Política

Sandes Júnior: “Rincón é gestor eficiente e tocador de obras”

Redação DM

Publicado em 13 de maio de 2015 às 23:05 | Atualizado há 11 anos

 

O deputado federal Sandes Júnior (PP), radialista por profissão, não fugirá à luta caso o seu partido o convoque, pela quarta vez, para disputar a Prefeitura de Goiânia, mas deixa claro que a base do governador Marconi Perillo (PSDB) tem um nome pronto para enfrentar as urnas: o empresário Jayme Rincón, presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop). “Rincón está demonstrando ser um grande empreendedor, tocador de obras, administrador eficiente. Goiânia está paralisada, precisa de um tocador de obras.”

Apesar de reconhecer que Iris Rezende é um “forte candidato”, o deputado do PP diz que o ex-prefeito vai ter que explicar à população de Goiânia o “aval” que deu ao prefeito Paulo Garcia, que, na sua opinião, “não administra bem a cidade.” Sandes sustenta que Iris Rezende terá dificuldades, caso seja candidato novamente, de justificar os “desacertos” da administração comandada pelo PT e PMDB.

Sandes Júnior acredita que, já no segundo semestre, o governador Marconi Perillo (PSDB) apresentará resultados positivos de sua gestão, com a retomada das obras e conclusão do ajuste fiscal. “O governador é um gestor competente e conhece o Estado como ninguém. Com a arrecadação voltando a crescer, seguramente Marconi vai dar novo ritmo ao seu governo, a exemplo do que fez nos três mandatos anteriores.”

 

ENTREVISTA

DM – O senhor acha que o governador Marconi Perillo vai conseguir superar as dificuldades do Estado, resgatar os compromissos com os servidores e imprimir o ritmo administrativo semelhante àquele que conseguiu em seus três mandatos anteriores?

Sandes Júnior – Acredito que sim. O governador Marconi Perillo foi muito bem nos três mandatos anteriores e tenho certeza que esse atual será ainda melhor. Há tempo para ele superar as dificuldades e realizar um ótimo governo. Há uma crise no governo federal. Marconi, à frente do governo federal, tomou medidas saneadoras, ainda no ano passado, ao promover a reforma administrativa, cortes de secretarias e cargos comissionados, para evitar que o Estado entrasse na crise. Não há como separar o Estado, ele integra o País. A partir do segundo semestre, a arrecadação vai aumentar, as obras ganharão ritmo após o período chuvoso. Com o aumento da arrecadação e com o ajuste administrativo, Marconi vai realizar um governo exemplar. Pelas ações corajosas e necessárias, estou certo que o governo Marconi vai sair da crise bem antes do que o governo Dilma.

 

DM – O nome de Marconi Perillo sempre é lembrado para conquistar espaço maior no cenário político nacional, possivelmente candidatando-se a presidente ou a vice-presidente da República, em 2018. Como o senhor avalia?

Sandes Júnior – Embora jovem, Marconi Perillo é muito experiente, inovador, ativo. É governador de Goiás pela quarta vez. O que o governador faz em Goiás é copiado em vários Estados brasileiros e pelo governo federal. O Fiés do governo federal foi inspirado no programa goiano Bolsa Universitária, o Bolsa Família foi inspirado no programa Renda Cidadã. Estou convicto que Marconi terá uma presença marcante, daqui a quatro anos, não só na política goiana como, também, no cenário nacional e, no mínimo, sendo candidato a vice-presidente da República.

 

DM – O senhor já foi candidato a prefeito de Goiânia por três vezes e o seu nome é sempre lembrado pelo PP para concorrer nas eleições do ano que vem. Não sendo candidato, o PP sinaliza na direção do PSDB, com preferência para Jayme Rincón. Por quê?

Sandes Júnior – O meu nome está à disposição do PP para a disputa em Goiânia. Se ele está à disposição do partido, isso significa que poderei ser candidato. Jayme Rincón, do PSDB, é empreendedor. Ele tem realizado um grande trabalho na Agetop. Existem obras marcantes do governo estadual comandadas por Rincón em Goiânia, como a reforma do Autódromo Internacional, construção de viadutos em rodovias que saem da cidade e que têm contribuído para melhorar o trânsito, Centro de Excelência do Esporte, Hugo 2. Jayme Rincón está demostrando ser um grande empreendedor, tocador de obras, administrador eficiente. Goiânia está paralisada, precisa de um tocador de obras. Rincón é, na minha visão, um nome forte do PSDB para ser candidato a prefeito de Goiânia.

