Política

Sem rumo, PMDB lança movimento “Fica Iris”

Redação DM

Publicado em 14 de julho de 2016 às 02:38 | Atualizado há 10 anos

Lideranças políticas da Capital e interior, parlamentares e militantes do PMDB lançam, nesta sexta-feira, o Movimento Fica Iris, na tentativa de convencer o ex-governador a recuar da decisão de não disputar a Prefeitura de Goiânia e, ao mesmo tempo, encerrar a sua carreira política. O ato, organizado pelo Diretório do PMDB Metropolitano, está marcado para as 15 horas, em frente ao escritório político de Iris Rezende, no Setor Marista, em Goiânia. O líder peemedebista confirmou presença. O PMDB na Capital é presidido pelo deputado estadual Bruno Peixoto.

A expectativa é a de que cardeais do PMDB, como os ex-governadores e prefeitos Maguito Vilela (Aparecida de Goiânia) e Agenor Rezende (Mineiros), deputados federais Daniel Vilela e Pedro Chaves, deputados estaduais Bruno Peixoto, José Nelto, Adib Elias, Paulo Cézar Martins e Ernesto Roller, vereadores Clécio Alves e Célia Valadão estejam presentes.No último dia 6, Iris Rezende surpreendeu os políticos do PMDB e de outras legendas ao anunciar, através de carta, a sua posição de não mais disputar eleições. Aos 82 anos, Iris já foi vereador, deputado estadual, prefeito de Goiânia por três vezes, governador de Goiás por dois mandatos, senador da República e ministro da Agricultura (governo Sarney) e de Justiça (governo FHC).

Ao apresentar a justificativa, na carta e em entrevista à imprensa, Iris Rezende alegou que a sua intenção é dar oportunidade às lideranças jovens do PMDB. “Me sinto gratificado pelo que recebi do povo goiano e goianiense ao longo de 58 anos de vida pública. Comecei a minha carreira com 24 anos, elegendo-me vereador de Goiânia”.

Iris Rezende estava bem situado nas pesquisas de intenções de votos, à frente do Delegado Waldir Soares (PR), divulgadas, há algumas semanas, pelos Instituto Paraná. O líder peemedebista chegou a participar de alguns encontros organizados pela sociedade civil para debater propostas para a futura administração da Capital, mas sem admitir a pré-candidatura.

Sem Plano B

A desistência de Iris Rezende caiu como uma “bomba” no PMDB, já que o partido não tinha preparado o “Plano B”, ou seja, um segundo nome que pudesse disputar as eleições em Goiânia com chances de chegar ao segundo turno. A saída do ex-prefeito deixou a direção partidária “sem rumos, perdida, atordoada”.

Mesmo abalado com o afastamento de Iris, três nomes apareceram como prováveis candidatos à prefeitura pelo PMDB: deputados estaduais Bruno Peixoto e José Nelto, e o vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano.

Só que os próprios aliados do PMDB, como DEM e Solidariedade, manifestaram-se céticos em relação aos nomes cogitados pelo partido de Iris e iniciaram conversações com outros pré-candidatos, como Delegado Waldir Soares (PR) e Vanderlan Cardoso (PSB).

 

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