Segurança integra portófio de Caiado para disputar presidência
Redação DM
Publicado em 3 de maio de 2023 às 14:06 | Atualizado há 3 anos
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) tem demonstrado mais pelas ações do que por declarações que pode realmente disputar a presidência em 2026. O último final de semana foi o exemplo disso. Ele esteve no Tocantins e Uberlândia sem mãos vazias. Foi até lá e mostrou através de números – e no diálogo com os governadores – que é o mais preparado do país para gerir a área.
O gestor de Goiás tem aprimorado o discurso técnico. E uma diferença dele com o bolsonarismo e PT já está clara: ele tem condições de fazer segurança pública de qualidade sem defender a polêmica liberação de armas ou a licenciosidade característica do PT no combate da violência.
Quem falou com o governador goiano no Tocantins e Minas Gerais sentiu a diferença. Caiado tem números, demonstra entrosamento com a polícia e consegue articular e se expressar bem sobre a nomenclatura.
“Estados não vão se ajoelhar diante do crime”, disse o governador no QG que reúne homens em busca de solução para o ataque de Confresa, no Mato Grosso. Caiado levou a estatística de que existe 0% de crimes do novo cangaço em Goiás e o know how de como enfrentou o bandido Lázaro.
São fatos que durante a campanha eleitoral a oposição a Caiado tentou de todas as formas desvendar e não conseguiu: como Goiás saiu de estado líder de ataques de bandidos a bancos até 2018 e entrou em 2019-2020-2021-2022-2023 sem nenhuma explosão contra instituições financeiras. O governador diz, em geral, que deixou a polícia agir: investigar e prender.
Na semana passada, uma manchete nacional: a polícia goiana matou sete que estavam supostamente em preparação para explodir um posto de pedágio no Entorno do Distrito Federal e resolveram revidar os policiais.
Caiado também tem levado informações sobre como a inteligência (diga-se comunicação e planejamento de qualidade) pode surpreender os criminosos. O caso de Novo Gama mostra em parte este detalhe.
Antes de Caiado, o “Novo cangaço” explodiu bancos no Centro de Goiânia – em plena praça Tamandaré. E até mesmo dentro de um cemitério, Jardim das Palmeiras. Tudo impensável e surreal.
O caso mais grave computado nas gestões pré-Caiado: a explosão de dois bancos em São Miguel do Araguaia, em janeiro de 2016. Na época, uma mulher morreu e 15 pessoas ficaram feridas.
Na última gestão Caiado também teve um diferencial: manteve por quatro anos o mesmo secretário de Segurança. Ou seja, não mexeu em time que estava ganhando. O último governador teve quatro secretários em quatro anos, o que demonstrava o completo desespero com a gestão da área.
Marca registrada
Este portfólio já é marca registrada do governador goiano, que tem buscado aperfeiçoar novas nuanças da cobertura de Segurança Pública – o caso do feminicídio, que é grande em Goiás. Este é exatamente o gargalo da área no Estado – e no resto do Brasil. Caiado vem experimentado ações, como botão do pânico, operações para prisões e delegacia unificada – a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem).
Sob o ponto de vista ideológico, o conjunto de políticas de Segurança Pública é de centro-direita: fortalecimento da polícia e aumento da repressão aos grupos armados e tráfico de drogas.
Em contrapartida, foge da histeria da extrema direita, como quando vetou em fevereiro a bizarra proposta de um parlamentar para conceder ‘bolsa-arma’ às mulheres, quando 40% das vítimas de violência (mortes, estupros, lesões corporais) ocorrem com crianças meninas e a grande maioria das mulheres não tem nenhum interesse em sair por aí armada, uma vez que a ‘solução’ seria inédita no mundo.
Método para impedir conflitos de terras
No Tocantins, na última sexta-feira, 28, Ronaldo Caiado mostrou aos governadores Mauro Mendes (Mato Grosso) e Wanderley Barbosa (Tocantins) que é preciso caçar os criminosos que aterrorizaram Confresa (MT). “Hoje, qualquer ação de quadrilha, seja ela qual for, em nossa região terá a repressão dos quatro estados”, disse Caiado, mandando recado aos criminosos de que um batalhão agirá no Centro-Oeste, não respeitando aparentes limites territoriais. Por isso 100 homens de batalhões especializados fazem a caçada dos suspeitos pelas fronteiras.
Durante a abertura da 88ª ExpoZebu, em Uberaba, Minas Gerais, o governador lembrou que o direito dos proprietários está garantido em Goiás, nos termos da Constituição. Tarcísio Freitas(São Paulo) e Romeu Zema (Minas Gerais) tiveram que concordar e aceitar que a realidade goiana é hoje bem melhor do que a que ocorre em seus estados.
O gestor falou da patrulha no campo e dos números sobre conflitos. Em 2022, foram registradas 32 tentativas de invasão a propriedades em Goiás. Neste ano, ocorreram 16. Segundo Caiado, nenhuma prosperou e foi encerrada de forma pacífica.