 

DM – A oposição cogita, novamente, o nome de Iris Rezende como candidato a prefeito de Goiânia para as eleições do ano que vem. Iris atemoriza a base marconista?

Sandes Júnior – Não podemos desconhecer o potencial do  ex-prefeito Iris Rezende. Ele tem densidade eleitoral em Goiânia. Só que as eleições de 2016 serão diferentes das outras. A população é consciente de que Iris Rezende avalizou o atual prefeito, assinou embaixo e garantiu que Paulo Garcia seria um bom administrador. O que não está acontecendo. Então, em 2016, Iris será muito cobrado por isto. A população está vendo a situação caótica de Goiânia hoje e sabe que ele, Iris, é o grande responsável por ter avalizado o nome de Paulo Garcia para a prefeitura nas eleições de 2012.

 

DM – A propósito, qual a avaliação que o senhor faz da gestão de Paulo Garcia?

Sandes Júnior – A administração de Paulo Garcia, que é homem de caráter e sério, segue a minha linha das demais administrações do PT País afora, muito mal. Goiânia tem problemas, sei que ele tem consciência desses problemas, mas não toma as iniciativas para solucionar esses problemas, infelizmente. O tempo passa e os quatro anos de sua gestão estão acabando e a cidade mergulhada nessa crise, com falta de obras em todas as áreas. Paulo Garcia se saiu bem quando assumiu a prefeitura, com a renúncia de Iris Rezende, mas não conseguiu deslançar no novo mandato. Talvez o grande erro de Paulo Garcia foi o de trocar a equipe de Iris por petistas. O prefeito sabe o que precisa ser feito na cidade, mas as coisas não deslancham, não saem do lugar.

 

DM – O Palácio do Planalto está irritado com o Partido Progressista (PP), o qual o senhor pertence, principalmente em relação aos deputados federais. Como o senhor vê a relação PP/governo Dilma?

Sandes Júnior – Eu votei contra o primeiro projeto do ajuste fiscal, o que altera as regras do seguro-desemprego. A presidente Dilma Rousseff disse, na campanha eleitoral do ano passado, que os trabalhadores brasileiros não precisavam ficar preocupados. Ela disse que “nem que a vaca tussa” os trabalhadores seriam prejudicados. A vaca tossiu e a presidente enviou ao Congresso Nacional um projeto, ao estilo PSDB, prejudicando os trabalhadores. Aliás, os grandes nomes do PT falam, no cafezinho da Câmara, em off, para todos nós, que Joaquim Levy é o ministro do PSDB no governo Dilma, pois tomam as medidas econômicas conhecidas dos governos do PSDB.

 

DM – Ao votar contra o governo no Congresso, o PP não cria um desconforto e ameaça a permanência de seu indicado, Gilberto Magalhães Occhi, no Ministério da Integração Nacional?

Sandes Júnior – Estou à vontade para votar a favor ou contra, de acordo com a minha consciência, porque eu apoiei, em 2014, Aécio Neves para a presidência da República. O PP, nacionalmente, apoiou a candidatura de Dilma Rousseff, mas liberou os estados para tomar a decisão que entendessem melhor. O PP de Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, por exemplo, apoiou Aécio Neves. Já o PP do Rio de Janeiro e São Paulo ficou com Dilma Rousseff. O PP não corre risco de perder o Ministério da Integração Nacional, pois o seu comportamento é o mesmo desde o governo anterior. Já no perdão fiscal, no governo anterior, o PP também se dividiu no Congresso Nacional. Sendo assim, como a presidente Dilma Rousseff precisa varrer para dentro, aglutinar forças, somar apoios políticos, certamente fará tudo para manter o PP na base de sustentação política de seu governo.

 

DM – José Eliton, vice-governador, é o candidato natural da base do governador Marconi Perillo ao goveno de Goiás nas eleições de 2018?

Sandes Júnior – José Eliton é o candidato natural da base do governo Marconi à sucessão estadual, com uma vantagem: ele articula bem, dialoga com todos os segmentos da sociedade, discurso claro, fundamentado e objetivo e franco, clareza e conhecimento da realidade de Goiás, do País e do mundo. José Eliton tem todas as condições de ser o candidato da base marconista e mais do que isso, ser competitivo do ponto de vista eleitoral em 2018.

 

“Estou convicto que Marconi terá uma presença marcante, daqui a quatro anos, não só na política goiana como no cenário nacional e, no mínimo, sendo candidato a vice-presidente da República ”

“A população está vendo a situação caótica de Goiânia hoje e sabe que ele, Iris, é o grande responsável por ter avalizado o nome de Paulo Garcia para a prefeitura nas eleições de 2012”

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