Sem acordo, PSDB e PMDB vão para a disputa à prefeitura
Redação DM
Publicado em 4 de agosto de 2016 às 03:07 | Atualizado há 1 ano
Após inúmeras reuniões, PSDB e PMDB, adversários históricos em Goianésia, cidade do Vale do São Patrício, não chegaram ao acordo e vão se enfrentar na disputa pela prefeitura nas eleições deste ano. De um lado, o prefeito Jalles Fontoura (PSDB) concorre à reeleição; de outro, o deputado estadual Renato de Castro (ex-PT, agora PMDB). O empresário Carlos Passos (DEM) também vai concorrer à prefeitura.
PSDB e PMDB sempre travaram batalhas eleitorais acirradas em Goianésia, desde os tempos em que o ex-governador Otávio Lage, pai de Jalles, comandava a política local. Além de Jalles, o empresário Otávio Lage Filho, seu irmão, já foi prefeito da cidade por dois mandatos.
A oposição tinha como principal referência Frederico Jayme Filho, ex-deputado estadual (foi presidente da Assembleia Legislativa), conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, hoje chefe de gabinete do governador Marconi Perillo.
A união do PSDB e PMDB foi tentada pelo prefeito Jalles Fontoura e pelo ex-deputado e ex-prefeito Gilberto Naves, mas o deputado Renato de Castro não aceitou retirar sua pré-candidatura. Jalles havia admitido não concorrer à reeleição para facilitar o acordo, que teria o professor e ex-vice-prefeito José Matheus (PSDB) como candidato a prefeito e a ex-prefeita Mara Naves (PMDB), esposa de Gilberto, a vice-prefeito.
Jalles e Gilberto atuaram, sem êxito, para deixar para trás as históricas divergências entre tucanos e peemedebistas de lado, agora que o PSDB e PMDB estão juntos no governo Michel Temer. A intransigência de Renato de Castro inviabilizou o acordo e a política de Goianésia segue o seu curso natural, ou seja, o embate eleitoral entre tucanos e peemedebistas.
O presidente do diretório do PMDB de Goianésia, Giovani Machado, considerou difícil a união de seu partido com os tucanos, por duas razões: a rivalidade histórica e o compromisso com a pré-candidatura de Renato de Castro.