia e Irã condenaram duramente o ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela nesta sexta-feira (03/01). O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a ofensiva não teve justificativa e refletiu “hostilidade ideológica” acima da diplomacia. Teerã classificou a ação como uma “violação flagrante da soberania nacional” e solicitou intervenção imediata do Conselho de Segurança da ONU.
O presidente americano Donald Trump anunciou a captura de Nicolás Maduro e da esposa após os ataques aéreos. O governo venezuelano denunciou agressão militar após explosões atingirem Caracas e outras regiões, o que levou à decretação do estado de emergência. Moscou cobrou esclarecimentos urgentes de Washington e declarou preocupação com possível retirada forçada do líder venezuelano. Imagens da suposta captura do líder venezuelano circulam em redes sociais (foto).
União Europeia, Alemanha e Espanha expressaram inquietação. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, reforçou a necessidade de respeitar o direito internacional. Madri ofereceu intermediação. Berlim ativou equipe de crise em contato com a embaixada em Caracas. Trinidad e Tobago negou participação nas operações americanas e reafirmou relações pacíficas com o povo venezuelano.
Javier Milei, presidente da Argentina, foi o único líder latino-americano a apoiar abertamente a ofensiva, celebrando nas redes sociais. Cuba, Bolívia e Colômbia condenaram os ataques. Miguel Díaz-Canel classificou a ação como terrorismo de Estado. Evo Morales prestou solidariedade ao povo venezuelano. Gustavo Petro ordenou mobilização militar na fronteira e expressou profunda preocupação com os relatos.
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