Secretariado de Iris não está formatado
Redação DM
Publicado em 20 de dezembro de 2016 às 01:53 | Atualizado há 10 anosO prefeito eleito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB) ainda não formalizou convites para o seu secretariado e os primeiros nomes só serão conhecidos dia 27 próximo. Os primeiros convites deverão ser feitos esta semana. O peemedebista pretende começar a divulgação dos auxiliares para as pastas de Educação, Saúde, Fazenda e Comurg. Os demais secretários serão revelados apenas dia 1º de janeiro, data da posse.
É possível que Iris Rezende defina logo o titular da pasta de Infraestrutura, já que medidas terão que ser tomadas, já na primeira semana da administração, para a implementação da “Operação Tapa-Buraco”, diante das dificuldades vividas pela cidade durante esse início do período chuvoso, conforme apurou a reportagem.
Nomes
Embora não se conheça ainda o secretariado de Iris Rezende, apurou-se que nomes como os de Agenor Mariano (atual vice-prefeito), Paulo Ortegal (ex-secretário particular do prefeito eleito e conselheiro aposentado do TCM), Dário Campos (ex-secretário de Finanças) e Nailton de Oliveira (ex-prefeito de Bom Jardim de Goiás e ex-presidente estadual do PMDB), Mauro Miranda (ex-senador), Samuel Belchior (ex-deputado estadual), Fernando Santana (ex-secretário municipal), Márcio Correia (ex-secretário municipal), Márcia Carvalho (ex-secretária municipal), Paulo Rassi (ex-secretário municipal), Filemon Pereira (jornalista), Denis Pereira (líder político), Juliano Bezerra, Ozéias Pacheco, Sílvio Fernandes (suplente de vereador), Joel Sant’Anna Braga Filho (ex-secretário municipal) são nomes que poderão auxiliar o peemedebista no Paço Municipal em posições a serem definidas.
O ex-deputado Lívio Luciano (PMDB), que deixou o cargo de secretário-geral do governo de Tocantins, poderá assumir cadeira na Assembleia Legislativa ou ocupar função no secretariado de Iris Rezende. O ex-deputado Wagner Siqueira vai exercer mandato na Assembleia Legislativa ou integrar a equipe de Iris Rezende.
A ex-deputada federal Iris Araújo, mulher do prefeito eleito Iris Rezende, não deverá assumir secretaria no Paço Municipal, mas terá uma função não remunerada, conforme ela mesma confirmou em sua conta no Twitter.
Assédio
Desde que se encerrou o primeiro turno, em 30 de outubro, Iris Rezende tem comparecido quase que diariamente ao seu escritório político, no Setor Marista, em Goiânia, para atender as pessoas que o procuram. A maioria das pessoas que vão ao escritório solicitam empregos na prefeitura. Iris, pacientemente, as recebe todas, independente de seus pleitos.
Parte das pessoas e lideranças que procuram o prefeito eleito o fazem, também, para apresentar sugestões de nomes para o secretariado. Iris recebe as sugestões e agradece. Há lobby inclusive em favor de pessoas que já integraram o secretariado de Iris nos dois mandatos anteriores.
Em seu escritório, Iris Rezende tem recebido, também, lideranças classistas, que o procuram para apresentar sugestões para a próxima administração de Goiânia.
O prefeito eleito tem se reunido, com frequência, com técnicos que colaboram na formulação das primeiras medidas a serem adotadas da administração, na elaboração de projetos para resultar nas obras emergenciais.
Iris tem recebido, ainda, relatórios da comissão de transição, entretanto, dados e números são insuficientes, segundo os assessores, para que o prefeito eleito possa ter um “diagnóstico” mais profundo sobre a realidade financeiro-administrativa da prefeitura de Goiânia.
De acordo com assessores do peemedebista, somente após a posse, em 1º de janeiro, é que Iris terá conhecimento do quadro real da prefeitura de Goiânia.
Verbas federais
Iris Rezende revelou aos assessores mais próximos que espera contar com o respaldo do governo Temer para a liberação de R$ 600 milhões, para que possa dar prosseguimento a diversas obras, como BRT Norte-Sul, corredores do transporte coletivo e Cmeis, entre outras.
O prefeito eleito foi informado pelo coordenador da bancada federal de Goiás, deputado Jovair Arantes (PTB), de que está assegurada, no Orçamento da União/2017, verba de R$ 29 milhões para recuperação asfáltica de ruas e avenidas de Goiânia.
Base de peemedebista trabalha para eleger presidente da Câmara
A base aliada do prefeito eleito Iris Rezende, integrada por 13 vereadores, trabalha para assegurar a eleição do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, cujo pleito está marcado para o próximo dia 1º de janeiro. São quatro os nomes apresentados pela base de Iris: Clécio Alves, Andrey Azeredo, Wellington Peixoto, todos do PMDB, e Paulinho Graus, do PDT. Na oposição, são candidatos: Anselmo Pereira e Cristina Lopes, ambos do PSDB. A legislatura será composta por 35 vereadores.
O vereador Wellington Peixoto (PMDB) defende que o prefeito eleito Iris Rezende atue para assegurar a vitória de um integrante da base governista para a presidência do Legislativo. “Não se trata de interferência do Executivo no Legislativo e sim a ponderação de que o próximo presidente da Câmara seja alguém afinado com a futura administração. Não sentido um presidente, por exemplo, ser da oposição ao prefeito, pois traria dificuldades à futura gestão”.
Wellington Peixoto revelou que os vereadores do PMDB e PDT que estão na disputa pela presidência da Câmara irão buscar o consenso, até o dia da eleição, para que haja chapa única para a mesa diretora da Casa. “Estou conversando com os companheiros do PMDB e do PT e vamos lançar apenas um nome para a presidência da Casa”.
O pré-candidato do PMDB adianta que o seu grupo é formado por sete vereadores e que tem conversado para ampliar o número de apoio ao projeto de concorrer à sucessão do presidente Anselmo Pereira. “Até o dia da eleição, vamos conversar com todos os vereadores e buscar o entendimento em torno de uma chapa que venha a fortalecer o Poder Legislativo”.
Clécio Alves, por sua vez, atua para conseguir apoio e retornar à presidência da Câmara de Vereadores. Já Andrey Azeredo diz que não lançou seu nome como candidato, mas que se soma àqueles que querem “renovar a prática política do Legislativo goianiense”. Paulinho Graus conversa em busca de respaldo ao seu projeto de concorrer à presidência da Casa.